Capítulo Cinquenta e Quatro: Esse é o Nível?

Eu Sou o Rei Atirador Número Um 2690 palavras 2026-02-07 12:35:57

Meu coração estava tomado por um turbilhão de emoções, mas felizmente, felizmente, Hao Long não causou uma tragédia irreparável...

— Em plena luz do dia, abraçando-se dessa maneira, onde está o decoro! — Uma voz grave e cheia de autoridade soou, vinda do diretor, que nos olhava com frieza e severidade, eu e Wang Yuyan. Naquele momento, Wang Yuyan parecia completamente incapaz de se defender! Eu a pressionava, suas mãos estavam em meu peito, era uma situação impossível de explicar, mesmo que ela pulasse no rio Amarelo, não conseguiria se limpar!

— Que erro permitir alunos como vocês no Colégio Experimental! Não vou fazer vista grossa, vou entregar o caso à polícia. — O diretor falou sem emoção, dizendo diretamente o que pensava.

Eu soltei um longo suspiro, levantando-me lentamente de cima de Wang Yuyan. Sentei-me na cama, em silêncio. Wang Yuyan também não ousava dizer nada, afinal, o diretor estava ali, o que poderia ela argumentar? Como era de se esperar, não demorou dez minutos, e sirenes começaram a soar do lado de fora da mansão. Logo chegaram alguns policiais, todos jovens de vinte e poucos anos, que, após entenderem a situação, me levaram sem hesitar.

Eu estava profundamente frustrado, por que me levaram? Que absurdo! Wang Yuyan mandou alguém me atacar, e eu é que fui levado? Como isso faz sentido? Eu agi em legítima defesa! Só porque Wang Yuyan é filha de Wang Bishui?

Minha raiva era enorme, mas não seria insensato a ponto de discutir com os policiais. Resignado, fui levado ao carro, algemado, e partiram imediatamente.

— Ei, por que vocês estão me prendendo? Não foram eles que vieram me atacar? — Perguntei, depois de pensar por um tempo, sentado no carro. Havia quatro policiais: um dirigindo, outro ao lado, e dois atrás comigo, me apertando no centro.

— Chega de conversa, você feriu alguém, sabia? Se o rapaz correr risco de vida, você vai se complicar. — Um dos policiais ao meu lado respondeu com um sorriso frio, sua voz agressiva.

— Como podem me culpar? Eles vieram me encurralar, eu não usei nenhuma arma, só uma garrafa de cerveja, foi legítima defesa! Não viu? Eram muitos contra um, e ainda por cima no meu quarto! — Falei já com raiva, quase gritando.

— Tá, tá, não precisa me explicar. — O policial respondeu com irritação. — De que adianta falar comigo?

Naquele momento, em pensamento, xinguei aqueles policiais centenas de vezes! Era óbvio, eles sabiam que não podiam mexer com Wang Bishui, então só podiam agir contra mim!

Minha testa estava franzida, a raiva quase dominava minha alma. Permaneci calado no carro, e assim seguimos por quase meia hora, até chegarmos ao centro da cidade, na delegacia.

— Desça. — O policial ao meu lado mal estacionou e já ordenou, puxando-me para fora. Eu estava incomodado, sendo arrastado daquele jeito. Dois policiais, um de cada lado, seguraram meus ombros e abriram a porta à força.

Dentro da delegacia, muitos policiais circulavam, e assim que fui levado para dentro, eles começaram a se reunir ao meu redor.

— Olha aí, esse é o rapaz que se meteu com Wang Yuyan? — ouvi alguém rir.

— No território do pai dela, criar confusão com Wang Yuyan é pedir para se complicar... — Comentários e risos incessantes dos policiais. Porém, entre eles havia um homem de mais de quarenta anos, rosto largo, expressão austera, com um crachá no peito bem visível: Diretor da Polícia de Wan Hai, Sun Guo.

Soltei um longo suspiro, fixando o olhar em Sun Guo. E então ele falou:

— Basta, levem-no para a sala de interrogatório, deixem o vice-diretor cuidar disso.

— Sim, Guo. — O policial ao meu lado respondeu prontamente, conduzindo-me para dentro.

Eu estava indignado, até mesmo os policiais diziam que era culpa minha. Droga, mas o que fiz para merecer isso?

Sem chance de explicar, fui levado até o fundo da delegacia, onde havia uma sala com uma placa: Sala de Interrogatório.

Os dois policiais bateram na porta, e uma voz fria e feminina veio de dentro:

— Quem é?

A voz era de uma mulher! Não a via, mas só pelo tom era possível sentir sua presença poderosa, tão fria que dava arrepios.

Os dois policiais ao meu lado tornaram-se imediatamente sérios. Um deles falou baixo:

— Senhora Na, trouxemos o rapaz. Vai interrogá-lo?

— Traga-o. — Três palavras frias, me deixaram sem reação. Aquela mulher era realmente tão distante?

E parecia que os policiais já estavam habituados à sua atitude. Um deles abriu a porta lentamente e me empurrou para dentro.

Quase caí, desequilibrado. Quando levantei a cabeça e observei ao redor, fiquei completamente atônito.

O suor já escorria de minhas mãos. O quarto para onde fui levado era cercado de paredes brancas, sem janelas. Apenas dez metros quadrados, atmosfera sufocante.

No fundo do quarto, uma mesa e uma cadeira. Sentada na cadeira, uma mulher mexia no celular. Ao vê-la, fiquei paralisado.

Rainha! Foi a palavra que veio à minha mente. Ela parecia uma rainha. Usava uniforme policial na parte inferior, blusa preta de mangas curtas em cima, um colar de platina fino pendurado no pescoço, caindo sobre a clavícula. O cabelo com franja lateral cobria as sobrancelhas, rosto delicado, lábios vermelhos, extremamente sedutora.

Linda! Engoli em seco, nunca imaginei encontrar uma oficial tão encantadora! E o mais impressionante era sua aura, como uma montanha de gelo. Na mesa, seu distintivo: Vice-diretora da Polícia de Wan Hai, Zhou Bingna.

Vice-diretora? Lambi os lábios, essa mulher era realmente extraordinária! Zhou Bingna, Zhou Bingna, repeti o nome em pensamento, meus olhos se fixaram nela, e sua presença fez meu sangue pulsar.

— Para onde você está olhando, seu imbecil?! — De repente, um policial ao meu lado me deu um chute, quase me derrubando.

— Maldito... — Quase soltei um insulto, mas o bom senso venceu. Não seria idiota de bancar o valentão na delegacia.

— Venha aqui. — Zhou Bingna fez um gesto para os dois policiais, que imediatamente assentiram, sentando-se ao lado dela.

— Sente-se. — Ela me lançou um olhar e olhou para o banco à minha frente, ordenando sem alterar o tom.

Cada vez que ela falava, eu sentia os pelos se arrepiando! Aquela mulher era como uma rainha de gelo, sua presença avassaladora.

Meu corpo parecia agir por conta própria, caminhei até a cadeira e sentei, ansioso para explicar:

— Senhora, eu realmente não fiz nada de errado, vocês já investigaram?

— Poupe-nos de suas desculpas! Não fez nada? Olha só o estado em que deixou o rapaz, acha que é inocente? — O policial ao lado me repreendeu, olhar ameaçador.

— Esse é o padrão dos policiais? Que piada... — Não consegui segurar, ri, indignado. Que culpa eu tinha? Ninguém quer saber dos fatos! Será que todo mundo agora é tão interesseiro?