Capítulo 95: Cinema particular, o tio vem visitar? (Grande reviravolta, peço sua primeira assinatura)

Renascido em 2011, conquistando uma vaga na universidade de elite Primavera e Outono sem Embriaguez 6233 palavras 2026-01-30 12:52:15

Ao observar a disposição peculiar do ambiente, Lin Shu demonstrava uma expressão de desconfiança. Era uma sala de cinema doméstico, decorada com elegância e mantida impecavelmente limpa. Sob a luz suave e difusa, havia sofás, uma cama, aromatizadores, além de uma bandeja de frutas e gelatina.

Lin Shu entendia que sofás em um cinema serviam para o conforto dos espectadores, mas a presença de uma cama era, no mínimo, intrigante. Afinal, estavam ali para assistir a um filme ou para dormir? Dormir... Mesmo sendo ingênua, Lin Shu percebia que algo estava fora do normal.

— Irmãozinho, você não está pensando em fazer nada de errado, está? — perguntou ela, desconfiada.

— Não diga bobagens, não é nada disso! — respondeu Wang Yi, com a maior naturalidade.

— Então por que há uma cama ali na sala de cinema? — insistiu Lin Shu, apontando para o móvel.

Wang Yi segurou sua mão e explicou com calma:

— Xiaoshu, quando você está em casa assistindo televisão, se tem um sofá chaise longue e um sofá comum, você prefere deitar no chaise longue ou sentar no sofá comum?

— Claro que prefiro deitar no chaise longue! — respondeu ela sem hesitar.

— Viu? É isso. Um filme dura entre duas e três horas. Deitar é muito mais confortável do que simplesmente sentar. Por isso, esse cinema de alto padrão preparou uma cama para que possamos assistir deitados!

Wang Yi dissertava com seriedade, apesar de estar inventando justificativas.

— Ah — assentiu Lin Shu, aceitando parcialmente a explicação, mas ainda desconfiada. — E aquelas coisas ali, o que são?

— Sementes de girassol, gelatina... são lanches para comermos enquanto assistimos. Bem melhor do que no cinema tradicional, não acha?

— Certo, mas olha, se você tentar me incomodar, eu vou te bater. Eu... eu sou muito forte! — declarou Lin Shu, balançando o punho delicado e fazendo uma expressão determinada.

— Haha — Wang Yi riu, abraçando Lin Shu com carinho. — Não se preocupe, você é meu tesouro, jamais te machucaria.

— Assim está melhor — suspirou Lin Shu, convencida de que Wang Yi não era daquele tipo.

— Vamos assistir ao filme! — Wang Yi puxou Lin Shu para deitarem na cama, ligou o projetor e escolheu aleatoriamente um filme sem graça.

— Viu? Assim podemos ficar de mãos dadas enquanto assistimos. E ninguém vai nos julgar.

Lin Shu assentiu, aliviada. — Realmente, é bem mais confortável do que as cadeiras duras do cinema, só que o filme não é tão bom.

— Não tem problema, vamos assistir com calma.

Enquanto assistiam, conversavam. Inicialmente estavam apenas de mãos dadas, mas logo se abraçaram. Naquele ambiente escuro e fechado, o coração de Lin Shu acelerava, deixando-a ainda mais nervosa.

— Não me incomode! — pediu ela, sem conseguir conter o receio.

Wang Yi suspirou, passando a mão pelo rosto de Lin Shu. — Não vou te incomodar. Posso te beijar?

— O quê? — Lin Shu se assustou.

— Você já concordou! — Wang Yi sorriu.

— ????

— Quando foi que eu concordei? — Lin Shu ainda estava confusa quando Wang Yi já se aproximara e a beijou.

— Não... mmm... — Lin Shu ficou sem reação, e sem querer, perdeu seu primeiro beijo.

