Capítulo 52 – Zabuza: Recusa-se a Ser o Último Novamente! (Peço votos de recomendação)
— Ótimo! Isso é maravilhoso! — Como alguém obcecado por batalhas, como Kaguya Kurohone poderia recusar um desafio? Especialmente esse tipo de luta caótica, um modo ao qual ele estava tão acostumado que costumava passar o dia inteiro jogando em casa.
Imediatamente, aceitou com entusiasmo, ainda lançando um olhar de gratidão para Zabusa e Araki, considerando-os verdadeiros amigos que pensavam em seu bem-estar.
Yagura Tachibana e Kisame Seco trocaram olhares, até que Kisame falou:
— Já que todos concordam, vamos começar aqui mesmo!
— Liberação de Água: Técnica da Névoa Oculta!
Assim que Kisame terminou de falar, o jutsu de Zabusa foi ativado de imediato, com tal rapidez que Araki não pôde deixar de comentar mentalmente:
— Com certeza ele já tinha feito os selos antes!
Uma névoa espessa e branca rapidamente envolveu uma área de cem metros da superfície do mar, reduzindo drasticamente a visibilidade a apenas meio metro. Fora o próprio corpo, tudo ao redor era um branco absoluto.
Araki formou um selo de Vento, pensando em dissipar toda a névoa, mas logo desistiu, envolvendo a brisa ao redor de si.
— Melhor deixar Zabusa manter o truque por enquanto. Sem essa névoa, seu poder cairia muito, e talvez ele não conseguisse vencer Kurohone.
E ele estava certo. O convite para a luta de Zabusa não era por causa de Araki, mas sim de Kaguya Kurohone.
Ele já estava cansado de ser o mais fraco da equipe!
Com todos cegos pela névoa, Zabusa usou sua audição apurada para localizar facilmente a posição de Kurohone. Afinal, conviviam diariamente; o som do coração de Araki era familiar demais para Zabusa. Portanto, o outro batimento desconhecido só podia ser de Kurohone.
Quanto a Kisame e Yagura, assim que a névoa apareceu, já haviam saído do alcance da Técnica da Névoa Oculta.
Com sua lâmina em punho, Zabusa avançou silenciosamente em direção a Kurohone.
Técnica do Deslocamento Instantâneo na Névoa!
De repente, uma massa de névoa atrás de Kurohone ondulou silenciosamente e tomou a forma de Zabusa. A lâmina cortou o ar, mirando silenciosamente o pescoço de Kurohone.
Assim é a Névoa Oculta: mesmo em um treino entre colegas, cada golpe mirava pontos vitais.
Obviamente, isso não queria dizer que Zabusa realmente pretendia matar Kurohone, era apenas um hábito adquirido com o tempo.
Toc!
A lâmina atingiu o alvo, perfurando a pele, mas não conseguiu ir mais fundo. O som era como se tivesse acertado uma pedra.
— Achei você!
Kurohone virou a cabeça, seus olhos marcados por olheiras cintilaram em vermelho sangue, e um sorriso insano se abriu em seus lábios. Ele ergueu sua enorme espada de ossos e desferiu um golpe brutal!
Clang!
As lâminas se chocaram. A katana fina de Zabusa claramente não era páreo para a pesada espada de ossos, sendo facilmente dominada.
Nesse momento, Zabusa percebeu que, sob a pele onde acabara de golpear, havia uma camada de membrana óssea branca!
— Isso é...
Zabusa pareceu entender:
— Você já despertou o Pulso de Ossos a esse ponto?
— Isso não é nada! — Kurohone respondeu com desdém, pressionando ainda mais a empunhadura óssea com a outra mão.
A força era tamanha que Zabusa não conseguiu resistir e, aproveitando o impulso, se ocultou novamente na névoa.
— Ei! O que está acontecendo? Onde você está? Meu sangue mal começou a ferver, seu covarde!
Kurohone correu alguns passos, mas sem sucesso em encontrar Zabusa, e começou a gritar furiosamente.
Mas não adiantava berrar; Zabusa não se revelaria assim.
Depois de algumas tentativas frustradas, Kurohone partiu para o ataque livre.
Ele guardou a espada, girou as mãos e arremessou:
— Dez Dedos Perfurantes!
Dez projéteis de ossos espiralados dispararam de seus dedos, rasgando a névoa em dez fendas com um uivo cortante.
Um deles, por sorte, acabou por revelar a silhueta de Zabusa.
