Capítulo 1: Dominando completamente Zabuza desde o início (Novo livro, peço que adicionem aos favoritos~)
A brisa fresca do mar acariciava o céu, fazendo a névoa densa que pairava no ar oscilar levemente antes de reassumir seu domínio, relutante em ceder sequer uma parte de seu território.
Ao adentrar mais profundamente na névoa, podia-se vislumbrar abaixo uma aldeia humana de proporções consideráveis. No edifício mais alto e imponente, destacava-se um grande ideograma de “Água”.
O olhar se desviava, e à margem da aldeia, próxima ao mar, um grupo de pequenas figuras humanas se reunia.
— Próximo grupo, Zabuza Momochi contra Araki! — bradou um homem de meia-idade com colete cinzento de ninja, segurando um livro de registros nas mãos.
— Presente! — respondeu com vivacidade alguém do meio da multidão. Era um rapaz de traços delicados, aparentando cerca de dez anos, notavelmente bonito. Um leve sorriso despontava em seus lábios, e seus olhos negros e profundos pareciam brilhar de excitação.
Esse era o jovem chamado Araki.
Quando Araki e outro rapaz, este sem sobrancelhas, avançaram para o centro, os demais começaram a comentar entre si.
— São esses dois fanáticos por luta juntos, isso sim vai ser interessante! — disse um garoto de roupas verdes, em tom ansioso.
— Isso é o de menos, o importante é que hoje não teremos que enfrentá-los — murmurou uma menina de aparência frágil.
— Bah, não vejo nada de assustador neles, um dia ainda vou superá-los! — retrucou, descontente, um rapaz de porte atlético.
— Isso é porque você nunca os enfrentou de verdade — rebateu outro, provocando risos entre os ouvintes.
— O Zabuza até que é melhor, ele só te derrota rápido, no máximo você sai machucado. Mas se for o Araki... — um brilho de temor passou pelos olhos do rapaz que falava.
— Ele é um verdadeiro demônio! Vai te derrubar sem parar e te obrigar a levantar e lutar de novo, vez após vez, até decidir que você realmente não tem mais forças para continuar!
O quadro pintado pelo garoto deixou muitos apreensivos. Eram todos alunos da escola de ninjas e, no fim das contas, derrotas e vitórias eram passageiras, logo esquecidas. Mas ser derrubado repetidas vezes até a exaustão... Só de imaginar, um arrepio lhes percorria a espinha. Quem diria que sob aquele rosto tão bonito, Araki escondia um coração tão cruel!
Enquanto as conversas se desenrolavam, o instrutor já havia terminado de anunciar as duplas. Fechou o livro de registros e disse:
— Hoje as regras mudaram um pouco. Quem vencer me acompanhará para aprender uma nova técnica de manipulação de chakra. Quem perder na primeira rodada poderá desafiar um dos vencedores de outra dupla; se vencer, tomará seu lugar.
Metade da turma vibrou de entusiasmo, a outra metade resmungou. Estavam no segundo ano letivo. Desde que o Segundo Hokage da Vila da Folha fundara a academia ninja, as outras quatro vilas haviam seguido o exemplo, mas cada uma adaptou o sistema à sua própria realidade.
Na Vila da Névoa, o lema era supremacia do combate real; só o forte, forjado em sangue, era considerado verdadeiro. Ali, a escola de ninjas tinha apenas dois anos, seguidos de um brutal exame de sobrevivência no campo, que filtrava os aprovados para se tornarem genins.
O desenvolvimento posterior dependia das missões. Mas, na verdade, os duelos ao longo dos dois anos já definiam os resultados finais. Por exemplo, nesta ocasião, quem perdesse aprenderia uma técnica a menos de manipulação de chakra, comprometendo o crescimento em poder. Era um método de ensino seletivo já bem consolidado.
Com o tempo, as diferenças de força entre os alunos tornaram-se evidentes. O forte sempre mais forte — este era o credo da Névoa.
No topo da turma estavam Araki e Zabuza. Jamais faltaram a um único treinamento e destacavam-se não só pela força, mas também pela sede de combate, conquistando o respeito de todos através de vitórias reais.
— Araki, já faz quase dois anos que nos conhecemos. Estou ansioso para lutar contigo! — Zabuza fitou Araki nos olhos, segurando uma kunai com inusitada empolgação.
— É mesmo? Então me desculpe, mas hoje talvez eu te obrigue a disputar uma repescagem — respondeu Araki, girando a kunai na mão e sorrindo abertamente.
— Veremos quem vai precisar de repescagem! — retrucou Zabuza, sem se deixar intimidar.
Bam!
Os dois avançaram ao mesmo tempo, kunais colidindo com tanta força que faiscaram.
— Nada mal a sua força! — provocou Araki, apertando ainda mais a arma contra a de Zabuza, olhando-o com desdém.
“O quê? Ele ainda consegue aumentar a força?”
O braço de Zabuza foi empurrado para trás, e, reconhecendo a superioridade do oponente, saltou para longe num movimento rápido.
Araki não perseguiu, mantendo-se imóvel e sorrindo, como se dissesse: “Não era para lutarmos de verdade? Por que está recuando?”
Envergonhado, Zabuza se consolou mentalmente: “A força é o ponto forte dele, não estou fugindo, é uma escolha tática!”
Preparado, Zabuza atacou de novo, dessa vez aumentando a velocidade e frequência dos golpes, evitando medir forças diretamente.
Clang! Clang! Clang! Clang!
As kunais tilintavam sem cessar. Zabuza sentiu-se satisfeito: “Ótimo! Pelo menos em velocidade ele não me supera!”
Mas então ouviu, com tom debochado, Araki dizer:
— Sua velocidade é razoável!
O quê?!
Zabuza estremeceu por dentro. Antes, Araki elogiara sua força, só para esmagá-lo em seguida. Agora elogiava sua velocidade...
Seria possível?
Infelizmente, aquilo que mais tememos é o que costuma acontecer. Diante do olhar assustado de Zabuza, a kunai de Araki acelerou subitamente, tornando-se uma sucessão de imagens, ameaçando simultaneamente sua cabeça, pescoço, peito, abdômen e pernas!
O que fazer?
Zabuza arregalou os olhos, tentando distinguir quais ataques eram reais, mas sem o dom de um dojutsu, era inútil. Só percebeu quando o frio da lâmina encostou em seu pescoço. Ficara imóvel, em choque, esquecera até de usar o jutsu de substituição.
— Que pena, falta-lhe técnica — lamentou Araki, balançando a cabeça, visivelmente decepcionado.
— Espere! — chamou Zabuza, cabisbaixo, quando Araki já se afastava para junto do instrutor. — Aquele golpe... como se chama?
— Estilo Próprio: Estrela de Cinco Pontas! — respondeu Araki, sem olhar para trás, acenando displicente, deixando Zabuza com o nome de uma técnica que jamais ouvira antes.