— Você... você... que maldade! — Lin Shu ficou furiosa com a rapidez dos acontecimentos. Ela só estava preocupada com a mão direita de Wang Yi em sua cintura, não imaginava que ele iria agir de forma tão inesperada, roubando seu primeiro beijo!

Ela só conseguiu exclamar “ah” de surpresa, mas Wang Yi interpretou como consentimento e a beijou sem hesitação!

— Como você pode fazer isso! — Lin Shu estava vermelha de raiva. — Você me incomodou!

— Hahaha — Wang Yi riu, abraçando Lin Shu, acariciando seus cabelos para acalmá-la. — Foi você que consentiu, não é culpa minha!

— Eu... eu... — Lin Shu ficou indignada. — Estava surpresa, era uma pergunta, não um consentimento!

— Ah, então a culpa é minha, meu ouvido não é bom — brincou Wang Yi.

— ... — Lin Shu ficou sem palavras. — Sem vergonha!

— Muito sem vergonha!

— Que maldade! Muito maldoso! — Lin Shu estava indignada, batendo em Wang Yi com seu punho delicado, sem força real.

Quanto mais pensava, mais percebia algo errado. — Hmph! Desde que chegamos aqui, você já tinha tudo planejado! Malvado, muito malvado!

— Haha, agora que já te beijei, não tem problema repetir, não é?

E Wang Yi voltou a beijá-la.

Lin Shu ficou atordoada. — ...

— Sem vergonha!

— Muito sem vergonha!

Diante de alguém assim, ela realmente não sabia o que fazer. Mas, afinal, era alguém que ela gostava.

Assim, naquela noite, o encontro que deveria ser apenas uma ida ao cinema se transformou em uma sequência de beijos roubados: primeiro, segundo, terceiro...

O pior era que, com o jeito de Wang Yi, provavelmente os beijos se tornariam algo cotidiano, como abraços...

As tais barreiras, uma vez rompidas, deixam de existir.

Lin Shu sentia vontade de chorar, percebendo que havia sido completamente enganada, mas já era tarde demais.

Wang Yi a abraçava com ternura, plenamente satisfeito.

Claro, a próxima etapa ele adiaria.

Lin Shu era diferente das outras garotas, muito ingênua, era preciso ir devagar; se a pressionasse demais, poderia afastá-la. E, afinal, aquela noite já rendera um grande avanço; o resto viria com o tempo.

De qualquer forma, aquela jovem rica era fácil de conquistar!

— Que maldade, não vou mais falar com você! — exclamou Lin Shu ao sair do cinema, ainda furiosa. — Só nos conhecemos há um mês e você já me beijou. Daqui a dois meses, você não vai...

— Não vou o quê? — Wang Yi brincou.

— Hmph! Malvado! — Lin Shu ficou ainda mais vermelha, quando ouviu um casal discutindo:

— Wei Hongtao, no primeiro encontro você me chama para um cinema privado? Qual é a sua intenção?

— Taotao, deixa eu explicar, só queria que você tivesse mais conforto.

— Hmph! Cinema privado serve para quê? Você acha que sou uma criança de três anos, que não sabe? Tarado, canalha!

A moça chamada Taotao levantou a bolsa, bateu em Wei Hongtao com força e saiu zangada.

— Taotao, não fique brava, me escute! — Wei Hongtao ficou desesperado, indo atrás dela.

Mas Taotao gritou, furiosa: — Canalha! Se continuar me perseguindo, eu chamo a polícia! Vagabundo!

— Eu... — Wei Hongtao ficou sem palavras, vendo a oportunidade escapar. Aquela sensação era realmente dolorosa.

Wang Yi suspirou: — Amigo, você foi apressado demais e acabou mal...

Mas, para sua surpresa, Lin Shu também o encarava, irritada: — Ah, então é isso que é um cinema privado!

— Xiaoyi, me enganou para vir ao cinema privado! Você não é uma boa pessoa!

— Hmph!

