Capítulo Cinquenta e Sete: Estratégias para Fazer Conhecidos - Parte Um
O vento cortante uivava furiosamente, levantando as folhas e galhos da Floresta de Ferro Negro abaixo do Forte Secundário do Clã Céu Profundo, que tremiam e sussurravam ao toque da tempestade. Hao Yunshi, sentado em uma pequena câmara no quarto andar da Torre do Caos, observava o mundo lá fora, enquanto o vento frio assobiava incessantemente. Seus pensamentos pareciam perturbados, como se as mudanças ao redor do forte o afetassem profundamente, despertando nele uma súbita compreensão interior.
Curiosamente, embora o vento lá fora fosse impiedoso, dentro do forte reinava uma atmosfera de primavera tranquila e vibrante. No entanto, ao olhar além dos muros do forte, via-se a neve a cair rapidamente sob os ventos cortantes, cobrindo tudo com um manto prateado e brilhante. O tempo passava rapidamente, e após um breve instante, uma voz interrompeu o silêncio: — Yunshi! Já decidiu o que fazer?
A pergunta quebrou a concentração do jovem Hao, fazendo-o voltar à realidade. Ele virou-se para ver que era Caos quem falava. Hao franzia levemente a testa, desviando o olhar enquanto refletia profundamente. De repente, ele voltou a encarar Caos em silêncio, como se quisesse dizer algo, e o companheiro, acostumado com seu comportamento, esperava pacientemente.
Na noite anterior, os dois haviam preparado as formações no interior da mina e, depois, retornaram ao clã para um breve descanso. Agora, dentro da torre, Hao ponderava sobre os próximos passos. O tempo seguia velozmente, e com um sorriso leve, Hao lançou uma pergunta casual a Caos: — Caos, o irmão Hao e o irmão mais novo voltaram para seu retiro de cultivo?
Caos respondeu afirmativamente, explicando que ambos buscavam uma nova ascensão em seus poderes. Hao, surpreso, tentou retomar o assunto: — Eu pensava em levá-los à cidade humana, mas parece que eles resolveram se isolar… — ele disse, não terminando a frase, enquanto Caos apenas assentia, compreendendo suas preocupações.
O jovem Hao olhou para a neve que caía lá fora, contemplando silenciosamente a situação. O ambiente na torre voltou a mergulhar em uma calma profunda, quase palpável. Ele refletia que, desde a noite anterior, haviam descoberto a existência do Clã Divino Profundo, o que indicava que a cidade humana não estava longe dali. Inicialmente, seu plano era levar os irmãos para a cidade, mas com o retiro deles, seus planos foram abalados.
Embora fosse bom que eles estivessem cultivando, era perigoso deixá-los sozinhos, sem proteção. Hao se sentia perdido, sem um rumo definido. Após um momento de silêncio, Caos perguntou: — Você realmente acha que seria seguro levá-los até a cidade humana?
Essa dúvida atingiu o ponto central do dilema de Hao. Ele respondeu, franzindo as sobrancelhas: — De acordo com você, Caos, talvez não seja sensato levá-los agora… — e depois acrescentou, olhando com preocupação — mas deixá-los em casa ou esperar que terminem seu retiro também me parece arriscado.
Caos assentiu, compreendendo seus receios, e comentou: — Se tivéssemos uma bolsa mística, seria mais fácil.
Hao concordou com um aceno, lembrando que os irmãos ainda não haviam alcançado a forma verdadeira, muito menos o estágio adulto. Ele parou por um momento, fitando Caos, que permanecia pensativo, e juntos mergulharam num silêncio contemplativo, que envolveu toda a pequena câmara em uma quietude profunda.
O tempo passou lentamente, até que Caos, de repente, brilhou intensamente e disse: — Já sei! Antes de partirmos, podemos criar pergaminhos de comunicação para eles, para que fiquem protegidos dentro do clã.
Hao sorriu internamente e respondeu: — É a melhor solução, Caos. Na verdade, se encontrarmos a cidade humana, tudo se resolverá.
Seus olhos ardiam com determinação enquanto observava Caos. Este concordou: — Exatamente, Yunshi. Essa viagem será um sucesso. Afinal, este é um vasto mundo!
Hao, então, respondeu com entusiasmo: — Sim, Caos! Precisamos ter sucesso!
Sua expressão endureceu com firmeza, como se o peso do tempo o pressionasse para agir rapidamente e alcançar a cidade humana, onde poderia melhorar suas habilidades e garantir sua sobrevivência. Caso contrário, tudo estaria perdido.
Caos, ouvindo suas palavras, comentou: — Yunshi, essa cidade humana não é como você imagina.
Hao franziu o cenho, curioso: — Não podemos simplesmente seguir a direção da mina, encontrar o Clã Divino Profundo e usar a formação de teletransporte para chegar até lá?
Caos entendeu o pensamento do jovem: encontrar o clã, usar o teletransporte e assim alcançar a cidade humana. Mas perguntou: — E como você sabe que o Clã Divino Profundo não terá problemas como o Clã Qingyuan, naquela pequena região abaixo?
A dúvida pairava no ar, e Hao soltou um suspiro, cerrando as sobrancelhas novamente. — Caos, pelo que você diz, parece que teremos problemas.
Caos assentiu e explicou: — Podemos explorar a mina em linha reta para frente e depois para cima, numa área de cinco milhões de milhas, para encontrar a cidade humana.
Hao finalmente compreendeu, assentindo com mais clareza. Caos lembrou ainda: — Você esqueceu dos mineradores que vimos ontem?
Essa lembrança trouxe um sorriso ao rosto de Hao, iluminando sua expressão com esperança.