Capítulo 31: Aquisição da Fábrica de Roupas

Renascido em 2011, conquistando uma vaga na universidade de elite Primavera e Outono sem Embriaguez 3038 palavras 2026-01-30 12:45:07

Nos dias de hoje, o maior temor de quem trabalha com design é o perigo de seguir tendências e copiar ideias alheias. Não são poucos os casos em que a cópia vence a originalidade, um verdadeiro lamento desta era.

Wang Yi só lançou seus novos produtos de verão nos meses de agosto e setembro; parecia atrasado, mas na verdade era o momento ideal. Com a chegada do outono e inverno, os concorrentes não teriam tempo de copiar suas ideias, era uma barreira sazonal contra plágio! Assim, o mercado teria apenas Wang Yi vendendo vestidos de estilo puro e sensual, permitindo que ele vendesse a preços elevados. Bastava investir um pouco mais, criar uma marca e apostar no marketing.

Um vestido desse estilo poderia facilmente ser vendido por trezentos a quinhentos reais, garantindo lucros extraordinários! Com tempo e capacidade de produção limitados, Wang Yi apostava na margem de lucro e no fortalecimento da marca. Quando o verão seguinte chegasse e os outros fabricantes resolvessem copiar, a marca de Wang Yi já estaria consolidada. Por mais que as marcas genéricas imitassem, seriam apenas falsificações de baixa qualidade, incapazes de superar o legítimo pioneiro. Era como comparar Adi Wang com Adidas: universos distintos!

Além disso, no futuro, haveria inúmeros sucessos e estilos, como os famosos trajes amarelos e rosas. Wang Yi poderia lançar um novo estilo e alguns produtos de destaque a cada ano, sempre à frente das tendências. Os concorrentes não conseguiriam acompanhá-lo, restando-lhes apenas observar Wang Yi lucrar enquanto comiam poeira atrás dele.

Era preciso acelerar o desenvolvimento do Mei You e da plataforma de comércio eletrônico Rua da Toranja. O momento de empreender era agora, não podia esperar. Quanto à sede do Mei You, Wang Yi decidiu instalá-la na cidade de Ji, próxima à fábrica, facilitando a gestão e, principalmente, reduzindo custos. Antes do início das aulas, o Mei You precisava estar em funcionamento!

Após carregar os produtos, Wang Yi e Lin Shu partiram de carro direto para o Grande Mercado de Nanming. Song Yang e Huang Cui já os aguardavam, com a tenda montada. Wang Yi ficou satisfeito com funcionários tão proativos. Primeiro, acertaram o pagamento da mercadoria do dia anterior: 69.700 reais. Depois, descarregaram 1.300 pares de sapatos, a quantidade de um dia inteiro.

Song Yang ficou responsável por aquele local, enquanto Wang Yi levou Huang Cui e uma tenda para o Grande Mercado de Linde. Lá, descarregou os 1.200 pares restantes de sapatos fora de linha, entregando a responsabilidade a Huang Cui.

Wang Yi e Lin Shu voltaram direto para a cidade, iniciando um novo dia de encontros. O privilégio de ser patrão era esse: os funcionários trabalhavam para ele e ele desfrutava a vida. Assistiram a um filme, passearam, jantaram juntos, e o dia foi muito agradável.

Até que Lin Shu recebeu uma ligação de sua mãe e seu semblante ficou sombrio.

— O que aconteceu? — perguntou Wang Yi.

— Minha mãe vai viajar e quer que eu vá junto. Partimos amanhã — respondeu Lin Shu, desanimada.

— Então vá, aproveite as férias e passe tempo com a família — disse ele, tentando consolá-la.

— Mas não vou te ver — murmurou Lin Shu, fazendo uma cara de desagrado.

Wang Yi sorriu:

— Não se preocupe, logo você estará de volta, temos tempo pela frente. Você esqueceu? Depois das aulas, também vou estudar na Capital, então vamos nos ver sempre!

— É verdade — assentiu Lin Shu, ainda com expressão abatida.

— Venha cá, me dê um abraço! — disse Wang Yi sorrindo.

Talvez por estarem prestes a se separar, desta vez Lin Shu não recusou; ao contrário, abraçou Wang Yi espontaneamente. Ficaram abraçados por um bom tempo antes de se soltarem. Lin Shu precisava arrumar as malas, então Wang Yi a levou para casa.

— Ah, essa caminhonete é sua agora — apontou Lin Shu para o veículo. — Use para fazer as entregas.

— Não é adequado, não acha? — Wang Yi ficou surpreso. Já tinha visto presentes como perfumes ou videogames, mas nunca uma caminhonete.

— Não é só minha vontade, é também dos meus pais — sorriu Lin Shu. — O caso de Chu Chuanjun quebrando seu carro foi por minha causa. Precisamos compensar um pouco, não recuse!

A caminhonete foi adquirida na semana passada; Lin Shu escolheu um modelo quase novo na fábrica.

Wang Yi sorriu:

— Agradeço de coração, mas não precisa, agora eu tenho dinheiro, posso comprar sozinho.

Lin Shu bufou:

— Não é a mesma coisa. Se não aceitar, não vai me abraçar mais! — resmungou.

Wang Yi ficou sem palavras.

— Está bem, então eu aceito — acabou cedendo.

— Hehe, assim está melhor! — Lin Shu relaxou, sorrindo, e logo entregou a chave do Mercedes. — Este também é seu, é meu presente, não tem nada a ver com meus pais!

