Capítulo 30: Devaneios Sobre Espadas Ninja

Ensinando Kenjutsu no Mundo dos Ninjas Morador da Residência Lunar 2408 palavras 2026-02-08 05:59:10

— Um ninja especializado em técnicas corporais cujo principal método de ataque é a espada e o sabre? — Ao ouvir a pergunta de Kisame, Araki exibiu uma expressão estranha no rosto.
Aquele título era longo e desagradável, ele recusava-se a aceitá-lo!
— Quero tornar-me um mestre espadachim! — Pela primeira vez, Araki falou seriamente sobre seu sonho diante de outros.
— Mestre espadachim? Como os do País do Ferro? — Nesse momento, Zabuza também se aproximou, sua voz carregando curiosidade.
Araki, ao ouvir isso, mostrou uma expressão de quem não conseguia olhar diretamente, e zombou sem piedade:
— Eles só podem ser chamados de samurais que usam espadas; não merecem de fato o título de mestre espadachim!
— É mesmo, ouvi dizer que o mais forte entre eles é chamado de Santo da Espada, não mestre espadachim. — Zabuza demonstrou uma súbita compreensão.
Araki ficou tão irritado que preferiu ignorá-lo.
O sistema de poder do mundo do Hokage era realmente impressionante, sobretudo nas fases finais, quando técnicas envolvendo tempo, espaço, alma e vida e morte podiam ser dominadas pelos humanos; os poderosos controlavam os ventos, invocavam meteoros como se fosse rotina.
Entretanto, no ápice desse mundo, não havia um lugar reservado para a espada; era uma lacuna lamentável (nota: o Renascimento do Círculo Dourado não conta como técnica de espada).
Já que Araki veio para esse mundo e trouxe consigo o "Livro do Mestre Espadachim", ele queria preencher essa ausência. Desejava mostrar a todos que, não importa o universo, um mestre da espada tem o direito de alcançar o topo!
— Então quer se especializar na arte da espada porque está de olho em alguma lâmina ninja em especial? — Kisame perguntou, intrigado.
Na visão dele, Araki, tão jovem, já havia pesquisado por conta própria algo parecido com a alteração de natureza do chakra; uma capacidade dessas justificava dizer que era promissor para se tornar um jounin.
Um jounin especializado em técnicas de espada já tinha o direito de competir pela herança das sete espadas ninja de Kirigakure.
Mas, ao mencionar as espadas ninja, antes que Araki pudesse responder, Zabuza já ficou empolgado ao lado.
— Espadas ninja? São as lendárias Sete Espadas de Kirigakure? —

— Exatamente! — Vendo o interesse de Zabuza, Kisame não hesitou em explicar mais.
— Ninjas de Kirigakure, noventa por cento dominam Suiton, mas as técnicas aquáticas de nível baixo carecem de poder destrutivo, então normalmente se aprimoram também na arte da espada, como complemento.
— Durante o governo do Segundo Mizukage, ele ordenou ao clã Hozuki que forjasse sete espadas ninja com poderes especiais, concedendo-as aos seus mais poderosos subordinados. Esses já eram fortes, e com as habilidades das espadas, rapidamente ganharam fama e passaram a ser chamados de "Os Sete Espadachins de Kirigakure". Após a morte deles, as espadas especiais passaram a ser tesouros transmitidos de geração em geração na vila; muitos ninjas têm como sonho supremo herdar uma dessas espadas.
— Já ouvi falar do nome dos Sete Espadachins, mas afinal, quais são as sete espadas? — Zabuza questionou.
— "Espada Grande: Pele de Tubarão", "Espada Quebrada: Decapitadora", "Espadas Gêmeas: Raia e Solha", "Espada Relâmpago: Presa", "Espada Romba: Cortadora de Capas", "Espada Explosiva: Espuma", "Espada Longa: Agulha de Costura" — essas são as sete espadas ninja herdadas de Kirigakure.
Kisame sorriu de forma ameaçadora: — E então, já se interessou por alguma?
— Espada Quebrada: Decapitadora... —
Zabuza murmurou o nome, sentindo uma atração inexplicável por aquela lâmina.
— Capitão, por que é chamada de espada quebrada?
— Porque a Decapitadora tem a habilidade de regenerar-se ao absorver sangue, não teme ser quebrada, por isso é chamada assim.
— Regeneração por sangue, não teme ser quebrada? —
Zabuza lembrou-se do exame de graduação, quando desgastou tanto as kunais ao massacrar todos os colegas que não pôde mais usá-las, e exclamou: — Está decidido, aquela Decapitadora será minha no futuro!
Kisame não deu muita importância ao juramento dele; Zabuza ainda estava longe de ter força suficiente para conquistar uma espada ninja. Ele se voltou para Araki: — E você, qual chamou sua atenção?
— Herança de espadas ninja é apenas repetir caminhos já trilhados por outros. Tenho confiança de que posso abrir minha própria trilha e fazer da minha espada uma nova lenda de Kirigakure!
Araki falou baixo, mas com firmeza, num tom que comovia.
— É mesmo... Isso sim é uma ambição grandiosa! —
Kisame exibiu um sorriso, escondendo o instante de perplexidade que sentiu.
...
Três dias depois, o navio já se aproximava das águas próximas à Ilha das Sete Ervas, e ocasionalmente era possível ver várias embarcações comerciais passando ao lado.
— Senhores, já chegamos. Por favor, sigam-me para desembarcar.

