Capítulo 002 – Como aprimorar o Besouro-Rei? Aguardando respostas

O Último Enxame Meia tigela de carne de porco ao molho vermelho 2362 palavras 2026-02-08 04:30:24

Capítulo 002 – Como distribuir os pontos do Verme Rei? Aguardando respostas online

Humano? Zergs? E ainda... ataque?

Aos poucos, ele começou a compreender o significado dessas palavras, mas caiu em uma profunda confusão.

Como uma raça cósmica, os Zergs conseguiam sobreviver no espaço, porém, sendo controlados pela Rainha-Mãe, jamais podiam rivalizar com a inteligência coletiva dos humanos. Após serem descobertos, tornaram-se alvo de perseguição constante.

A humanidade era poderosa demais. Sua sabedoria, aliada à força do aço industrial e à inteligência coletiva, superava em muito a raça dos Zergs, que possuía apenas uma Rainha-Mãe.

Consequentemente, os humanos passaram a enxergar os Zergs como uma ameaça gigantesca, caçando-os sem trégua, enquanto os Zergs, acossados pela força humana, eram forçados a recuar continuamente, até serem encurralados neste planeta. Ali, a Rainha-Mãe, tomada pelo desespero, reuniu todas as forças da raça e depositou sua última esperança no Verme Rei.

Era uma tentativa derradeira dos Zergs, sua última cartada, seu último esforço.

Ao ouvir tudo isso, o Verme Rei mergulhou em profundas reflexões.

Ele fora humano. Se falarmos de sentimentos, naturalmente seu coração pendia para o lado da humanidade.

Mas, assim como aqueles negros de coração branco que, por mais que desejassem, jamais poderiam lavar a cor de sua pele, o Verme Rei, embora ansiasse por ser humano, não podia negar seu sangue e genética, impossibilitado de retornar à sociedade humana.

Era um fato doloroso.

Contudo, o ponto central não era sua impossibilidade de voltar; era que ele, agora, era inimigo da humanidade, o Zerg Rei que todos desejavam exterminar!

Por razões de sobrevivência de ambos os povos, estavam fadados a serem adversários, sem possibilidade de conciliação!

Restava-lhe apenas evoluir em silêncio, com lágrimas contidas.

Só os fortes têm o direito de exercer compaixão e misericórdia; aos fracos, não restam escolhas.

Na semana seguinte, a guerra não teve relação alguma com ele.

Passou a maior parte do tempo consumindo nutrientes para construir seu corpo; nos raros momentos de lucidez, por vezes presenciava conversas entre a Rainha-Mãe e os Capitães dos Zergs, mas esses encontros foram raros—em uma semana, apenas dois. Em compensação, seu corpo já tomava forma.

A primeira parte a se desenvolver foram os olhos, que cresceram em conjunto com o cérebro.

Protegido por um exoesqueleto sólido, não havia necessidade de pressa para criar ossos defensivos, podendo dedicar-se à elaboração das partes que estavam por vir.

O crescimento seguia uma lógica fundamental.

Seu corpo era como o de um supermonstro—primeiro construiu o cérebro, de modo que, no líquido amniótico, havia apenas esse órgão; à medida que o cérebro se aperfeiçoava, o sistema nervoso começava a se estender a partir da glândula pituitária.

Se alguém o visse agora, pareceria um girino de cérebro alongado com uma cauda, uma visão aterradora.

Ele não pensava em desenvolver-se lentamente: já que o destino lhe concedera tal oportunidade, não poderia desperdiçá-la. Tinha de agir ousadamente, dignificando sua condição de Verme Rei, então, seu próximo passo era desenvolver os olhos.

Entre os insetos, a melhor visão pertence à libélula, que possui 28 mil omatídeos. Isso, em uma pupila de apenas um centímetro de diâmetro; se chegasse ao tamanho da pupila humana, esse número chegaria a 280 mil, proporcionando uma visão assustadora—capaz de enxergar mais longe que uma águia, ver no escuro melhor que uma coruja, e ainda distinguir luz ultravioleta, calor, visão noturna, longas distâncias...

Ele estava, de fato, tornando-se a superarma sonhada pela Rainha-Mãe, a esperança de toda a raça Zerg.

Mas, sendo um jogador veterano de Elder Scrolls, sabia que criar um personagem podia levar horas. No caso dos Zergs, esse processo era ainda mais demorado, mas, como não precisava comer, beber ou excretar, não era grande problema.

Ter olhos onipotentes era sua meta, e quase os terminara; agora faltava construir nariz e língua.

Não se apressava na criação de ossos e músculos, preferindo focar nos detalhes.

Insetos, por natureza, não possuem olfato, mas algumas espécies superam até os humanos nesse sentido—o exemplo mais famoso são as formigas, que usam as antenas no lugar do nariz e podem detectar odores a dezenas de metros de distância.

Comparado ao seu tamanho, se as antenas fossem ampliadas, o alcance de percepção poderia chegar a centenas ou milhares de metros, até mais de dez quilômetros—como a mariposa indiana, que sente o cheiro de uma fêmea no cio a onze quilômetros de distância.

Essas antenas, contudo, precisariam ser crescentes, descartáveis, regeneráveis, e não poderiam estar ligadas diretamente ao cérebro.

Seu instinto lhe dizia que, se conectasse as antenas diretamente ao cérebro, caso fossem arrancadas em combate, isso causaria danos fatais à sua capacidade de luta.

Por isso, primeiro precisava de um crânio para, então, fabricar as antenas.

Finalmente, era hora de criar sua estrutura óssea.

Os ossos deveriam ser duros—em todos os animais, são extremamente rígidos; o exoesqueleto dos insetos é ainda mais resistente que o dos demais.

Ele, porém, não pretendia seguir a linha biológica dos insetos; na sua visão, embora seu exoesqueleto fosse forte, depender apenas das duas antenas para perceber o perigo era uma limitação, ao passo que os humanos, com seus 36 mil poros, além de dissipar calor, podiam perceber ameaças.

Claramente, a pele humana era o modelo mais razoável.

Contudo, no espaço, a situação mudava: o exoesqueleto dos Zergs suportava radiações letais e frio extremo, permitindo-lhes atravessar o vácuo com o corpo nu—um escudo impressionante.

Esse revestimento era um dos materiais mais duros do universo, mas nem todos os Zergs tinham direito a ele. Para atravessar o cosmos, apenas os maiores seres eram revestidos por tal carapaça, servindo de abrigo para os demais Zergs durante a travessia.

Esses monstros colossais eram um desafio até para os humanos, que ainda não desenvolveram métodos eficazes para derrotá-los.

Todavia, não eram criaturas de combate, mas o último recurso de fuga dos Zergs, razão pela qual nem mesmo no desespero pensavam em utilizar os chamados "Zergs de Transporte".

Como Verme Rei, energia não lhe faltava, e construir uma estrutura óssea do tamanho de um corpo humano consumia pouco recurso; rapidamente, forjou um crânio para si.

Para acompanhar seu cérebro, fez o crânio já no tamanho adulto—felizmente, o ovo era grande o suficiente; do contrário, não comportaria o cérebro nem o corpo que viria a fabricar!

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