Capítulo 30: O Impacto Avassalador da Pureza Sedutora

Renascido em 2011, conquistando uma vaga na universidade de elite Primavera e Outono sem Embriaguez 2628 palavras 2026-01-30 12:45:03

— Cof, cof, veterana, você veio me buscar com um caminhão baú!

Wang Yi estava realmente surpreso!

— Sim, você precisava de um carro para entregas, então peguei um na fábrica e vim. Fiquei tão nervosa, tão assustada, mas felizmente não aconteceu nada!

Lin Shu bateu no peito, ainda abalada.

Ela só tinha tirado a carteira há uma semana, nunca tinha dirigido um caminhão desses.

Estava mesmo nervosa!

Mas por causa de Wang Yi, mesmo assim, veio com todo cuidado.

— Você é incrível, veterana!

Wang Yi sentiu-se aquecido por dentro, foi até ela e a abraçou.

Aquela sensação, nem em suas vidas passadas, depois de tantas experiências, ele tinha sentido.

— Ei, ei, ei, não distribua cartões de “boa pessoa” assim!

Lin Shu falou nervosa:

— Nem fique abraçando os outros à toa!

— Não tem problema, quero só te abraçar, não vou fazer mais nada! — Wang Yi respondeu sorrindo.

— Como é? — Lin Shu franziu as sobrancelhas delicadas. — Está querendo fazer mais alguma coisa? Malandro...

‘Ai, por que meu coração está batendo tão forte de novo? O que está acontecendo?’

‘As pernas estão bambas, o rosto quente... Que sensação estranha!’

— Calouro, me solta logo. Se continuar me abraçando, vou acabar doente! — Lin Shu não se conteve.

Por causa do assédio insistente de Chu Chuanjun e outros, ela quase desenvolveu medo de homens, nunca tinha sido tão próxima de um rapaz, não estava acostumada.

Wang Yi riu:

— Não se preocupe, respire fundo, daqui a pouco passa.

— Será? — Lin Shu desconfiada.

— É sim, respire fundo, sinta com calma.

— Tá bom... — Lin Shu tentou, mas seu coração bateu ainda mais rápido e o rosto ficou mais quente...

Wang Yi era experiente, já tinha visto de tudo.

Mas Lin Shu era novata, um abraço já a fazia corar!

Sentindo o calor aumentar em seus braços, Wang Yi enfim a soltou.

Lin Shu baixou a cabeça, em silêncio, apenas mostrando as orelhas vermelhas, enquanto pensava:

“Será que é essa a tal sensação de gostar de alguém, que Lulu falou? Esse coração disparado?”

“Será que toda vez vai ser assim? Que vergonha... Preciso perguntar pra Lulu depois.”

Lin Shu levantou a cabeça, séria:

— Da próxima vez, sem esses abraços, hein, seu danado.

— Ok, você tem razão, vou estudar essa questão e te dou uma resposta daqui a um mês.

— ... — Lin Shu ficou sem palavras. — Quer dizer que este mês ainda vai ter abraço?

— Sempre essas desculpas, malandro!

Lin Shu balançou o punho delicado e deu um leve soquinho em Wang Yi.

Um rapaz que passava não se conteve e resmungou:

— De manhã cedo já exibindo romance, sem vergonha!

O vento levou seus poucos cabelos, e ele ficou realmente com inveja.

Wang Yi e Lin Shu trocaram olhares e sorriram.

— Vamos, veterana, hora de pegar a carga! — Wang Yi sentou ao volante.

No banco ao lado, Lin Shu lhe passou uma porção generosa de leite de soja e bolinhos:

— Comprei agora, vamos comer antes, ainda está quentinho!

— Vamos comer juntos! — disse Wang Yi.

— Certo. — Lin Shu, que saíra cedo para buscar o caminhão, nem tinha tomado café.

Após a refeição, seguiram direto para a Fábrica de Calçados Taishi.

Aquele caminhão era muito maior que o Mercedes de Wang Yi, com quase vinte metros cúbicos de capacidade.

Uma caixa de sapatos ocupa só de cinco a sete decímetros cúbicos.

Dava pra levar duas mil e quinhentas caixas de uma vez, ainda sobrava espaço.

Han Caili aproximou-se:

— Irmão Wang, trocou de carro, hein!

— O outro teve um probleminha — Wang Yi sorriu.

Han Caili ia comentar, mas ao ver Lin Shu, seus olhos brilharam:

— E quem é essa? Que moça linda! Mais bonita que artista de TV!