— Não vou mais falar com você! — Lin Shu bufou, deixando Wang Yi para trás, caminhando decidida sem olhar para trás.

Wang Yi riu: — Xiaoshu, você está indo para o lado errado!

Lin Shu: — ...

— Hahahaha — Wang Yi não conseguiu mais se conter e riu alto.

— Ainda ri, que maldade! — Lin Shu correu até Wang Yi, batendo nele com seus punhos delicados, mas sem machucá-lo.

— Pronto, parei de rir — disse Wang Yi, ainda sorrindo. — Na verdade, meu senso de humor é difícil de ativar, só rio quando não consigo controlar!

— Você! Que raiva!

— Ainda ri!

— Que raiva!

Lin Shu estava tão irritada que seu rosto estava vermelho, batendo em Wang Yi com mais força, mas ele a abraçou rapidamente, acariciando sua cabeça: — Xiaoshu, eu gosto de você!

Lin Shu ficou quieta: — Oh, Xiaoyi, eu também gosto de você!

Os dois se olharam, com olhos brilhantes, e se beijaram novamente, atraindo olhares de quem passava, que não podiam deixar de comentar: que casal perfeito!

Mas ao lado, Wei Hongtao não podia conter sua raiva:

— Poxa! Acabei de ser rejeitado, e vocês ficam se exibindo na minha frente? Que falta de consideração! Malditos!

Wei Hongtao saiu furioso, com seu orgulho ferido.

— Hahaha! — Lin Shu e Wang Yi se entreolharam, rindo juntos, ainda mais encantadores.

Passearam sob a brisa da noite por um bom tempo, até Wang Yi deixar Lin Shu embaixo do prédio.

Depois do abraço de despedida, Lin Shu estava prestes a sair do carro quando Wang Yi pediu: — Me dá um beijinho.

Lin Shu: — ...

Mas, por fim, ela deu um beijo rápido antes de subir pulando as escadas.

No andar de cima, Lin Jianye observava com binóculos, tão irritado que sua barba parecia torta: — Poxa! Estão se beijando!

— Aquele desgraçado ousa beijar minha filha querida!

— Não, quem beijou foi minha filha!

— Também não, foi aquele moleque que obrigou minha filha a beijá-lo!

— Sim, deve ter sido isso!

— Isso é inadmissível! Como ele ousa?

— Só se conhecem há pouco tempo, pouco mais de um mês, e já estão se beijando!

— Dá vontade de acabar com ele!

Dizendo isso, Lin Jianye já arregaçava as mangas.

Zheng Rou suspirou: — Jianye, acalme-se. Xiaoshu já está na universidade, cresceu. Não é mais como no nosso tempo.

— Eu... — Lin Jianye estava tão indignado que mal conseguia falar.

— Está certo, mas ver aquele rapaz machucando nossa filha me dói!

— Velho Lin, acalme-se. Não dá para negar, Wang Yi é muito competente, e Xiaoshu gosta dele, então não há o que fazer. Venha, leia o jornal para mudar de assunto.

Zheng Rou, sempre paciente, ajudou Lin Jianye a se sentar, pegou o jornal da mesa e entregou a ele.

Lin Jianye respirou fundo, abriu o jornal e, ao ler um trecho, sua expressão mudou instantaneamente:

— “Estudante do terceiro ano, imperador do aproveitamento, entra na Universidade de Pequim e funda Mei You Tecnologia!”

Lin Jianye franziu o cenho: — Essa notícia parece com aquele rapaz, Wang Yi. Ele entrou na Universidade de Pequim, não é?

Zheng Rou assentiu: — Sim, continue lendo.

Lin Jianye prosseguiu: — “Colegial Wang, presidente da Mei You... Wang Yi também se chama Wang!”

— Vestidos de estilo puro... Lembro que Xiaoshu falou que Wang Yi abriu uma empresa de roupas!

— E também sonha em estudar na Universidade de Pequim!

