Capítulo 25: A Primeira Lição de Vida Que Seu Pai lhe Dá

Renascido em 2011, conquistando uma vaga na universidade de elite Primavera e Outono sem Embriaguez 2896 palavras 2026-01-30 12:44:39

No restaurante Hai Di Lao, Wang Yi Zheng e Lin Shu saboreavam o fondue enquanto conversavam animadamente.

— Wang Yi, daqui para frente, não pode mais segurar minha mão assim, tá bem? — advertiu Lin Shu com seriedade. — Nosso relacionamento ainda não chegou nesse ponto!

Wang Yi assentiu com a cabeça.

— Certo, vou pensar sobre isso e te dou uma resposta em um mês!

— O quê? — Lin Shu ficou confusa. — Quer dizer que durante esse mês você ainda vai segurar minha mão?

— Sim, tudo tem que ser feito aos poucos, com calma. Não se pode cortar de uma vez só!

Lin Shu se calou, resignada. Que canseira... Se quiser segurar, que segure! Desde que não avance mais, está tudo bem. Afinal, foi ela mesma que, por impulso, segurou a mão dele primeiro.

Lançou um olhar feroz para Wang Yi.

— Seu danadinho!

— Aqui, experimente esse camarão — disse Wang Yi, colocando um pedaço no prato dela.

— Ah... — Lin Shu abriu a boca, aceitando a comida.

De repente, ambos ficaram em silêncio. Não seria esse gesto demasiadamente íntimo?

As bochechas de Lin Shu ficaram coradas, mas ela continuou mastigando, com um jeito encantador.

Wang Yi não pôde evitar um sorriso. No início, Lin Shu, confiante em sua posição de veterana, ousava tratá-lo como um calouro ingênuo, provocando-o de forma brincalhona.

Agora, tudo tinha se invertido, e ela só podia se defender passivamente!

Num relacionamento, quem conduz o ritmo já venceu metade do jogo. A estrutura é fundamental!

Enquanto comiam, Wang Yi recebeu uma ligação de um número desconhecido.

— O quê? Meu carro foi destruído?

— E ficou em pedaços? Já chamaram a polícia?

— Certo, estou indo agora!

— O que houve? — Lin Shu perguntou, preocupada.

Wang Yi suspirou.

— Era a administração da rua comercial. Disseram que alguém destruiu meu carro!

Lin Shu ficou sem palavras.

— Garçom, a conta — chamou Wang Yi com um gesto.

O atendente sorriu.

— A moça aqui já pagou tudo há pouco.

Wang Yi olhou para Lin Shu.

— Tínhamos combinado que eu pagaria.

— Você já pagou duas vezes, agora é minha vez — disse Lin Shu, sorrindo docemente.

Wang Yi sentiu-se profundamente tocado. Lin Shu o ajudava a vender produtos, indicava clientes e, no final, ainda pagava a refeição às escondidas!

Uma moça assim, em sua vida anterior, mesmo tendo vivido mais de trinta anos, jamais encontrara.

Naquela vida, por não ter feito o exame de direção antecipadamente, quase não teve contato com Lin Shu; afinal, não faziam parte do mesmo círculo.

— Vamos lá ver o que aconteceu — disse Lin Shu, pegando a mão de Wang Yi para confortá-lo. — Não se preocupe, de agora em diante pode usar meu carro.

— Obrigado, mas está tudo bem — Wang Yi sentiu o coração aquecer. Que garota maravilhosa!

Os dois chegaram ao estacionamento e ficaram chocados com a cena diante deles.

— Meu Deus, quem foi capaz de tamanha loucura para destruir seu carro desse jeito!

Lin Shu estava atônita. O Mercedes-Benz Vito estava completamente destroçado, quase irreconhecível.

Ao lado, três funcionários da administração observavam. O chefe deles adiantou-se e estendeu a mão.

— Boa noite, senhor. Sou Xu Hou, gerente da administração da Vanke, nesta rua comercial. Este carro é seu?

— Sim.

— Lamentamos profundamente, senhor, pelo estado em que seu veículo foi deixado. Já notificamos a polícia e faremos tudo para lhe dar uma resposta satisfatória, não se preocupe.

Wang Yi assentiu. A postura do gerente era boa, até mais preocupada do que ele próprio.

E não era para menos. Num estacionamento pago, se o veículo do cliente é danificado, o seguro geralmente não cobre. Se não encontrarem o culpado, o estacionamento é responsável por todos os custos.

— Wang Yi, isso é... — Lin Shu estava apreensiva, nunca tinha presenciado uma situação dessas.

Wang Yi sorriu de leve.

— Não se desespere, primeiro vamos tirar uma foto e postar nas redes sociais.

Lin Shu ficou sem reação. Xu Hou e os seguranças também.

Diante do espanto de todos, Wang Yi tirou uma foto e publicou no seu círculo de amigos e no QQ: “Empreendendo e, no meio do caminho, destruíram meu carro.”

Logo começaram os comentários e curtidas. Wu Kai apareceu entre eles.

Sem hesitar, Wang Yi o removeu da lista de amigos.

