Capítulo 22: Lin Shu, você não está à altura!

Renascido em 2011, conquistando uma vaga na universidade de elite Primavera e Outono sem Embriaguez 2775 palavras 2026-01-30 12:44:19

Depois de trocar contatos com Huang Cui, Wang Yi e Lin Shu saíram juntos:

— Irmã mais velha, o que você quer almoçar? Vamos comer na cidade!
— Não quero! — Lin Shu olhou ao redor, procurando por um pequeno restaurante de rua na vila.
Wang Yi entendeu o que ela queria:
— Tem uma galinha do mato ensopada muito boa aqui perto. Quer experimentar?
— Galinha do mato ensopada? — Os olhos de Lin Shu brilharam. — Onde é? Vamos agora!
Wang Yi percebeu: o maior passatempo de Lin Shu era comer!

E de fato, quando a galinha do mato ficou pronta, Lin Shu esqueceu completamente das aparências e se esbaldou.
Wang Yi olhou para ela, intrigado:
— Você come tanto e não engorda, é incrível. Muitas garotas, para manter a forma, nem jantam!
— Dieta não é saudável. Eu amo comer, mas também amo me exercitar. Faço academia e ioga todos os dias para manter o corpo — respondeu Lin Shu, continuando a comer.

Os outros só viam sua silhueta impressionante, mas não conheciam a disciplina extrema por trás disso.
Wang Yi comentou com um sorriso enigmático:
— Talvez a carne esteja indo para os lugares certos!
Lin Shu olhou para o próprio corpo e ficou vermelha:
— Seu bobo!
— Hahaha, não vou mais te provocar.

A galinha do mato de onze anos custou só setenta e poucos reais para os dois comerem até ficarem cheios. Nos tempos atuais, não sairia por menos de duzentos ou trezentos.
Com os dois carros, seguiram para a cidade.

— Fábrica de Sapatos Zheng, seu terceiro tio se chama Zheng? — Wang Yi estava curioso.
— Não, meu avô se chama Zheng. Meu terceiro tio é genro da família.
Wang Yi entendeu: a família de Lin Shu já era poderosa desde o avô.
Naquele tempo, as famílias se preocupavam com alianças de mesmo nível, então o lado do avô paterno também devia ser bom.
A união de duas famílias fortes fez com que, na geração dos pais, os Lin prosperassem ainda mais.
Já o terceiro tio, por ter origem modesta, teve que se tornar genro da família.

— Esse mundo é realmente pragmático — Wang Yi pensou consigo.

Como se percebesse a inquietação de Wang Yi, Lin Shu apertou sua mão para tranquilizá-lo:
— Não se preocupe, minha terceira tia é muito gentil e me mima. Não precisa ficar nervoso.
— Nervoso por quê? Não estou indo conhecer os pais — brincou Wang Yi.
— Humpf, conhecer os pais? Sonha alto!

Lin Shu bufou, mas não conseguiu evitar imaginar: será que um dia isso aconteceria?
Apesar de se conhecerem há poucos dias, ela tinha uma ótima impressão de Wang Yi.
Especialmente quando recebeu mensagens incômodas de Chu Chuanjun, Lin Shu passou a achar Wang Yi ainda melhor!
Desde pequena, sofreu muitos assédios e já tinha traumas.
A aparição de Wang Yi, entretanto, parecia um sopro de ar fresco, trazendo uma experiência totalmente diferente.
Homens e mulheres também podiam se relacionar assim, começando pela amizade, livres de pressões.
Quanto ao futuro, o destino diria. Sem grandes expectativas, sem a finalidade de um encontro arranjado.

Bem diferente dos idiotas que os tios tentavam empurrar, sempre falando de casamento e até do nome dos filhos já no primeiro encontro — sufocante!

— Xiaoshu, você chegou! — Uma senhora elegante veio ao seu encontro.
O olhar dela pousou nas mãos entrelaçadas de Lin Shu e Wang Yi, escurecendo por um instante.

— Terceira tia, você está mais jovem! —
Lin Shu sorriu, soltando a mão de Wang Yi, levemente corada.
Quisera ela, ao tentar consolar Wang Yi, não tivesse sido vista pela tia...
Complicado, com certeza contaria tudo aos pais depois!

— Olá, tia. Trouxe umas frutas para você — Wang Yi cumprimentou sorrindo, segurando uma cesta recém-comprada.
— Obrigada — Zheng Yun assentiu. — Xiaoshu, vá me esperar no escritório. O galpão está bagunçado, levo ele até lá.

— Tudo bem, conversem. Vou ver a Bolinha —
Lin Shu piscou para Wang Yi e foi para o escritório ao lado.
Um pequeno bichon correu até ela, abanando o rabo, todo carinhoso.

