Capítulo 70: A Sacerdotisa Ambulante (Peço votos de recomendação)

Ensinando Kenjutsu no Mundo dos Ninjas Morador da Residência Lunar 2413 palavras 2026-02-08 06:01:28

No corredor subterrâneo escuro, um ninja envolto em um manto negro e usando uma máscara movia-se rapidamente.

— Ryoma, há algum problema? — perguntou uma voz fria e sombria adiante, vinda das trevas.

— Senhor Danzou, a sacerdotisa enviou novas informações! — Ryoma Yamanaka ajoelhou-se sobre um joelho e entregou-lhe um pequeno pergaminho.

Uma sombra negra emergiu silenciosamente atrás de Danzou, aproximando-se de Ryoma e pegando o pergaminho. Após uma inspeção cuidadosa, passou-o ao líder.

A mão envelhecida desenrolou o pergaminho.

— Três jonins, três genins. Yagura Kōji, Chiyuki Hozuki... — Danzou murmurou alguns nomes, tamborilando os dedos no braço da cadeira.

Toc, toc...

Depois de um breve silêncio, sua voz rouca ecoou.

— Ryoma, lidere pessoalmente o grupo. Vá ao mercado de recompensas e procure aquele famoso caçador de recompensas, Kakuzu. Diga-lhe: cinquenta milhões de ryo, quero as cabeças de Yagura Kōji e Chiyuki Hozuki!

— Entendido!

...

Vila Oculta da Nuvem.

Nono Yaku, o farmacêutico, ainda disfarçado de civil, observava o grupo da Vila da Névoa de um canto do restaurante.

Sem dúvida, após derrotarem os genins da Nuvem, não resistiram à tentação e voltaram mais uma vez ao estabelecimento especializado em carne de boi assada.

— Ah! Nada como uma boa refeição e bebida após vencer um inimigo forte, isso sim é viver! — Araki exclamou, batendo na barriga levemente inchada, demonstrando satisfação.

— Concordo, concordo, comparado a isso, o que comia antes nem pode ser chamado de comida! — Kaguya Kurohane respondeu animado.

Os demais, embora silenciosos, mostravam claramente o entusiasmo da novidade, desprezando o passado.

Até mesmo Yagura Kōji, o mais fiel à sua vila, não conseguiu encontrar um argumento para defender a reputação culinária da Névoa, consolando-se mentalmente com a ideia de que “a gastronomia não tem fronteiras”.

Nesse momento, um pequeno pássaro negro cruzou a janela, emitindo um breve canto antes de desaparecer.

No restaurante, ninguém deu atenção ao fato, exceto Nono Yaku, no canto.

Ela terminou rapidamente o seu ramen de carne, pagou a conta e saiu tranquilamente.

Em um beco isolado, retirou o casaco escuro. O pássaro mergulhou do céu, colidiu com sua blusa clara e, instantaneamente, se transformou numa poça de tinta, formando algumas linhas sobre o tecido.

“Arranje um jeito de manter o grupo da Névoa na Vila da Nuvem por mais alguns dias, ganhe tempo...”

Nono Yaku leu a mensagem rapidamente, ajeitou a roupa, corou levemente e saiu do beco de cabeça baixa.

Os poucos passantes que a viram assim sorriram de maneira cúmplice; alguns até assobiaram.

— Ganhar tempo... Como fazer isso? Parece que eles já resolveram tudo... — pensou, ao retornar para seu alojamento. Tirou os óculos, beliscou o nariz e mergulhou em reflexão.

...

Pousada da Vila da Nuvem.

— Senhor Yagura, nossa missão já está concluída, não é? — Kisame Hoshigaki aproximou-se de Yagura Kōji, sob a luz da lua cheia.

— Exato. Agora só precisamos acertar detalhes de horário e local, receber a carta do Raikage e poderemos voltar. — Yagura ergueu o olhar e sorriu. — Por que tanta pressa? Não quer aproveitar e conhecer um pouco da beleza deste lugar? Ou será que deixou alguém esperando?

— Não, — Kisame respondeu honestamente, balançando a cabeça. — Só que, com a missão em mente, nunca me sinto à vontade. Prefiro terminar logo.

— Você... — Yagura riu, avaliando-o, — é um ninja extremamente dedicado.

— Isso é ruim?

— Não é exatamente ruim, mas além da missão, é importante ter objetivos pessoais. Senão, a vida fica sem graça.

— Objetivos... — Kisame repetiu, pensativo.

— Veja, Chiyuki quer restaurar a glória do clã Hozuki no mundo ninja; meu objetivo é ser Mizukage e tornar a Vila da Névoa a mais forte. Você também pode pensar nisso, definir um propósito, nem que seja simples. Assim, talvez tenha mais vontade!

— Entendi...

******

— Toc, toc! —

Nono Yaku, seguindo a lista de espiões da Anbu enviada por Danzou, bateu à porta de uma loja de carne fresca de cabra.

— Quem é? Já está escuro, fechamos. Volte amanhã! — gritou um homem de dentro.

— Quero pão de carne assada, envolto em folhas, por favor! — respondeu baixo, pronunciando o código.

— Pão assado não é feito com... — O homem começou a protestar, mas calou-se, mudando de tom após um instante de silêncio.

— Ah, era reserva! Por que não avisou antes? Esperei o dia todo e nada! Entre, vou aquecer para você.

Enquanto falava, abriu a porta e deixou Nono Yaku entrar.

Dentro, o homem perguntou cautelosamente:

— Por favor...

— Código 004396. Nakamura Yajin, escute!

— Sim!

— Amanhã, ataque o grupo da Névoa, custe o que custar!

— ...Sim.

— Para Konoha.

Quando Nono Yaku disse o código, Nakamura já pressentira o perigo, mas anos de educação pela Vontade do Fogo o levaram a aceitar a missão, mesmo sabendo que poderia custar sua vida.

Nono Yaku não perdeu tempo; ainda tinha muitos lugares a visitar. Para garantir que nada desse errado, precisava ativar todos os espiões ocultos da Anbu na Vila da Nuvem — o verdadeiro significado do “custe o que custar” transmitido por Danzou.

Assim, naquela noite, visitou várias casas de pessoas aparentemente sem relação entre si.

Ela sabia que, ao agir apressadamente, seria impossível se esconder caso algo desse errado. Mas isso não importava. Nono Yaku tinha clareza sobre seu papel: não era de quem está na linha de frente. Depois de ativar todos os agentes, partiu discretamente da Vila da Nuvem.

Como espiã de elite, conhecida como a “Sacerdotisa Errante”, Nono Yaku dominava a arte da autopreservação.

Jamais ficaria no local do crime, buscando reconhecimento como tantos vilões. Finalizado o plano, retirou-se imediatamente, esperando o resultado nas sombras — a verdadeira disciplina de um espião.