Capítulo Um: Envelope Vermelho e Segredos
Recentemente, o aplicativo de mensagens adicionou uma nova funcionalidade chamada “envelope de senha”, que provavelmente todos já conhecem. Para receber o dinheiro do envelope, é preciso digitar a senha determinada por quem enviou. No começo, essa função era apenas uma brincadeira para animar as conversas. No entanto, ao tentar enviar um desses envelopes para minha colega de carteira, acabei descobrindo um segredo estarrecedor!
Minha colega de carteira se chama Branca Zhao, a típica deusa da escola. Pernas longas, seios fartos – impossível não se perder ao olhar para ela. Desde o início das aulas, inúmeros rapazes tentaram conquistá-la, mas ela recusou todos. Recebeu cartas de amor aos montes, mas nunca respondeu a nenhuma. Durante as aulas, eu sempre me pegava fitando-a sem querer; ela é realmente linda. Por causa de Branca Zhao, minhas notas despencaram, já não tinha cabeça para estudar. Não era só eu: muitos rapazes, tenho certeza, já fantasiaram com as pernas perfeitas e o corpo dela.
Mas, por algum motivo, meu amigo Dragão Hao sempre dizia que Branca Zhao era bastante liberal. Ele é meu melhor amigo, então sempre perguntei por que ele achava isso. Para mim, ela parecia pura e reservada. Dragão nunca me explicou realmente, apenas repetia que Branca era muito atirada, muito aberta. Achei que ele só estava brincando, nunca dei muita importância. Uma garota tão bonita, que rejeitou tantos pretendentes, como poderia ser do jeito que ele falava?
No meu coração, Branca Zhao já era minha musa. Houve momentos em que pedi para Dragão parar de falar mal dela, mas ele insistia, dizendo que ela já tinha dormido com vários caras. Isso me irritava. Achava que Dragão, por não ter conseguido nada com ela, falava mal por despeito.
Até que, certo dia, surgiu essa tal função de envelope de senha. Quando vi a novidade, tive uma ideia na hora: precisava provar para Dragão que Branca não era nada do que ele dizia. Naquela noite, depois das aulas, deitei na cama e entrei no aplicativo, usando uma conta falsa que eu já tinha. Com essa conta, adicionei Branca Zhao como amiga.
Pensei por quase meia hora no que fazer, até que abri o envelope e coloquei a senha: “Irmãozinho malvado”. O valor nem era alto, só cinco reais. Depois de enviar, larguei o celular na cama, o coração disparado de expectativa. Será que ela aceitaria o envelope? Se aceitasse, teria que digitar exatamente aquela frase. Era minha chance de mostrar ao Dragão que ela realmente não era como ele dizia.
Esperei deitado, ansioso. Dez minutos se passaram, e quanto mais o tempo corria, mais certeza eu tinha de que Branca Zhao jamais aceitaria aquele envelope. Era impossível ela se expor desse jeito.
Enquanto divagava, o celular vibrou de repente. Fiquei tenso na hora. Teria sido Branca Zhao? Quando peguei o aparelho e vi, congelei completamente. O suor frio escorreu pela minha testa em jorros.
O envelope já havia sido aceito. Mas... “Que droga!” Quase me dei dois tapas na cara. Eu... eu mandei para a pessoa errada! Por puro nervosismo, acabei enviando para a nossa professora titular!
Imaginem meu desespero! Aquilo não era só burrice, era suicídio social! Diferente de outras turmas, na nossa, a mulher mais bonita era justamente a professora. Pode parecer estranho, mas era verdade. O nome dela era Cecília Zhao, tinha vinte e seis anos, rosto lindo, corpo escultural, um metro e sessenta e cinco, pernas longas e retas.
Apesar disso, ninguém da classe jamais ousou desobedecê-la. Cecília podia ser jovem, mas era severa e respeitada. Famosa por sua rigidez, era a professora mais temida da escola. No primeiro dia de aula, já havia nos passado seu contato no aplicativo. Eu a tinha como amiga na conta falsa, e foi por isso que acabei confundindo os nomes na hora de enviar o envelope: Cecília Zhao e Branca Zhao, só uma letra de diferença! Um simples deslize e... pronto, desastre completo!
O que é o desespero? Aquilo era desespero puro. Se Cecília descobrisse que eu era o responsável, não seria expulso da escola? Apesar do pânico, uma pontinha de excitação me atravessou: nunca imaginei que a professora, tão séria, pudesse aceitar um envelope desses!
Em seguida, me ocorreu: ora, era uma conta falsa, como ela saberia que era eu? Tomei coragem e enviei uma mensagem: “Por que você diz que sou malvado?” E ainda coloquei um emoji de risada maliciosa. Nem trinta segundos depois, o celular vibrou de novo.
“Você sabe muito bem por que é malvado, precisa perguntar?” respondeu ela.
Meu coração disparou de empolgação. Não podia acreditar, Cecília Zhao realmente respondeu daquele jeito! Abri outro envelope, desta vez com a senha: “Quero sair com você.” Assim que enviei, ela digitou a senha e pegou o dinheiro! Além disso, mandou um emoji envergonhado: “Como você é atrevido!”
Eu estava em choque absoluto. Aquela era mesmo a minha professora? A mesma Cecília Zhao, sempre tão séria e distante? O que teria mudado? Será que era solidão, depois de tanto tempo viúva? Quase toda a escola sabia do que acontecera: ela casou no ano anterior, mas, menos de um mês depois, o marido morreu num acidente. Era um homem bem-sucedido, dono de empresa, famoso e rico na cidade. Desde então, já fazia quase um ano, ninguém a vira com outro homem. Só podia ser a solidão!
Tomado por pensamentos maliciosos, escrevi: “Vi suas fotos no perfil, você é tão bonita! Tem namorado?” “Não,” respondeu ela quase imediatamente. “E não sente falta?” Eu, cada vez mais ousado, mandei a pergunta sem rodeios.
“Você é tão direto... E você, tem namorada? Me manda uma foto sua.”
Eu lia as mensagens de Cecília Zhao e mal podia acreditar. Ela era mesmo tão aberta assim? Respondi: “Te mostro uma foto, mas só se você me mandar algumas primeiro.”
Em menos de trinta segundos, o celular começou a vibrar várias vezes. Quando abri, quase tive um ataque: Cecília me enviou sete ou oito fotos, todas sensuais! Algumas de pijama, outras de shorts, algumas de meia-calça e salto alto, outras de calça jeans. As pernas dela, meu Deus, era de enlouquecer!
Meu coração batia tão forte que parecia saltar do peito. Jamais imaginei que minha professora pudesse ser assim! Lembrei do jeito sério dela na sala de aula e mal pude acreditar no contraste.
Cada vez mais excitado, fingi não reconhecê-la e perguntei sua profissão. Cecília respondeu que era professora e coordenadora de turma. Aos poucos, fui ficando mais ousado, conversando sobre assuntos cada vez mais picantes, perguntando quando tinha sido a última vez que se relacionara com alguém.
Para minha surpresa, Cecília respondeu: foi no mês passado! O quê? Na hora, fiquei atordoado. No mês passado? Então, ela realmente esteve com outro homem! Estranhamente, em vez de me incomodar, aquilo só aumentou minha excitação. Quem diria que a professora, sempre tão séria e inalcançável, era, no fundo, alguém assim!