— Caramba! Esse colega Wang, presidente da Mei You, será que é mesmo o Wang Yi, aquele moleque?

— O mesmo que estava lá embaixo com nossa filha?

Vendo Lin Jianye de olhos arregalados, Zheng Rou suspirou:

— Quem sabe, mas é bem provável. Não há tantas coincidências assim.

— Isso... isso... — Lin Jianye suspirou, sem saber o que dizer.

Depois de um tempo, exclamou: — Se for verdade, Wang Yi é realmente impressionante!

— Nunca ouvi falar da Mei You, mas estar na capa do jornal provincial é sinal de grande destaque e potencial!

— Nem nossas empresas, que valem centenas de milhões, conseguiram esse feito!

— E ele escolheu um setor promissor: moda feminina com comércio eletrônico, focado em estilo puro, mercado feminino — futuro ilimitado!

— Hoje em dia, o dinheiro mais fácil de ganhar é o das mulheres.

— Veja os seus vestidos, milhares de reais cada, e você mal usa. Alguns comprou no ano passado e nem abriu!

— Quatro armários, dois seus, um e meio da Xiaoshu, meio meu! Ai!

— Wang Yi tem visão, sabe como ganhar dinheiro de vocês!

Lin Jianye falava com entusiasmo, mas Zheng Rou franziu o cenho:

— O que foi, está reclamando das minhas compras?

Lin Jianye mudou de tom: — Não, claro que não!

— Hmph! Melhor que não! — resmungou Zheng Rou. — O que gasto não chega nem perto dos juros do dote, então não se preocupe!

— Sim, sim, você está certa.

Lin Jianye rapidamente concordou; metade de seu sucesso era graças a Zheng Rou. Se não fosse a união das famílias Lin e Zheng, não teria chegado ao patrimônio de centenas de milhões!

Comprar alguns vestidos caros não era nada, podia comprar centenas se quisesse!

Zheng Rou era dona de casa, mas não uma mulher enjaulada. As famílias eram equivalentes, tinham capital para isso.

Lin Jianye mudou de assunto: — Será que Xiaoshu sabe disso?

Zheng Rou balançou a cabeça: — Ela não sabe de nada, passa os dias lendo, assistindo séries, fazendo ioga. Ao entardecer, fica na varanda, esperando notícias de Wang Yi.

Lin Jianye ficou comovido: — ...

— Aquele moleque, se magoar Xiaoshu, não vai ficar por isso!

Disse isso, pegou o celular e baixou o aplicativo Mei You.

Zheng Rou comentou: — Wang Yi já colaborou com a tia dela, melhor perguntar para Zheng Yun, ela deve saber algo.

Lin Jianye assentiu: — Certo, pergunte amanhã.

O som da porta se fez ouvir; Lin Shu entrou, com o rosto radiante de felicidade. Diferente dos dias de tristeza na janela, parecia outra pessoa!

— Pronto, ela está completamente apaixonada por Wang Yi! — Zheng Rou bateu na cabeça, sem conseguir esconder sua preocupação.

Lin Shu estava igual a Zheng Yun no passado: quando decidia por alguém, nada a fazia mudar de ideia!

Mas sobre Mei You, ambos preferiram não comentar.

Mesmo que Wang Yi fizesse Mei You crescer, Lin Shu, como única herdeira da família Lin, com patrimônio de bilhões, estaria à altura!

Jardim das Fontes.

Wang Yi abriu a porta e Wang Qingzhi e Wang Shulin ficaram surpresos.

— O que aconteceu? — Wang Yi sorriu.

— Seu moleque, ainda sabe voltar para casa? — Wang Qingzhi comentou, mas estava feliz.

Wang Shulin também demonstrava preocupação: — Dez dias sem notícias, parecia que você havia desaparecido!

— Ora, eu já disse, estava ocupado com a empresa, morando lá e ainda viajei a trabalho.