— Ali!
Kurohone sorriu, usando uma técnica de deslocamento para aparecer ali, brandindo sua lâmina de ossos em um arco branco tão amplo quanto uma lua cheia.
Zabusa, aparentemente surpreso, permaneceu imóvel, sem reação.
Splash!
O golpe cortou a água, espalhando respingos.
— Maldição, era um clone de água!
Kurohone praguejou e preparava-se para procurar novamente, quando, de repente, ficou paralisado de susto.
— O quê...?
Uma longa lâmina surgiu do nada e o atingiu nas costas com tamanha força que o lançou rolando para a frente várias vezes.
Quando se levantou furioso, procurando vingança, Zabusa já havia desaparecido.
— Droga! Só sabe se esconder? Se é homem, venha me enfrentar de frente!
A fúria impotente de Kurohone era tamanha que até Araki ouviu.
— Parece que o Pequeno Kurohone está levando a pior... — Araki sorriu. — Deixe comigo, agora é hora do irmão mais velho vingar você!
Ele estendeu as mãos:
— Liberação de Vento: Grande Ruptura!
Uuuuu!
Uma poderosa rajada explodiu de suas palmas. Embora sem muito poder destrutivo, foi suficiente para dissipar toda a névoa.
— Maldição! — Zabusa, ainda oculto, sentiu o vento e percebeu que era Araki em ação. Em vez de gastar energia para recriar a névoa e entrar em disputa, preferiu rapidamente formar selos, tentando tirar alguma vantagem final.
Mesmo sem chances de ficar em primeiro, não queria mais ser o último!
Motivado a abandonar o posto de mais fraco da equipe, Zabusa liberou todo seu potencial e, com selos ainda pouco habilidosos, lançou a recém-aprendida Liberação de Água: Grande Cascata.
Tigre—Boi—Macaco—Coelho—Rato—Javali—Galo—Boi—Cavalo—Cão—Tigre—Cão—Tigre—Serpente—Boi—Macaco—Coelho.
Dezessete selos mudaram rapidamente em seus dedos. Quatro segundos depois, a névoa já havia praticamente se dissipado, e ele estava completamente exposto aos olhos de Kurohone.
— Haha! Então é aí que você está!
Com uma gargalhada, Kurohone empunhou a espada e investiu contra Zabusa.
— Venha lutar comigo até não restar forças!
A lâmina óssea reluziu ao alto e desceu com força, como uma faixa branca caindo do céu, prestes a cortar Zabusa ao meio.
Nesse instante, ele concluiu o último selo e uma onda espiralada irrompeu sob seus pés, arrastando Kurohone e arremessando-o para longe.
— Maldito, você joga sujo...!
O rugido da água abafou as palavras de Kurohone, levando-o na corrente em direção a Araki.
— Então você quer brincar de dois coelhos com uma flecha só? — Araki semicerrou os olhos, vendo o olhar ansioso de Zabusa e decidiu dar uma lição ao companheiro teimoso.
Rapidamente formou dois selos, então segurou o cabo da espada com as duas mãos, os músculos dos braços se retesando. Um corte de vento em forma de crescente invisível voou reto.
Corte Ondulante: Lua Crescente!
Onde a lâmina passava, parecia dividir as águas como Moisés. A técnica da Grande Cascata de Zabusa foi cortada ao meio, separando-se e passando pelos lados de Araki, ao mesmo tempo revelando Kurohone, tonto e encharcado, dentro do turbilhão.
Porém...
Kurohone era resistente demais!
Tendo despertado o Kekkei Genkai, ele podia criar uma membrana óssea sob a pele para proteger-se do impacto da água, sem nem precisar de selos, bastando o pensamento.
Isso era realmente uma vantagem injusta!
A técnica da Grande Cascata, normalmente, causaria danos internos severos com seu enorme volume de água, podendo até fraturar ossos. Mas Kurohone, ao revestir o corpo inteiro com osso, permitia que toda a força passasse sem afetar os órgãos.
Afinal, no original, Kimimaro conseguia bloquear até o Funeral do Deserto de Gaara com essa defesa. Embora Kurohone não fosse tão forte quanto ele, aguentar uma Grande Cascata era fácil.
Vendo Kurohone levantar praticamente ileso e pronto para atacar Zabusa novamente, Araki levou a mão à testa:
— Chega, chega! Vocês dois, parem com essa disputa! Assim, ninguém vai sair realmente ferido!