Capítulo 20: Retorno ao Campus

A Veterinária dos Anos 80 com Dons Místicos Pequena Raposa Prateada Xiao Yin II 2372 palavras 2026-03-04 15:00:22

Na aldeia, era costume acordar cedo; por volta das cinco da manhã, Hua Xiaoman levantou-se para lavar o rosto e se arrumar, preparou o café da manhã e embalou cuidadosamente seu enxoval e roupas de escola, esperando em casa.

A vovó Cao realmente não era nada tímida; foi até o posto de saúde e chamou Chu Huai para ajudar.

Chu Huai havia conseguido emprestar um carro no dia anterior para trazer duas moças de volta à aldeia; hoje também voltaria para a cidade do condado, então seria caminho comum.

Chu Huai tinha boa disposição com os mais velhos e não se importou; veio dirigindo até a casa.

Para levar Hua Xiaoman à escola, só Cao Guozhu e a vovó Cao iriam; com o carro, não cabiam mais pessoas.

— Doutor Chu, por que veio até aqui? Podemos pegar um táxi na estrada principal — Hua Xiaoman estava desconfortável, não queria subir no carro.

Ela sentia vergonha; a vovó Liu, com sua língua solta, já havia espalhado por toda a aldeia fofocas sobre ela e Chu Huai. Se realmente tivesse algo com ele, não se incomodaria, mas era só rumor! Se não desse em nada, acabaria sendo motivo de piada.

Chu Huai sorriu: — Nossa amizade vem de vida e morte, não precisa ser formal comigo.

— Isso foi há tantos anos, eu era pequena, nem lembro mais — Hua Xiaoman ainda hesitava; a vovó Cao já estava sentada no carro, a bagagem acomodada no porta-malas pelo tio.

— Menina, vá sentar na frente; ali não enjoa — a vovó sugeriu, com cuidado.

Na frente, Chu Huai era o motorista e o banco do passageiro estava livre.

Enquanto Xiaoman ainda hesitava, o tio já havia colocado a bagagem e se sentara ao lado da vovó Cao, perto da porta.

Atrás até caberiam três pessoas apertadas, mas claramente não deixaram espaço para Xiaoman; Cao Guozhu já estava na borda, e uma garota não iria se apertar junto a ele.

O banco do passageiro era ao menos amplo; resignada, Xiaoman ignorou a intenção da avó e sentou-se, ajustando com habilidade o cinto de segurança para evitar constrangimento de alguém vir ajudá-la.

O carro partiu rapidamente; Xiaoman olhou pela janela, sentindo-se tranquila e confortável.

Naquela época, a neve ainda era branca, especialmente no campo. Ao passar por terrenos, via-se apenas algumas pegadas, o restante intacto, como um manto puro de prata.

O clima do norte era frio, mas refrescante; o céu, azul límpido, com algumas nuvens brancas pontuando o horizonte, belo como uma pintura.

Xiaoman perdia-se olhando o céu; a vovó Cao, inquieta, logo retomou seu “modo de investigar”, conversando animadamente com Chu Huai.

Cao Guozhu era reservado; tanto com a mãe quanto com a esposa, nunca participava das conversas das mulheres.

Assim, a viagem passou rapidamente; afinal, a aldeia ficava perto da cidade do condado, e o carro chegou lá em vinte minutos.

Ao descer, Xiaoman sentiu vergonha e agradeceu a Chu Huai:

— Muito obrigada por hoje. Minha avó gosta de conversar, não se incomode.

— Não há problema. Vou te acompanhar até a matrícula, depois te mostro onde fica o dormitório do hospital. Se tiver dúvidas, venha me procurar. Prometi te ajudar com os estudos.

Antes que Xiaoman hesitasse, vovó Cao respondeu prontamente:

— É ótimo que ajude! Minha menina ficou meio ano sem ir à escola, certamente perdeu algumas matérias. Trouxemos ela dois dias antes justamente para que pudesse estudar com os colegas.

