Capítulo 29: O Caminho do Domínio dos Ventos (Peço que adicionem aos favoritos~ Peço votos~)
Araki abriu os olhos e esfregou a cabeça com força. Embora tivesse morrido no instante em que Yasuo liberou seu grande golpe, a sensação de ser dilacerado e despedaçado por lâminas de uma tempestade sem fim era intensa demais, deixando-o um tanto desconfortável.
“Técnicas de espada que controlam o vento, hein...”
Como alguém que, em sua vida anterior, habitava um mundo sem magia, Araki já tinha visto muitas técnicas extraordinárias de espada através de obras de fantasia, mas tudo aquilo não passava de castelos no ar, sem qualquer explicação real sobre seus fundamentos. Do contrário, por que nunca ouvira falar de alguém que realmente dominasse tais habilidades na vida real? Seria culpa do próprio mundo?
Mas, após esse confronto com Yasuo, que controlava o poder selvagem do vento de forma genuína, Araki sentiu que uma nova porta se abria diante dele, e sua compreensão sobre o vento se tornou mais profunda.
Ele pegou sua espada longa, concentrou o chakra na palma da mão que segurava o cabo e, sem realizar selos, tentou transformar diretamente o chakra liberado em vento.
Puf—
Um som semelhante ao de um balão esvaziando se fez ouvir, e o chakra em sua mão se dissipou, sem que a esperada força do vento se manifestasse.
“Tsc, ainda não foi dessa vez...”
Araki fez uma careta, sentindo uma pontada nos dentes. “Acho que vou ter que me aproximar ainda mais de Yasuo. Afinal, apanhar é o caminho mais rápido para crescer!”
“Mas também não posso ficar pedindo para ser derrotado sem nenhum progresso. Embora ainda não consiga manipular o vento do nada, não saí de mãos vazias desta vez...”
Ele formou o selo da Palma do Vendaval, segurou a espada com as duas mãos, e então o vento impetuoso, que antes só conseguia liberar em torno do corpo, agora se concentrava ao redor da lâmina, como uma bainha transparente e ondulante.
“A lâmina de Yasuo está sempre envolta por ventos selvagens, por isso, a cada choque de espadas, era sempre eu quem era lançado para longe. Agora é diferente. Embora minha técnica de espada ainda não domine o vento por si só, posso conseguir isso com a ajuda do ninjutsu, e além disso...”
Com um comando mental, Araki fez com que o vento ao redor da lâmina começasse a girar num ritmo peculiar. Após alguns ajustes minuciosos, de repente, só restava o punho da espada em sua mão — toda a lâmina, com mais de um metro de comprimento, havia simplesmente desaparecido!
“De fato, o ‘Véu do Rei dos Ventos’ está feito!”
Observando satisfeito a lâmina invisível em sua mão, Araki assentiu com aprovação.
“Compreender mais profundamente o poder do vento me ajuda a reproduzir muitas técnicas e habilidades relacionadas ao vento que existiam em minha vida passada, mas se são realmente úteis ou não, terei que testar em combate real.”
Logo em seguida, ele brandiu suavemente a lâmina à sua frente.
Uuu—
Uma rajada de vento giratório cortou o ar, despedaçando o interior da cabine do navio.
“Corte Giratório do Vendaval?”
Agora, ao olhar para Yasuo, Araki sentia como se visse uma montanha de ouro diante de si, só enxergando técnicas que queria aprender em cada movimento do adversário — até mesmo o medo de ser dilacerado pela tempestade de lâminas era momentaneamente esquecido.
“Venha, Yasuo, vamos nos divertir juntos!”
...
A vida a bordo era bastante monótona. Fora os turnos de guarda, Araki dedicava todo o seu tempo aos duelos com Yasuo.
Naturalmente, com sua força atual, ele não era páreo para Yasuo — o placar de 0 a 11 falava por si só.
