Capítulo 35: O que significa enriquecer da noite para o dia! (Peço votos de recomendação)

Ensinando Kenjutsu no Mundo dos Ninjas Morador da Residência Lunar 2546 palavras 2026-02-08 06:00:13

O restante da viagem até a Ilha Vermelha transcorreu sem novos incidentes, mas, ao retornarem, avistaram um barco à deriva, completamente vazio.

— Este parece ser o brasão dos mercadores-ninja da nossa ilha! — exclamou Bandô, apontando a bandeira hasteada.

Seguindo o princípio de que é melhor evitar problemas desnecessários, decidiram não se aproximar para investigar. Por isso, não perceberam que aquele era o barco do mercador-ninja de meia-idade que antes ameaçara Bandô. Tal homem tentara aproveitar o confronto entre Araki e os piratas para roubar o Lodo Universal, mas superestimou sua própria força e acabou atingido por um projétil explosivo, sendo tragado pelas águas sem sequer ter tempo de reagir.

Enquanto isso, Zabuza permanecera no navio dos piratas, vigiando o último sobrevivente, aguardando o retorno de Araki e Kisame da Ilha Vermelha.

Três dias depois.

Araki e Kisame saltaram do mar para o convés do navio pirata.

— E então, Zabuza, conseguiu descobrir onde fica o covil deles? — perguntou Araki, com um brilho de cobiça nos olhos.

— Claro! — respondeu Zabuza, dando um pontapé no prisioneiro. — Anda logo, põe esse barco pra andar!

— S-sim, senhor! — balbuciou o pirata, trêmulo, içando as velas e correndo para o leme.

Enquanto manobrava, murmurou timidamente:

— A Ilha da Esquadra está naquela direção, cerca de um dia de viagem.

— Um dia... Capitão, será que não dá pra acelerar o barco com um jutsu de água? — sugeriu Araki.

O ideal seria um jutsu de vento, mas Araki não dominava técnicas em larga escala desse tipo, nem tinha chakra suficiente para desperdiçar. Restava-lhe pedir ajuda a Kisame.

— Hehe, claro que posso.

Kisame foi até a popa e rapidamente formou selos com as mãos.

— Jutsu da Onda Desordenada da Água!

Uma poderosa corrente jorrou de sua boca, atingindo o casco e impulsionando o navio com força. O impulso foi tão intenso que o pirata no leme quase caiu.

Apesar de ser apenas um jutsu de nível C, sua aplicação era versátil. Com a maestria de Kisame em técnicas aquáticas, ele pôde abandonar o aspecto destrutivo do jutsu para potencializar o impulso e acelerar a viagem.

Graças ao esforço de Kisame, em menos de meio dia uma ilha que lembrava um vulcão se ergueu diante deles.

À medida que se aproximavam, notaram canhões ao longo da costa, idênticos aos do navio pirata.

— Parece que você falou a verdade — comentou Zabuza, lançando um olhar ao prisioneiro.

— É-é claro, jamais ousaria mentir! — respondeu o homem, forçando um sorriso patético.

— Ótimo, então já não serve mais para nada.

Antes que terminasse de falar, Zabuza deslizou o braço; um jorro de sangue coloriu o convés e o pirata tombou, dor estampada no rosto.

Zabuza não se deu ao trabalho de explicar; Kisame e Araki também não estranharam.

Sem hesitação, saltaram do navio e correram sobre as águas até o cais.

Deve-se admitir: aquela ilha fazia jus ao título de covil pirata, tamanha era a vigilância. Mal Araki e os outros surgiram em campo aberto, começaram a ser bombardeados por projéteis explosivos.

Explosões irromperam, levantando cortinas de água. Mas, além de deixar Araki furioso com o desperdício de dinheiro, nada mais conseguiram.

— Malditos piratas, todo esse dinheiro indo por água abaixo! — praguejou Araki, sentindo o coração sangrar.

Com raiva, ativou a Palma dos Ventos Ardentes, entrando no estado de Elegância do Vento e disparando a toda velocidade.

A curta distância até o cais foi vencida em dez segundos.

Envolto em ventos cortantes, Araki irrompeu no píer, desembainhou a espada e começou a abater inimigos sem dizer palavra.

Nem mesmo o capitão deles, Roger, resistira mais que dois golpes; que chances teriam os capangas que ficaram para trás? Araki não precisou recorrer a técnicas refinadas: apenas a combinação da velocidade do jutsu de deslocamento e o fio de sua espada bastava. Seu vulto saltava de um lado a outro; onde passava, restava apenas um brilho prateado cruzando as gargantas dos piratas, que mal tinham tempo de reagir.

Em poucos instantes, nenhum pirata restava de pé junto aos canhões.

Foi a primeira vez que Araki matou em sequência, e rapidamente. Sentiu, naquele momento, um prazer vertiginoso, como se o vento o levasse consigo.

— Que sensação... Descobri o êxtase de avançar e recuar como o vento! — maravilhou-se em pensamento.

A liberdade de mover-se como se fosse parte do próprio vento era intoxicante, sobretudo ao som das explosões de sangue — quase viciante!

Assim, quando Kisame e Zabuza chegaram ao cais, depararam-se com Araki extasiado, cercado de cadáveres.

— Mas o que... — Zabuza não se surpreendeu que Araki tivesse matado tão rápido, mas aquela expressão de deleite lhe era inquietante.

Estaria ele ficando viciado em matar?

Aquilo era digno da Névoa Oculta!

Zabuza ficou sem palavras; embora fosse chamado de "Demônio", não sentira prazer algum ao matar seus antigos colegas.

Ao contrário, agora era Araki quem parecia saborear o gosto do massacre.

— Araki, basta, volte a si! O dinheiro ainda não está em nossas mãos! — chamou Kisame, o mais velho, tirando Araki do transe.

Diante da perspectiva de lucro, o pobre Araki se obrigou a deixar de lado, a contragosto, a busca pelo êxtase, e seguiu com os companheiros para o interior da ilha.

A ilha não parecia feita para habitação, mas sim para a guerra: piratas e armas estavam por toda parte.

Naturalmente, qualquer um que ousasse atacá-los era facilmente abatido pelos três.

Eles encontraram o maior e mais imponente edifício da ilha e, após vasculhá-lo, apuraram o saque:

Mil selos explosivos, diversas espadas e armas comuns, e uma quantia de dinheiro tão irrisória que mal fazia diferença.

— Típico de piratas, não guardam dinheiro vivo — comentou Araki, resignado.

— Pelo visto, todo o dinheiro deles foi convertido em selos explosivos — observou Zabuza, os olhos brilhando.

Mil selos explosivos! Isso era enorme. Cada selo valia entre dez e vinte mil ryos, variando de país para país. Na Terra da Água, o preço era um pouco menor devido à eficácia dos jutsus de água contra eles, mas nunca menos de dez mil ryos por selo.

Ou seja, estavam diante de dez milhões de ryos!

Um contrato de nível S garantia um mínimo de dois milhões de ryos. Eles acabavam de ganhar o equivalente a cinco contratos S de uma só vez!

Isso sim é enriquecer do dia para a noite!

Até Kisame ficou animado, seus dentes afiados rangendo de empolgação.

Mesmo ele jamais participara de uma missão de nível S. Com todo esse dinheiro, poderia comprar muitos jutsus ao voltar para a vila e se fortalecer ainda mais.

Araki já sonhava com quantos metais de chakra poderia encomendar para forjar sua espada exclusiva. Para um espadachim, a arma era metade de sua força!