— Se tiver tempo, ajude Xiaoman com os estudos por alguns dias. Da próxima vez, faço uma talha de vinho para você.

A vovó Cao era muito sensata; a arte de preparar vinho caseiro era tradição familiar, mas os jovens hoje compram pronto, poucos sabem fazer.

Chu Huai aceitou com gentileza; valorizava o carinho dos mais velhos e, sem hesitar, ajudou Xiaoman com a bagagem e procurou os professores.

O quarto ano do ensino médio também era um serviço pago, além de contribuir para a taxa de aprovação; todas as escolas haviam começado a oferecer, e os alunos da própria escola retornavam para as aulas, com matrícula fácil.

Xiaoman procurou sua professora de classe do ensino médio, professora Ge, que acompanhou a turma do primeiro ao terceiro ano. Depois, assumiu a nova turma do terceiro ano, composta de alunos de reforço.

Por ter sido professora da turma dois, os alunos de reforço procuravam Ge; ela também ensinava inglês às demais turmas, todos a conheciam e preferiam ela para reforço.

A turma oito era grande, mas Ge aceitou Xiaoman, talvez por sua timidez, ou pelo carinho da vovó Cao, que lhe trouxe verduras silvestres colhidas à mão na neve. A professora foi atenciosa, encorajando Xiaoman a focar nos estudos e nas provas.

Cao Guozhu era calado, só ajudava com as malas; a papelada ficou por conta de Xiaoman. A vovó Cao era extrovertida, cumprimentando todos com entusiasmo e conversando.

Ao sair da sala da professora, foram ao dormitório; a vovó conversou com a responsável, professora Wei, aparentando cerca de cinquenta anos, trocando algumas palavras sobre a família, e entregou a ela um pote de nabo em conserva para Xiaoman.

No colégio, não era permitido receber presentes; quando vovó Cao foi embora, a professora Wei devolveu o pote de nabo, dizendo a Xiaoman:

— Provei alguns pedaços, sua avó cozinha muito bem. Da próxima vez, traga mais, eu compro um pouco.

— Professora Wei, não vou conseguir comer tudo; se quiser, pode ficar com um pouco. No fim de semana, trago mais.

— Está bem — em pouco tempo, a professora trouxe uma tigela de esmalte para levar alguns nabos e deixou dez reais para Xiaoman.

Xiaoman não recusou, aceitando o dinheiro.

A professora Ge também visitou Xiaoman, não mencionou as verduras silvestres, nem deu dinheiro, mas deixou um conjunto de provas de vestibular de várias matérias para ela praticar nos intervalos.

Depois de toda essa movimentação, já era passado o horário do almoço.

Os moradores do campo não gostam de comer na cidade; Cao Guozhu e vovó Cao, após entregar as malas de Xiaoman, pegaram o ônibus de volta.

Antes de partir, vovó Cao não parava de instruir Chu Huai:

— Chu, agora Xiaoman está aos seus cuidados. Vocês, jovens, conversem bastante, não vamos atrapalhar.

Que tipo de comentário era aquele?

A vovó não deu atenção à Xiaoman, apressando-se em ir embora.

Apesar de já ter passado dos sessenta, vovó Cao era vigorosa e andava rápido. Xiaoman só conseguiu gritar atrás:

— Vovó, cuide-se!

Ela temia que, depois de tanto tempo sem vê-la, algo acontecesse; era imprevisível. Na vida anterior, Xiaoman não conseguiu voltar à escola, e a avó já havia partido.

— Pronto, elas já foram. Vamos comer? O que tem de bom perto da escola? — Chu Huai claramente quis mudar de assunto, para aliviar a tristeza de Xiaoman.

Ela inclinou a cabeça: — E macarrão esticado conta?

— Conta sim. Quer comer juntos?

— Quero.

Xiaoman levou Chu Huai à lanchonete mais movimentada ao lado da escola, onde só havia variedades de macarrão: macarrão esticado, macarrão de tendão, macarrão de fécula, macarrão de arroz, todos podendo ser misturados e servidos juntos.