Wang Yi ficou atônito, sentindo-se por um momento como se estivesse sendo sustentado por uma jovem rica. Mas sua dignidade o impeliu a recusar:

— Lin Shu, isso não precisa, de verdade. Meu pai tem um carro, está suficiente.

Aceitar a caminhonete de alguns milhares de reais era uma coisa, mas um Mercedes novo de sessenta mil era demais para Wang Yi. Ele ainda tinha seus limites.

— Tudo bem — Lin Shu não insistiu, abrindo os braços. — Mais um abraço.

— Claro!

Abraçaram-se novamente por um instante, e Lin Shu finalmente desceu do carro para ir para casa.

Mal sabia ela que, na janela do andar superior, um homem de meia-idade já apertava os punhos, o rosto tomado pela raiva:

— Esse desgraçado está de novo se aproveitando da minha filha!

— Se tem coragem, não saia daqui, vou descer pra te dar uma lição!

— Calma, Lin, não seja impulsivo! — interveio Zheng Rou. — Se você for agora, vai deixar nossa filha constrangida. E foi só um abraço, talvez nem tenham definido o relacionamento. Se você agir, aí sim será difícil recuperar a situação!

Lin Jianye refletiu, percebendo que fazia sentido. Se agisse, a filha poderia se sentir culpada e acabar se voltando ainda mais para o rapaz. Isso não podia acontecer.

No passado, o marido de Zheng Yun foi espancado pelo velho Zheng, e como resultado, Yun rompeu com o pai e insistiu em ficar com o marido, causando toda aquela confusão.

— Mas estou furioso! Eles só se conhecem há alguns dias e já estão abraçados! Xiao Shu é tão inocente, se não cuidarmos, logo será enganada e levada para um hotel! — Lin Jianye estava cada vez mais irritado, andando de um lado para o outro.

Zheng Rou tentou acalmar:

— Não se preocupe, desta vez vou viajar com Xiao Shu e ficar fora por um bom tempo. Quinze dias sem se ver, os sentimentos esfriam e os resultados saem.

— Ótimo, Wang Yi só tirou 569 pontos, mas ainda quer entrar na Universidade Aeronáutica de Pequim! Vai reprovar com certeza. Quando vocês voltarem, ele já estará reprovando e terá que repetir o ano, hahaha!

Lin Jianye finalmente suspirou aliviado:

— Xiao Shu voltando para a Capital depois das aulas, eles não vão se ver mais, essa relação imatura vai esfriar.

Zheng Rou concordou:

— É verdade. Na verdade, acho Wang Yi um bom rapaz. Bonito, corajoso, determinado. Enquanto os outros estão jogando videogame após o vestibular, ele está empreendendo, ganhou quarenta mil em uma semana, é admirável!

Lin Jianye respirou fundo:

— Comparado com Chu Chuanjun e outros filhos de ricos inúteis, Wang Yi é realmente muito melhor. Se eles se encontrarem no momento certo, Wang Yi tiver uma base financeira, não vou me opor.

— Mas agora, Xiao Shu ainda é jovem, não entende nada. Quem sabe se esse rapaz é confiável? Tenho medo que ela seja enganada e machucada!

— É verdade, Chu Chuanjun enganou todos nós, não queremos mais filhos de ricos mimados, não importa quem os indique. Quanto a Wang Yi, vamos observar e analisar.

Essa família sempre priorizou a origem e o contexto social, só depois pensavam em avançar. Mas após o episódio de Chu Chuanjun, seus valores mudaram um pouco.

Lin Jianye suspirou:

— Não sou cabeça dura. Se Wang Yi for realmente confiável e excelente, após a formatura podemos conversar. Nossa família não falta nada, só queremos que Xiao Shu seja feliz.

...

Depois de se despedir de Lin Shu, Wang Yi pegou a caminhonete e foi direto para a fábrica de roupas do lado leste da cidade. Para sua surpresa, ainda havia gente lá.

— O que está fazendo? — perguntou o porteiro, desconfiado.

Às vezes apareciam ladrões querendo aproveitar algo.

— Vim ver, a fábrica está à venda, certo? — respondeu Wang Yi.

— Você quer comprar?

— Sim, se o preço for justo!

— Certo, vou mostrar. Se realmente quiser comprar, talvez finalmente recebamos nosso salário!

Wang Yi entendeu. Não era à toa que o porteiro era tão zeloso, estava esperando pelo pagamento atrasado. Com a fábrica e os equipamentos ainda lá, havia esperança de venda e de receber o que era devido. Se tudo fosse roubado, estaria tudo perdido.

Wang Yi entrou e deu uma volta, impressionado com o espaço: mais de mil metros quadrados, bem conservado, afinal só estava fechada há seis meses.

— Esses equipamentos e linhas de produção ainda funcionam? — perguntou Wang Yi.

O porteiro assentiu:

— Claro que sim, muitas dessas linhas foram adquiridas no ano passado. O senhor Yin queria expandir e fortalecer o negócio.

— Mas o dinheiro acabou, o grande cliente faliu! As roupas produzidas não encontraram compradores, não houve retorno, o fluxo de caixa quebrou, os salários ficaram atrasados. Uma pena!

Wang Yi olhou para as roupas estocadas e entendeu tudo. A qualidade era excelente, o acabamento impecável, mas os modelos eram antiquados e desatualizados. Era impossível encontrar novos clientes para aquilo!