Capítulo 2: Faculdade Mediana Aproveita Oportunidade em Universidade de Prestígio!

Renascido em 2011, conquistando uma vaga na universidade de elite Primavera e Outono sem Embriaguez 2944 palavras 2026-01-30 12:40:44

— Canalha!
— Que nojo!
— Quanto mais rico, mais miserável!

Furiosa, Fernanda vestiu apressadamente seu vestido de alças e saiu batendo a porta.

— Ela ficou nervosa!

Wagner balançou a cabeça, indiferente.

Depois dos trinta, muitos entendimentos já se consolidam.

Nesta sociedade, mais de 99% das pessoas pertencem à classe comum, mas detêm apenas 1% da riqueza total.

Vivem como parafusos, trabalhando duro a vida inteira, exaustos, presos numa bolha de informações, só para enriquecer o 1% dos mais ricos!

Passam toda a vida tentando, sem nunca conseguir ascender de classe!

Já a elite de classe média representa menos de 1%, com patrimônio que começa em vários milhões.

Têm certa posição social, são admirados, cercados de aura... sentem-se satisfeitos consigo mesmos.

Mas continuam batalhando, se esforçando, pressionando os filhos, criando negócios...

Um deslize e podem falir, perder o status...

Só ao alcançar o topo, tornar-se capital de fato, é possível transcender e ditar as regras!

Fazer com que o povo trabalhe para você, enriquecer às suas custas!

Fazer com que os próprios membros da elite administrem seus bens, gerem lucros!

Mas a ascensão social é quase impossível.

Exige não só grande capacidade, mas também imensa sorte.

Como Wagner, que teve a sorte de ver seu apartamento valorizar mais de seiscentos mil, conseguindo assim, com muito esforço, sair da massa e entrar no degrau inicial da classe média!

Se tivesse investido mal na bolsa, ou arriscado num negócio, talvez já estivesse falido, devendo muito e rebaixado de classe.

Ir além, ingressar no topo, tornar-se um criador de regras...

Nem cogitava uma coisa dessas!

Já passou dos trinta, não é mais tempo de sonhar.

Mas numa cidade de porte médio, possuir um apartamento de 760 mil, ter um emprego estável numa estatal com salário anual de 20 mil, sem se preocupar com crise de meia-idade — Wagner já se considerava satisfeito!

Não estava nem um pouco disposto a sair da zona de conforto, hipotecar o imóvel para arriscar num negócio ou em ações...

Wagner não pensou mais nisso e foi dormir.

O término com Fernanda passou como um vento, sem deixar marcas.

Dormi profundamente, um sono longo e reparador.

Até que alguém o acordou:

— Acorda, já estamos quase chegando na escola!

— Quem é você...?

Observando aquele rosto ao mesmo tempo estranho e familiar, Wagner finalmente lembrou:

— Renato! Como assim, seu cabelo não está mais ralo?

— E você está mais novo?

— ??? — Renato crispou os lábios: — Ralo está o seu! Que papo é esse?

— Tem algo errado! — Wagner sentiu um frio na espinha e olhou em volta:

O velho ônibus há muito desativado, o uniforme escolar horroroso, os prédios antigos já demolidos, o melhor amigo dez anos mais jovem...

— Será que acordei rápido demais...?

Wagner fechou os olhos, tentando dormir de novo.

— Que acordou rápido o quê? É a próxima parada, não dorme não! — Renato insistiu, tocando-lhe a testa: — Não está com febre... por que está tão estranho?

— Estranho está você!

Wagner olhou para o letreiro de um outdoor: “Imobiliária Evergrande 2011, brilhando em Qingyun”, e finalmente aceitou o fato.

Ele tinha renascido!

Renascido em 2011!

De volta ao último ano do ensino médio, aquele estudante pobre sem apartamento de 760 mil, sem salário de 20 mil, sem seu pequeno Mercedes!

— Espera, terceiro ano! Já fiz o vestibular?

Wagner se apavorou!

O conhecimento de dez anos atrás já tinha sido totalmente devolvido aos professores.

Se tivesse que prestar o vestibular de novo, não passaria nem para a técnica, quanto mais para uma federal!

— Já acabou, as notas saíram! Esqueceu? A média de corte das exatas foi 567, você tirou 569! Hoje vamos na escola, o professor Liu vai nos orientar na escolha do curso — explicou Renato.

— Já acabou, que alívio.

A nota batia exatamente com o que ele lembrava.

— E aí, Wagner, está bem? Está sentindo mal? A nota não foi o que esperava, ficou abalado? — Renato demonstrou preocupação:

— Também, nas simuladas você tirava mais de 600. Se não tivesse chegado meia hora atrasado e perdido uma prova de “Competências Básicas”, teria ido muito melhor!