— Olá, senhora, sou amiga do Wang Yi.

— Namorada, não é? Hahaha — Han Caili exibia um sorriso maternal.

— Irmão Wang é bom em tudo: faz bons negócios, escolhe bem a companhia. Olha esse porte, essa beleza, nem as artistas chegam perto! Parabéns, irmão Wang!

— Cof, cof, senhora Han, é um engano, ainda não somos...

— Engano o quê? Se não fosse sua namorada, ia vir com você entregar sapatos nesse calor? Podia estar em casa, no ar condicionado, comendo melancia, não é melhor? — Han Caili revirou os olhos.

‘Faz sentido!’ Wang Yi ficou sem resposta, olhando para Lin Shu.

Lin Shu estava corada, cabeça baixa novamente.

— Eu sabia! — Han Caili não conseguia parar de rir.

Olhando para o estoque quase vazio, sua expressão era de muitas emoções.

Uma semana atrás, o depósito estava lotado de sapatos encalhados, mais de quinze mil pares!

Agora, levando mais dois mil e quinhentos, restavam pouco mais de dois mil. Amanhã zeraria!

Aqueles quinze mil pares de sapatos, que ela não conseguia vender há anos, Wang Yi liquidou em oito dias, coisa inacreditável.

Uma eficiência dessas, se não visse com os próprios olhos, não acreditaria.

— Irmão Wang, você é mesmo incrível, meus parabéns! — Han Caili não pôde deixar de fazer um joinha.

— Que nada, quando tiver mais sapato encalhado, se o preço compensar, pode sempre me procurar!

Tênis são produtos de consumo rápido, e nessas cidades pequenas, não faltam compradores.

Han Caili era gente boa, dava pra manter a parceria.

— Com certeza! — Han Caili então se lembrou de uma coisa:

— Você não quer vender roupas também? Uma amiga tem uma fábrica cheia de peças de coleções passadas, encalhadas, sem saída. Pode ajudar?

Wang Yi pensou:

— Posso dar uma olhada. Se a qualidade for boa e o preço justo, podemos tentar.

O lucro em roupas também é bom e ainda ajuda nas promoções.

Modelos de coleções passadas, que já saíram de moda na cidade grande, podem estar em alta no interior.

— Ótimo, agradeço em nome dela! — Han Caili ficou radiante e passou um cartão de visitas para Wang Yi.

— Eu também tenho que te agradecer, liquidar esses quinze mil pares encalhados foi uma bênção pra mim!

— A senhora que é gentil, nosso acordo é de benefício mútuo, parceria para ambos ganharem!

— Que maravilha, benefício mútuo e parceria! Espero que possamos cooperar ainda mais no futuro! — Han Caili estava radiante.

Assim que a Mei You de Wang Yi decolasse, o comércio eletrônico de Rua do Pomelo precisaria de fornecedores.

Poderia encomendar sapatos direto de Han Caili e vender na sua própria plataforma.

Trazer os modelos que fariam sucesso no futuro para produção em massa agora seria dar um salto à frente, sucesso garantido!

O mesmo vale para as roupas.

As peças de 2011 eram mais conservadoras, sem as tendências chamativas do futuro.

O que estava em alta era o estilo “floresta”, com algodão, linho e outros tecidos naturais.

As cores eram terrosas, nude ou tons quentes.

O corte era solto, descontraído, como se fossem garotas saídas da floresta.

Tinha seu charme, mas era tão largo que não valorizava o corpo, sem apelo sensual.

Comparado ao estilo “pure desire” que explodiria depois, não dava nem para comparar!

Se Wang Yi trouxesse vestidos desse novo estilo agora, seria um sucesso avassalador no verão de 2011!

Assim, o e-commerce da Mei You se firmaria!

“A fábrica de roupas do Patrão Cão precisa ser conquistada o quanto antes”, pensou Wang Yi.

Produzir uma leva de vestidos “pure desire” para venda exclusiva na Mei You, geraria receita e atrairia clientes.

Quando essa moda pegasse, quem quisesse comprar teria que baixar o app da Mei You!

E se os concorrentes copiassem?

Wang Yi não se preocupava.

Já era julho, até que os vestidos virassem febre, seria setembro!

Se copiassem, nem dariam conta de produzir logo; quando lançassem, já seria outono-inverno. Iam vender para quem?

Iam acabar encalhados no depósito, esperando até o próximo ano.

Só que no próximo ano, a moda já seria outra!