— Pai, mãe, seu filho já é adulto, não precisam se preocupar.

Wang Qingzhi assentiu: — Sim, adulto, já virou presidente da Mei You, não é?

Wang Yi ficou surpreso: — Pai, você já sabe?

— Não, só estou deduzindo. Bastou uma pista para descobrir! — Wang Qingzhi riu.

Wang Yi: — ...

Como formado nos anos 80, Wang Qingzhi sempre foi o braço direito da empresa estatal, chegando ao cargo de engenheiro. Em seu tempo livre, lia jornais e, ao ver uma reportagem parecida com o filho, deduziu tudo.

— Pois é, experiência faz diferença! — Wang Yi mostrou o polegar. — Chegou a hora da verdade: Mei You é criação do seu filho!

Wang Shulin suspirou: — Impressionante, achávamos que vendia sapatos e roupas, mas já está no comércio eletrônico, criou Mei You! Muito bom!

— Não tem jeito, só porque vocês são excelentes, tenho bons genes — brincou Wang Yi.

Wang Qingzhi acenou: — Sabemos bem nossas limitações.

— Mas, já que você criou Mei You, faça tudo com calma e responsabilidade. Não seja impulsivo, avance com segurança!

— Agora você não está sozinho, é responsável por uma empresa. Se falhar, muitos perderão o emprego!

— Fique tranquilo, pai, sei bem o que estou fazendo.

Wang Yi sabia que os pais temiam que ele repetisse o fracasso do terceiro tio.

Na verdade, não era algo fácil de explicar: o tio havia falido, acumulado dívidas, e isso fez com que toda a família Wang desistisse de empreender. Preferiam concursos públicos, empregos estáveis...

Assim era Wang Qingzhi, o tio mais velho, a tia, até o avô dizia: “Não há nada pior do que não ter cargo público!”

Por isso, na vida anterior, Wang Yi passou quatro anos em grandes empresas em Pequim e logo entrou para uma estatal de TI.

Esse caminho era conservador, mas seguro para a maioria. Em uma cidade média, um cargo de TI em estatal ou banco pagava vinte mil por ano, sem risco de demissão, diferente das grandes empresas, embora cada vez mais difícil de conseguir.

Mas, nessa vida, concursos ficaram para trás.

Wang Yi queria empreender! Ganhar dinheiro! Ser um magnata, realizar sonhos que antes não ousava.

— Xiaoyi, é bom que saiba disso — Wang Qingzhi ficou sério. — Por enquanto, mantenha o segredo sobre a empresa. Se ganhar dinheiro, não diga nada; se o terceiro tio souber, vai causar problemas!

Ao mencionar o irmão, Wang Qingzhi suspirou.

Ambicioso, mas sem sorte, nunca aprende; impossível de ajudar!

Quando o tio faliu, Wang Qingzhi esgotou recursos, emprestou dinheiro e ainda assim o tio desperdiçou tudo.

Aquele Mercedes foi entregue a Wang Qingzhi só para não ser confiscado pelo banco!

Algumas pessoas não têm solução.

Agora, Wang Qingzhi desistiu. No máximo, por consideração familiar, ajudava o tio com comida, para não morrer de fome. O resto não tinha como controlar.

Mas Wang Qingzhi temia que o tio, ao saber do sucesso de Wang Yi, viesse pedir dinheiro; valores altíssimos, várias vezes. Quem aguentaria?

Wang Yi franziu o cenho; se o tio usasse o nome de Mei You para enganar, seria um problema sério.

Wang Yi ficou mais frio, era preciso prevenir:

— Pai, o terceiro tio é como uma bomba, capaz de destruir toda a família!

— Se ele vier me procurar, o que faço?

— Arranjo uma empresa de risco, coloco ele como responsável, deixa ele se divertir, depois vai para prisão, com comida e abrigo?

Wang Qingzhi: — ...

Wang Shulin: — ...

(Fim do capítulo)