Capítulo 16 – Capturando o Insecto Mental, o fim da guerra?

O Último Enxame Meia tigela de carne de porco ao molho vermelho 2370 palavras 2026-02-08 04:31:33

Capítulo 016: Captura do Inseto-Cérebro, Fim da Guerra!

Ploc...

Um saltador foi reduzido a carne moída no ar, enquanto investia contra os Paraquedistas do Inferno.

Após esgotar dois carregadores, a escopeta eletromagnética de cano duplo girou com um clique, carregando mais dois cartuchos no compartimento.

A escopeta exige uma grande quantidade de esferas de aço para liberar uma força devastadora em curto alcance; aquelas esferas comuns disparadas por canhões eletromagnéticos não fazem diferença alguma. Este tipo de munição, que se fragmenta ainda mais ao ser disparada, também é dispendiosa de produzir, sendo reservada apenas para os soldados de elite.

Além disso, sua eficiência não é das melhores. A humanidade já se acostumou com combates além do alcance visual, usando olhos eletrônicos ampliados, mira assistida e super canhões eletromagnéticos para atacar à distância. Em confrontos dentro do campo de visão, embora seja possível usar o canhão eletromagnético, a experiência se torna algo desconfortável.

Já no combate corpo a corpo, a luta acaba recaindo sobre as lâminas vibratórias, e o uso disseminado destas escopetas é raro.

Com cerca de um metro de comprimento, essas escopetas não possuem coronha, pois as armas eletromagnéticas quase não têm recuo. Porém, devido à existência das “balas”, é necessário instalar um compartimento. O problema é que a cadência de tiro dessas escopetas não é alta — e, em combates próximos, cada segundo pode ser fatal. Se uma escopeta de cano único dispara um tiro por segundo, esta de cano duplo consegue dobrar a taxa, mas o tempo de recarga entre ambas permanece o mesmo!

Não há dúvida sobre qual design é superior. Apesar do volume mais avantajado do modelo de dois canos, para os corpulentos Paraquedistas do Inferno isso não é obstáculo algum.

Dentro das cavernas, o poder dessa arma se mostrou devastador.

Em um raio de dez metros, nada sobrevivia.

Bastavam dois ou três soldados armados com essas escopetas avançando na linha de frente para impedir que qualquer número de insetos se aproximasse.

O surgimento dos saltadores e dos caçadores surpreendeu os Paraquedistas do Inferno. "Parece que o Inseto-Cérebro está mesmo aqui. Essas são espécies novas, nunca vistas antes. Se não fosse pelo Inseto-Cérebro, eles não estariam presentes," murmurou o homem da cicatriz no canal de comunicação.

Seu humor se tornava cada vez mais sombrio. Se de fato o Inseto-Cérebro estivesse ali, a única explicação para o rastreamento seria que Anna fora devorada por ele.

Apertou o escudo pesado, tomado por uma profunda frustração.

No fim, ela pereceu em missão.

Malditos insetos...

Avançou a passos largos, disparando sua “Limpa-Trilhas” sem se importar com a própria vida.

Os insetos avançavam como uma maré, aglomerando-se por todos os lados, causando arrepios até nos mais experientes.

Na vanguarda, os cães de guerra corriam velozmente, sem hesitar mesmo diante da morte iminente. Logo atrás, os saltadores aguardavam qualquer oportunidade para atacar de surpresa com sua rapidez impressionante. Se não fosse pelo auxílio da mira automática dos exoesqueletos, seria quase impossível para um humano combater os insetos a tão curta distância.

Se qualquer um desses insetos escapasse para as cidades humanas, provocariam um massacre.

Por isso, era crucial capturar o Inseto-Cérebro neste local.

Quando isso acontecesse, a guerra terminaria e Anna não teria morrido em vão!

Avançavam com tática impecável.

Embora não estivessem lentos, a densidade dos insetos os impedia de manter os quarenta quilômetros por hora que alcançavam a pé anteriormente.

Com força inquestionável, alcançaram o Inseto-Cérebro. Para surpresa geral, a criatura continuava botando ovos!

Ela também tinha habilidades de uma rainha?

O homem da cicatriz avançou, pronto para puxar o gatilho.

Mas o Inseto-Cérebro soltou um urro lastimoso, ordenando que todos os insetos parassem.

A equipe de elite humana, arfante, observava a cena atônita.

Exceto pelo homem da cicatriz, ninguém mantinha a compostura — a redução de forças ao longo do caminho era compreensível.

Vieram mais de cinquenta, agora restavam apenas dez pioneiros, nove na retaguarda e três não-combatentes carregando munição.

Com tamanha quantidade de insetos, era impossível escapar do ninho.

Nunca imaginaram sair vivos daquela caverna.

Tinham abdicado da própria vida em prol da vitória da humanidade.

Contudo, ao verem o Inseto-Cérebro acovardado, cercado de criaturas paralisadas, não esconderam o espanto ao perceberem que a arma apontada para a cabeça do inimigo lhes garantia sobrevivência.

A gigantesca criatura, capaz de botar ovos, com um único olho de um metro de diâmetro e três metros de altura, era rechonchuda e alva como uma larva.

Se não fosse pela súbita pausa dos insetos, ninguém acreditaria que esse ser patético era o líder do enxame!

"Podemos sair vivos!" alguém gritou, incapaz de conter a alegria por terem sobrevivido.

Estar pronto para morrer é uma coisa, sobreviver é outra completamente diferente.

O semblante do homem da cicatriz se tornou feroz.

Ele queria, mais que tudo, explodir o cérebro da criatura que devorou Anna.

Mas carregava às costas o peso da missão nacional e, ao lado, a vida de vinte e dois irmãos de batalha.

De forma alguma poderia deixar que um desejo pessoal o levasse a puxar o gatilho e matar o Inseto-Cérebro!

"Maldição!!" ergueu a escopeta e disparou para o alto. "Vão! Saiam dessa toca por conta própria!" Com o escudo, deu um tapa colossal na cara do Inseto-Cérebro.

O olho gigante da criatura logo se encheu de lágrimas.

O que ela havia feito para merecer tamanha surra dos humanos?

Não era completamente incapaz de andar, mas suas patas eram tão frágeis quanto as de uma larva, avançando apenas lentamente.

Contudo, a lentidão não era problema: os Paraquedistas do Inferno a escoltariam pacientemente.

No momento em que receberam a notícia, incontáveis soldados começaram a avançar.

A missão dos Paraquedistas do Inferno era dupla: encontrar o Inseto-Cérebro e matá-lo ou capturá-lo.

Primeiro, era preciso localizá-lo; só depois vinha a possibilidade de matá-lo. E, ao alcançar essa chance, surgia a opção de capturá-lo.

Para eles, era praticamente uma missão impossível.

No entanto, por alguma permissão tácita de uma presença misteriosa, tudo correu surpreendentemente bem.

A humanidade encontrou o Inseto-Cérebro, capturou-o e estava pronta para subjugar toda a espécie inimiga.

A humanidade estava satisfeita, os Paraquedistas do Inferno estavam satisfeitos, e aquela presença misteriosa também. Exceto pelo homem da cicatriz, tudo parecia uma tragicomédia silenciosa, com um tom de humor negro.

Quando, após vinte horas, o Inseto-Cérebro finalmente saiu da caverna, empurrado pelo homem da cicatriz, os humanos em terra firme saudaram a criatura rechonchuda com uma explosão de alegria.

No meio daquela comemoração, a silhueta do homem da cicatriz era de absoluta solidão.

——

Atualizado, atualizado.