— Por aqui, por favor — Zheng Yun conduziu Wang Yi até um armazém.
Parecido com o de Han Caixia, mas aqui só havia sapatos de couro.
— Para ser sincera, nos dias de hoje o comércio exterior está difícil. Muitos pedidos cancelados, tudo encalhado, difícil vender!

Zheng Yun foi direta:
— Xiaoshu disse que você consegue vender dois mil pares de calçados descontinuados por dia, isso é impressionante.
— A senhora exagera, foi apenas sorte — respondeu Wang Yi.

— Hum, competente e modesto, gostei — Zheng Yun assentiu.
— Aqui dentro há mais de vinte e duas mil duplas de sapatos de couro, a qualidade é garantida. Pode olhar se quiser.
Wang Yi deu uma olhada: realmente bons. Os modelos não eram novidade na cidade, mas no interior venderiam muito, desde que o preço fosse justo!
Pessoas dos vilarejos também compram sapatos de couro, especialmente para casamentos e eventos.

— Por consideração à Xiaoshu, quinze mil reais, todos esses pares são seus — disse Zheng Yun.
— Quinze mil! — Wang Yi ficou surpreso. Em média, menos de sete reais por par!
Um preço de liquidação total, para limpar o estoque e recuperar algum dinheiro, e claro, por causa de Lin Shu!

Ele tinha planejado pagar vinte mil, mas o preço foi direto para quinze; ficou até sem jeito de negociar.
— Fechado! — Wang Yi aceitou satisfeito:
— Mas estou começando agora, não tenho armazém, preciso deixar a mercadoria aqui por enquanto. Quanto ao pagamento, sempre que vier buscar, pago na hora!

Pagando a cada retirada, tudo ficava seguro para ambos.
Começando o empreendimento, com pouco capital, Wang Yi apostava em alto lucro e baixo investimento — nada de gastar com armazém ou logística própria.

Usaria o armazém da fábrica, entregaria pessoalmente e contrataria dois vendedores.
Assim, o custo diário seria só o salário dos funcionários e combustível, no máximo quatrocentos reais, com lucro de sessenta mil!
Se alugasse um grande armazém, teria que contratar segurança, instalar câmeras, comprar caminhão...
O lucro de dezenas de milhares acabaria investido nisso, o que não era viável.
No começo do negócio, cada centavo deve ser bem calculado.

— Pode ser. Esse seu modelo é interessante — Zheng Yun passou a olhar Wang Yi com ainda mais respeito. — Mas não dá para ocupar esse armazém para sempre, precisamos estipular um prazo.

— Meio ano. Em seis meses limpo todo o estoque! Podemos assinar contrato: se não limpar, pago multa de dois mil.
Sapatos de couro vendem mais devagar que tênis, e são muitos pares. Wang Yi foi conservador no tempo.

— Tudo certo, se conseguir em seis meses, ótimo! — Zheng Yun suspirou aliviada. Finalmente poderia se livrar daqueles sapatos encalhados.
E, por consideração a Lin Shu, vendeu a Wang Yi a preço de prejuízo.

— Aqui está o contato da contadora Xu. Quando for retirar, fale com ela.
— Obrigado — Wang Yi pegou o cartão. — Daqui a alguns dias, assim que terminar de vender os cinco mil pares de tênis restantes, começo com os de couro!

— Combinado! — Com o negócio fechado, Zheng Yun mudou de assunto:
— Xiaoyi, como conheceu a Xiaoshu?
— Nos conhecemos nas aulas de direção, somos amigos.

— Só amigos? — Zheng Yun franziu as sobrancelhas.
— Por enquanto, sim.

— Resposta esperta! — Zheng Yun suspirou, hesitante por um instante:
— Você deve saber como é a família da Xiaoshu. Não deveria dizer isso, mas como terceira tia, preciso alertar.

Por Lin Shu, decidiu ser a vilã.

— Pode falar — respondeu Wang Yi, firme.

— Xiaoshu é jovem, ainda imatura, talvez ceda à emoção e se encante. Mas isso não conta! — Zheng Yun olhou para Wang Yi, séria:
— A porta da família Zheng já é difícil de entrar, a da família Lin, mais ainda! Entende o que estou dizendo?

Wang Yi manteve o rosto sereno, como se não soubesse o que ela queria dizer?
Era um aviso indireto: “Melhor ter noção da própria posição, não sonhe alto, não queira o impossível!”

Zheng Yun continuou:
— Sei que você deve estar indignado, até me xingando por dentro. Mas não adianta.

— Gente do nosso nível, casamento sempre exige equivalência social!

— Mesmo que Xiaoshu gostasse de você, seria em vão. Para ser franca, Wang Yi, você não está à altura da Lin Shu!

— Espero que reconheça sua posição, mantenha distância e cuide do seu futuro!