Capítulo 20: O Capitão (Peço que adicionem aos favoritos~ Peço votos de recomendação~)
O alojamento da Escola de Ninjas não ficava longe da área de ensino, e Araki logo chegou à sala de aula.
Havia poucas pessoas na sala, apenas o instrutor chunin da turma e o impassível Momochi Zabuza.
Ao ver Araki chegando, o instrutor lhe entregou uma faixa protetora.
“Parabéns, Araki, a partir de hoje você é oficialmente um genin!”
“Obrigado!”
Araki pegou a faixa e a examinou atentamente.
Era uma faixa de tecido azul-escuro, com uma placa de ferro polida, do tamanho da palma da mão, presa no centro. Sobre o metal, quatro marcas em forma de gota representavam o símbolo da Vila Oculta da Névoa.
Ele testou onde deveria usar a faixa, sem se decidir, então olhou para Zabuza.
{Então, ele só coloca na testa? E ainda torta... Que descuido!}
Araki decidiu não imitá-lo; afinal, qualquer coisa que cobrisse seu rosto bonito seria um desperdício.
Na cintura?
Mas minha cintura não é tão fina assim!
No braço?
Isso prejudicaria a empunhadura da espada!
Depois de muito pensar, Araki decidiu amarrar a faixa no pescoço, servindo também como proteção para essa parte vulnerável.
Quando terminou de ajeitar a faixa, percebeu que o instrutor chunin já havia saído, restando apenas ele e Zabuza na sala.
“Ei, Zabuza, ontem, depois que te levaram, o que aconteceu?”
Araki se aproximou e perguntou em voz baixa.
“Nada demais.”
Zabuza balançou levemente a cabeça; ele realmente não sabia.
Naquela hora, Kurokawa o levou para relatar os acontecimentos ao Terceiro Mizukage antes dos outros, mas como tudo já havia sido planejado por Yagura e seu grupo, a reação de Kurokawa não foi páreo para o esquema deles.
Assim, no fim das contas, ele nem chegou a ver o Mizukage. A reunião dos altos escalões já havia começado e, com a decisão da reforma tomada, Zabuza não teve mais problemas e foi orientado a esperar ali pelos membros de sua equipe.
“Entendi...”
{Não saber é normal, afinal, ele é só um genin. Depois de cumprir o papel de estopim, não dão mais atenção a ele?}
Araki não insistiu no assunto e mudou o foco.
“E você sabe quem mais faz parte da nossa equipe?”
“Não faço ideia.”
Zabuza voltou a negar.
“Tsk,” Araki fez um estalo com a língua, “Você é mesmo pouco valorizado, hein? Pelo menos ajudou a cumprir uma missão, não ganhou nem uma recompensa?”
“Ganhei sim. O irmão Yagura prometeu me ensinar um jutsu avançado!”
Zabuza ergueu o olhar, mostrando que não saíra de mãos vazias.
“Irmão Yagura?”
Mas o interesse de Araki não era o jutsu. “Faz só alguns dias e você já chama ele de irmão? Nós nos conhecemos há tanto tempo, até te ensinei a andar sobre a água, e nunca me chamou assim...”
Apesar do tom magoado, Araki, por dentro, admirava a habilidade de Yagura.
{Conseguiu conquistar Zabuza tão rápido, impressionante!}
Diante do lamento de Araki, Zabuza explicou com calma:
“O sonho do irmão Yagura de reformar a Vila da Névoa me tocou. Eu também quero fazer algo pela vila onde nasci.”
{Lutar por sua terra natal, é?}
Araki deu de ombros, deixando o assunto de lado.
“E que jutsu ele vai te dar? De nível S? Nível A? Ou pelo menos nível B, né?”
O sistema de graduação dos jutsus segue uma regra comum ao mundo ninja, baseada não em poder ou utilidade, mas na dificuldade de aprendizado.
De modo geral, os jutsus vão de E a S: E, D, C, B, A e S, correspondendo aos estudantes, genins, chunins e jounins, sendo que os de nível A e S exigem habilidades ainda mais elevadas.
Considerando o status de Yagura, ele certamente poderia conceder um jutsu de nível B. Se Zabuza conseguiria aprender, só tentando para saber.
“Não sei ainda. O irmão Yagura disse que posso primeiro escolher um jutsu oferecido pela escola, depois ver de que tipo ainda preciso e então pedir para ele.”
Zabuza explicou.
“É verdade, nós nos formamos, então temos direito a escolher alguns jutsus de nível C e D. Já pensou quais vai pegar?”
Araki bateu palmas.
Isso era uma característica da Vila da Névoa, já que o objetivo do Terceiro Mizukage era fortalecer os ninjas de origem comum. Depois de uma seleção rigorosa, os que passavam recebiam mais recursos.
Pela tradição, os novos genins podiam escolher um jutsu de nível C e dois de nível D, para formarem rapidamente seu próprio estilo de combate.
“Entre os jutsus de baixo nível, poucos causam dano real. Vou escolher alguns jutsus auxiliares para complementar o taijutsu.”
Zabuza não escondeu sua intenção.
“E depois pedir um jutsu de alto impacto, nível B, para o Yagura? Maldito privilegiado!”
A voz de Araki soou um tanto invejosa.
Zabuza revirou os olhos: “Ei, não se faça de desentendido. O irmão Yagura me contou que procurou você primeiro, mas você recusou a missão, por isso ela sobrou para mim.”
“É mesmo? Haha... foi isso?”
Araki coçou a cabeça, rangendo os dentes por dentro.
{Droga, ele não falou que a recompensa era tão boa!}
“Enfim, penso igual a você: para matar, basta a espada. Os jutsus servem só para facilitar nossa aproximação do inimigo!”
Araki deu uma palmada na espada longa sem bainha.
“Essa afirmação, eu discordo bastante, viu!”
Nesse momento, uma voz masculina madura ecoou na porta.
Araki e Zabuza olharam para trás e viram um “pequeno gigante” de quase dois metros entrando.
Tinha cabelos azul-escuros espetados, pele azul-clara e olhos redondos. O mais curioso era que, nas maçãs do rosto, havia marcas semelhantes a guelras de tubarão.
Mesmo na Vila da Névoa, aquele visual era incomum.
“Permitam-me apresentar: sou Hoshigaki Kisame, a partir de hoje sou o capitão de vocês. Conto com o apoio de todos!”
Ele sorriu, exibindo dentes afiados, tão característicos na vila.
“Capitão Kisame!” *2
Depois dos cumprimentos, Kisame se aproximou, olhou para os dois e disse:
“Façam suas apresentações também. Já ouvi falar dos feitos de vocês, mas como companheiros de equipe, é bom nos conhecermos melhor.”
“Capitão, me chamo Araki, sou especialista em kenjutsu e meu sonho é me tornar o maior espadachim do mundo ninja!”
Araki respondeu com entusiasmo.
“Muito bom, cheio de energia!”
Kisame elogiou, voltando-se para Zabuza.
“E você, o que me diz, ‘Demônio’ Momochi Zabuza?”