Wagner lembrou: naquela tarde do vestibular, realmente aconteceu algo e ele chegou meia hora atrasado...

Com atraso superior a 15 minutos, não pôde entrar na sala.

Zerou a prova de “Competências Básicas”, com valor de 60 pontos!

Do contrário, teria passado dos 600!

— Que pena. Tinha vaga garantida nas federais mais renomadas, agora, só dois pontos acima da média, vai ser difícil entrar até nas federais, é melhor escolher um bom curso numa estadual — Renato comentou, misturando pena e um leve sarcasmo.

Aos olhos dos pais, Wagner sempre foi o filho exemplar, o que deixava Renato meio magoado.

Mas agora, quem diria, tinha tirado uma nota melhor!

Como a roda da vida gira!

— Só posso entrar numa estadual?

Wagner franziu a testa, mas logo se animou.

Com 569 pontos, no passado ele ingressou num curso estadual de uma federal!

Mas a universidade batalhou tanto que, no terceiro ano, elevou o curso ao nível federal!

Ainda mais empolgante era lembrar que, em 2011, a maioria dos candidatos locais optou por universidades do próprio estado, inflacionando absurdamente as notas de corte dessas instituições!

Muitos com notas até vinte pontos acima da média não conseguiram vaga!

Por outro lado, várias instituições federais de prestígio, como as melhores do país, ficaram com vagas ociosas e reduziram as notas de corte em quase cem pontos!

Por exemplo, a Faculdade de Medicina da Universidade de Pequim, que costumava exigir 681, naquele ano bastaram 581!

A Universidade de Aeronáutica da Capital, onde antes era preciso pelo menos 667 pontos, aceitou quem tinha só 567!

E ainda havia a Universidade de Xiamen, de Tianjin, de Anqing, de Silvicultura... todas as grandes federais ficaram com vagas abertas, bastando a média mínima!

Até a consagrada Faculdade de Economia de Xangai exigiu apenas 567!

Foi um ano para entrar na história!

Quando Wagner leu essa notícia, como muitos outros candidatos, ficou devastado!

Mas agora, estava eufórico!

Ele, que deveria ter entrado numa estadual, podia agora “garimpar” uma vaga numa federal de elite!

Podia até escolher entre elas!

Uma oportunidade impensável, caindo em seu colo!

Como não se empolgar?

— Renascido, que maravilha!

Wagner não cabia em si de alegria, a frustração da prova perdida evaporou!

Sem o apartamento de 760 mil, mas com a chance de entrar numa federal de prestígio!

Mais importante ainda, com o conhecimento de alguém que voltou no tempo, essas oportunidades seriam muitas!

Aqueles antigos prédios caindo aos pedaços, hoje desvalorizados, logo seriam demolidos, certo?

A criptomoeda que chegaria a quarenta mil, hoje custava só algumas dezenas.

E os grandes conglomerados, as empresas “unicórnio”, estavam só começando, ou nem haviam surgido ainda.

Um mundo de oportunidades!

Antes, jamais teria conseguido continuar subindo de classe, tornar-se parte da elite, um criador de regras.

Mas agora, tudo parecia possível!

Viver uma nova vida, era hora de aproveitar ao máximo!

E tudo começava ao abocanhar uma vaga numa federal de elite!

— Só não sei se entrar na Aeronáutica da Capital com 569 vai deixar muita gente furiosa...

— E tem ainda Tianjin, Anqing, Silvicultura, Xiamen... todas excelentes federais, qual escolher?

— A Economia de Xangai também é ótima...

Por um instante, Wagner ficou indeciso.

Às vezes, ter opções demais é também um dilema.

Quanto ao risco de não conseguir um bom curso por ter nota baixa... isso não era problema para ele.

No passado, cursou TI, e com a experiência de dez anos de trabalho e estudo autodidata, já dominava a área.

Agora, queria uma boa universidade como trampolim, para que veteranos, até mesmo professores, trabalhassem para ele!

O ônibus chegou ao destino, os dois desceram.

Olhando para a velha Escola Número Um, Wagner sentiu-se nostálgico.

— Renato, você foi bem, hein? 580 pontos, mais de dez acima do “gênio” Wagner!

Uma voz irritante soou, e um rapaz se aproximou.

Ao lado dele, uma menina bonita.

Renato sorriu:

— Foi só um dia de sorte; Wagner só perdeu uma prova porque chegou atrasado.

— Sei... vai saber se não foi só desculpa pra nota ruim! — o rapaz lançou um olhar sarcástico para Wagner, claramente satisfeito, e pensou consigo:

“Era só porque você era bom aluno que a Carol vivia atrás de você! Agora veja, tirei nota maior que você!”

“Que sensação maravilhosa! Hahaha!”

Wagner franziu a testa:

— Quem é esse babaca mesmo?

Não conseguia lembrar de jeito nenhum!