Capítulo 72: Pequeno Martelo, Martelando Seu Peito! (Peço votos de recomendação)

Ensinando Kenjutsu no Mundo dos Ninjas Morador da Residência Lunar 2541 palavras 2026-02-08 06:01:39

Os três que passeavam pelo Lago do Trovão não perceberam o perigo iminente do lado de fora.

— Araki, quer tentar descer? Esse banho é realmente relaxante — exclamou Killer Bee, gesticulando animado para a superfície prateada onde serpentes de relâmpago dançavam.

— Não, não, as pessoas são diferentes, cada um tem sua resistência. Você acha confortável, mas se eu descer, talvez nem volte — Araki recusou, acenando com as mãos, enquanto ao lado, Kaguya Kokkotsu parecia tentado, com um brilho de expectativa no olhar.

— Testa antes com um osso... — sugeriu Araki, ao que Kokkotsu se aproximou da margem, fazendo surgir da palma uma lança óssea de dois metros, introduzindo-a com cautela na água do lago.

Ora... como se sabe, ossos secos não conduzem eletricidade.

Portanto...

O que Kokkotsu sentiu foi basicamente... nada.

— Sinto um certo formigamento, mas é bem suave. Chefe, vou tentar entrar! — aquele estímulo sutil parecia deixá-lo ainda mais animado.

— Vá em frente — Araki consentiu, voltando-se para Killer Bee: — Se Kokkotsu sentir algo estranho, conto com você para tirá-lo de lá, Killer Bee.

— Relaxe, eu cuido de tudo, yo, yo! — Killer Bee bateu no peito, claramente satisfeito por ser útil.

Pluft!

Enquanto Araki ainda se preocupava com um possível resgate, Kokkotsu já se lançava desajeitadamente na água, com um salto totalmente descoordenado.

— Aaaahhh~~ — logo que entrou, soltou um grito estranho, seu corpo tremendo, a voz quase mudando de tom.

— E então? Está aguentando? Quer que tiremos você daí? — gritou Araki da margem.

— N-não... não precisa... Sinto que... vou sair voando... — a voz de Kokkotsu era instável, mas como ainda conseguia responder, parecia não haver grandes problemas.

Como Kokkotsu queria se banhar, depois do passeio eles não se apressaram em partir, preferindo sentar à beira do lago e conversar. Killer Bee até tirou os sapatos para molhar os pés...

Felizmente, Araki pensou, não havia entrado na água. Esperava que Kokkotsu não se importasse.

— Killer Bee, as espadas dos ninjas da Vila da Nuvem são feitas por vocês mesmos?

Araki lembrou-se, enfim, do motivo de sua visita ao Lago do Trovão e começou a investigar sobre minérios.

— Hmm, isso eu não sei... Mas há muitas forjas na vila produzindo espadas — respondeu Killer Bee, pensativo.

— E de onde vêm os minérios que usam?

— Os minérios? Estão nas forjas, não? — Killer Bee coçou a cabeça, confuso.

— ...Certo.

Vendo a expressão confusa de Killer Bee, Araki percebeu que havia superestimado a facilidade de sua busca. Apesar da importância de Killer Bee, ele ainda não fazia parte da alta cúpula da Nuvem e não sabia de muitos detalhes. Conseguir um minério de primeira daquele jeito seria impossível.

Desanimado, Araki sentiu que tudo perdera a graça. Seguiu o exemplo de Killer Bee, tirando os sapatos e, com cautela, tentou tocar a água com a ponta dos pés.

Zapt!

Antes mesmo de encostar, um arco elétrico saltou e o fez estremecer. Rapidamente desistiu da ideia e deitou-se na margem, aproveitando o sol.

Ao olhar para o lado, lá estava Zabuza, já largado no chão como um peixe seco.

Dois peixes secos tomando sol na margem, enquanto dois de pele grossa e carne dura tomavam choque na água. No Lago do Trovão, reinava a paz.

Paz para eles, pois para Nakamura e seus dois companheiros do lado de fora a espera era angustiante.

Desde cedo estavam escondidos, e o sol já passava do meio-dia sem que ninguém saísse.

— E agora? — Nakamura e Miki olharam para Takei, o mais velho e experiente do grupo. Não era questão de impaciência, mas quanto mais tempo ficavam, mais pessoas se aproximavam, e o risco de serem notados crescia.

— Malditos, os da Vila da Névoa são realmente astutos. Acham que só porque estão perto de Killer Bee ficaremos de braços cruzados? — rosnou Takei, cerrando os dentes. — Vamos entrar!

— Mas ele é um jinchuuriki, como poderíamos...?

— E daí? Ele ainda é só um garoto! Eu vou segurá-lo, e vocês dois cuidam dos outros. Não é problema enfrentar alguns genins, certo?

— Claro, somos elites da Anbu. Não somos feitos para o combate, mas acabar com três genins...

— Não subestimem. Sigam o plano, ataquem primeiro o mais fácil.

— Entendido!

Após breve discussão, levantaram-se, mantendo distância uns dos outros, e entraram no Lago do Trovão.

Como espiões experientes, já conheciam o lugar. Logo localizaram Araki e os demais.

— Veja, Killer Bee e um garoto estão no banho. Os outros dois estão relaxados, é a chance perfeita! — Miki preparou-se para sacar a faca de costura.

Para não levantar suspeitas, não carregavam nada de ninja, apenas ferramentas de seus trabalhos: Miki, que vendia roupas, tinha uma faca de alfaiate; Nakamura, que cortava carne, levava uma faca de desossar; Takei, que era ferreiro, trazia um pequeno martelo de mão.

Assim, caso fossem parados, poderiam justificar facilmente.

— Calma, podemos ser ainda mais discretos — Takei segurou a mão de Miki, escondeu o martelo na manga e correu apressado, fingindo desespero: — Alguém caiu na água? Rápido, alguém ajude!

Ao seu chamado, Nakamura e Miki também correram, fingindo ter percebido o ocorrido naquele instante, aproximando-se de Araki e Zabuza.

— Hã? — Araki, sonolento ao sol, despertou com os gritos, apoiou-se no chão e olhou confuso para o trio que se aproximava ofegante.

— O que está acontecendo? — Zabuza também se levantou, atento aos desconhecidos.

Hábito adquirido na Vila da Névoa, nunca baixava a guarda perante estranhos.

Takei foi o primeiro a chegar, apontando aflito para os que estavam na água:

— São companheiros de vocês, certo? Como caíram ali? Vamos ajudá-los a sair!

Enquanto falava, foi se aproximando de Araki:

— Tire a roupa e faça uma corda, jogue para eles, nós ajudamos a puxar!

— Quer que eu tire minha roupa? — Araki recuou um passo, mantendo distância e abrindo os braços: — Agradeço a intenção, mas não precisa. Deixe-o aproveitar a água um pouco mais.

— O quê? — Takei ficou atônito com a indiferença de Araki, mas logo se recompôs, o rosto assumindo um sorriso sinistro: — Nesse caso, você também pode fazer companhia a ele!

Um pequeno martelo de ferro deslizou de sua manga, pronto para golpear o peito de Araki!