O jovem Bando se aproximou dos três, falando com respeito.
Embora a Ilha das Sete Ervas não fosse grande, sua fama era considerável graças à abundância de ervas medicinais, e por isso havia bastante gente reunida por lá, dispersos em pequenos grupos recolhendo plantas.
Araki até viu alguns indivíduos vestindo coletes verdes de ninja, debruçados no chão, ocupados, o que despertou sua curiosidade.
Percebendo o olhar de Araki, Bando também se virou, mostrando um leve incômodo: — Aqueles são ninjas da Ilha de Hongzhou. Eles se autodenominam “ninjas mercantes”. Normalmente, quando vamos colher ervas, pedimos a ajuda deles, mas desta vez se recusaram a aceitar minha missão, por isso eu...
No meio da frase, Bando interrompeu-se, percebendo que talvez tivesse dito algo errado. Aquilo parecia sugerir que os ninjas de Kirigakure eram um plano B. Sua voz foi diminuindo até silenciar constrangido.
No entanto, os três de Kirigakure não se sentiram ofendidos; pelo contrário, Zabuza mostrou-se orgulhoso: — Eles não têm coragem de aceitar a missão, nós aceitamos; eles não ousam ir a certos lugares, nós vamos. Neste vasto mar, pode confiar sempre em Kirigakure!
— Sim, sim, a fama de Kirigakure é bem conhecida por todos nós.
Itakura apressou-se em concordar.
Como o grupo tinha um objetivo claro, não pararam para colher as preciosas ervas espalhadas por toda parte, mas seguiram diretamente por montes e pontes rumo ao "Vale do Inferno".
Assim que partiram, os ninjas mercantes que antes estavam dispersos reuniram-se rapidamente.
— Não imaginei que aquele garoto da família Kamizumi realmente conseguiria trazer ninjas de Kirigakure para ajudá-lo! —
Um ninja mercante de meia-idade, vestindo um colete verde e uma bandana com o símbolo “comércio”, falou com certo espanto.
— Nosso chefe foi sábio em nos mandar esperar aqui. Desta vez, com os de Kirigakure abrindo caminho, se conseguirmos o Barro Universal, vamos enriquecer! —
Um jovem ao lado, parecido com um melão, elogiou.
— Não podemos baixar a guarda. Sabemos bem quão perigoso é o Vale do Inferno. Kirigakure só enviou três pessoas, sendo dois deles crianças. Não sabemos quantos obstáculos conseguirão remover para nós! —
O ninja mercante de meia-idade balançou a cabeça, demonstrando pouca confiança na força dos ninjas de Kirigakure.
— De qualquer forma, alguém vai servir de bucha de canhão para sondar os perigos do Vale do Inferno; isso é bom para nós. Só precisamos seguir atrás e aproveitar. Se falharem, não teremos perdido nada!