Agora era hora de calcular quanto poderia receber de indenização.

Um Mercedes usado ainda é um Mercedes! O custo das peças de reposição é altíssimo. Com o carro nesse estado, o orçamento da concessionária oficial não sairia por menos de vinte ou trinta mil euros!

Seria suficiente para dar uma boa lição ao agressor.

Talvez resolvessem logo pelo sucateamento, e ele acabasse ganhando um carro novo!

De qualquer modo, a situação era excelente.

Sobre quem poderia ter feito isso, Wang Yi já tinha suas suspeitas. Quem, além de Chu Chuanjun, teria esse motivo?

Dessa vez, o pai de Chu Chuanjun teria que desembolsar uma fortuna!

Além dos danos materiais, para conseguir o perdão de Wang Yi, teriam que pagar uma compensação ainda maior.

Destruir intencionalmente bens públicos ou privados, causando prejuízos entre cinco e dez mil euros, já pode resultar em até três anos de prisão, detenção ou multa.

Se o valor for muito alto ou houver agravantes, a pena pode chegar a sete anos.

Com danos de vinte ou trinta mil euros, é claro que o caso é grave!

A pena dependeria de uma compensação rápida e do perdão de Wang Yi.

Não quer pagar a indenização? Então desista do perdão e prepare-se para sete anos de prisão!

Uma família rica como a de Chu certamente não permitiria isso.

Para que Chu Chuanjun ficasse menos tempo atrás das grades, dariam a Wang Yi uma compensação generosa!

Por isso, ao ver o carro destruído, Wang Yi não ficou nem um pouco irritado, pelo contrário, sentiu-se empolgado.

A sorte chegou de repente!

O Mercedes-Benz Vito custava mais de quarenta mil euros. Com a indenização, quanto daria isso ao todo?

Era dinheiro caindo do céu!

Da última vez, Chu Chuanjun recuou e não ousou agir. Quem diria que, desta vez, partiria para destruir o carro!

Melhor impossível!

Se fosse uma agressão física, Wang Yi teria que sofrer lesões sérias para que Chu Chuanjun respondesse criminalmente. Uma concussão simples não seria suficiente e Wang Yi não queria se submeter a tal sofrimento.

Já com o carro, a situação era muito mais favorável!

Wang Yi não sofreria nenhum arranhão, receberia uma indenização vultosa e ainda faria Chu Chuanjun ir para a cadeia. Era quase divertido!

Lin Shu olhou para Wang Yi, já desconfiando de quem seria o autor.

— Não me diga que foi o Chu...

Wang Yi fez um gesto para que ela não tirasse conclusões.

— Não devemos acusar ninguém sem provas. Deixemos que a polícia investigue.

— Está bem — Lin Shu concordou.

Logo, chegaram os policiais, acompanhados de um perito em danos.

Ao ver a cena, o perito comentou, impressionado:

— O estrago foi grande demais. Para consertar numa concessionária, não sai por menos de vinte ou trinta mil. Talvez seja melhor dar baixa no carro!

— Vinte ou trinta mil? Isso já é caso de prisão! — exclamou o policial, sério. — Jovem, você fez inimigos recentemente? Tem alguém que desconfie?

Wang Yi pensou um pouco.

— Acabei de terminar o ensino médio, não tenho inimigos. Mas, por precaução, instalei uma câmera no carro, acho que não foi destruída.

— Tem gravação? Vamos ver! — O ânimo foi geral.

Principalmente Xu Hou, o gerente, estava aliviado. Sem a gravação, sem câmeras de segurança, seria quase impossível identificar o responsável.

Se não encontrassem o culpado, a administração teria que arcar com o prejuízo. Adeus ao bônus de fim de ano, e ele provavelmente perderia o emprego.

Com a gravação, tudo se tornava mais fácil!

Wang Yi retirou cuidadosamente o cartão de memória, colocou no celular e exibiu o vídeo.

Apareceu um rapaz de mais ou menos vinte anos, segurando um tijolo e destruindo o para-brisa, o capô e os faróis do carro.

Enquanto destruía, gritava:

— Wang Yi, aqui não tem câmeras. Ninguém vai saber que fui eu!

A cena de fúria ficou registrada com clareza.

— Chu Chuanjun, era ele mesmo! — exclamou Lin Shu.

Xu Hou e os demais olharam aliviados. Identificaram o responsável!

O caso estava resolvido.

Aquele idiota estava acabado.

A instalação da câmera não era só para evitar fraudes; o principal alvo era Chu Chuanjun.

E não é que ele caiu direitinho na armadilha?

— Chu Chuanjun, hoje receberá a primeira lição da vida, e não será barata! — pensou Wang Yi. — Quando estiver preso, aproveite para aprender alguma coisa!

Assim que fosse condenado, a vida de Chu Chuanjun estaria arruinada.

Prestar concursos públicos ou tentar uma carreira oficial? Esqueça!

Quando saísse, anos depois, achar uma esposa à altura? Impossível!

Quem, entre os ricos, entregaria a filha para um ex-presidiário?

Nem mesmo uma família comum aceitaria!