Contudo, Araki não saía de mãos vazias após tantas derrotas; pelo contrário, sua percepção e controle sobre o poder do vento se tornavam cada vez mais aguçados, e uma aura cortante, exclusiva do vento, começava a se manifestar em seu corpo.
O primeiro a notar isso foi Kisame Hoshigaki.
Não era de admirar — afinal, tratava-se de um guerreiro de nível elevado, que já devia dominar os conhecimentos avançados sobre transformação de forma e natureza do chakra.
Certa vez, logo após um combate com Yasuo, enquanto Araki ainda tentava se acalmar, alguém gritou do lado de fora, avisando que havia um recife à frente bloqueando o caminho, e a situação era urgente.
Araki, sem pensar muito, correu para o convés com sua espada. Chegando lá, viu que o recife já havia sido destruído por um projétil de água lançado por Kisame, mas a aura afiada que emanava dele não passou despercebida.
“Araki, você anda estudando a transformação da natureza do chakra do vento?”
A voz de Kisame soou um tanto surpresa, pois esse tipo de conhecimento nem mesmo chunins comuns costumavam acessar.
Quando a equipe foi formada, Kisame havia entregado a Araki e Zabuza um papel de chakra para detectar suas naturezas, mas não com a intenção de ensinar-lhes sobre as transformações de forma e natureza do chakra, e sim apenas para ajudá-los a escolher técnicas mais adequadas.
De modo geral, quando um ninja executa um ninjutsu cuja natureza de chakra combina com a sua, seu poder é ampliado — esse é o único método de fortalecimento acessível à maioria dos ninjas.
Para aqueles que buscam ser ainda mais fortes, o caminho mais comum é estudar as transformações de forma e natureza do chakra. Cada natureza dominada permite ao ninja aumentar consideravelmente o poder de seus ninjutsus correspondentes.
Por exemplo, ao compreender parte da transformação de natureza do fogo, pode-se agregar propriedades de queima, altas temperaturas ou explosão à Técnica da Grande Bola de Fogo, aumentando seu poder destrutivo.
Para tornar-se um Jonin, geralmente é necessário dominar pelo menos duas transformações de natureza.
Esse é também um dos motivos pelos quais o mesmo ninjutsu pode apresentar diferentes níveis de poder conforme o usuário.
A aura cortante que agora emanava de Araki era, aos olhos de Kisame, o primeiro passo na transformação da natureza do vento: o fortalecimento da característica do chakra.
A propriedade do vento é a afiação e o corte. Por isso, ninjas que praticam esse tipo de transformação costumam exalar, de tempos em tempos, essa aura de lâmina.
“Transformação de natureza?”
Araki ficou surpreso. Ele sabia o que isso significava, mas até então vinha se dedicando à prática da espada e nunca pensara por esse ângulo. Porém, após o comentário de Kisame, tudo ficou claro: de certa forma, sua busca por manipular o vento sem selos estava intimamente ligada à transformação da natureza do chakra do vento.
“Eu só quero tornar minha espada mais afiada, só isso.”
Araki não admitiu. Afinal, sendo um ninja de origem humilde e sem mestre, era aceitável que tivesse chegado por acaso a um resultado semelhante à transformação de natureza, mas não fazia sentido que conhecesse um termo tão avançado.
“Quer tornar sua espada mais afiada?”
Kisame olhou para a espada longa sem bainha que Araki carregava nos braços, com um certo ar reflexivo.
De repente, percebeu que, embora os três membros do time carregassem espadas, ele e Zabuza sempre as mantinham presas nas costas, enquanto Araki quase sempre segurava a sua no peito.
Kisame já havia observado que não se tratava de uma espada com poderes especiais, tampouco era de qualidade excepcional — era apenas uma lâmina comum forjada pelo ferreiro da vila.
“Então você pretende se tornar um ninja especializado em taijutsu, usando a espada como principal instrumento de ataque?”