Capítulo Três – Isso Não Pode Continuar Assim

Eu Sou o Rei Atirador Número Um 2563 palavras 2026-02-07 12:33:54

Naquele momento, meus sentimentos eram de pura opressão. Sinceramente, estudar não tinha mais graça alguma para mim. Na escola, ainda precisava aturar a mudança de humor de Catarina todos os dias! Cerrei os punhos, um sorriso frio despontou no canto dos meus lábios, e uma ideia maldosa surgiu na minha mente. Peguei o celular, entrei no QQ e procurei o avatar de Catarina...

Foi então que o aplicativo apitou com vários alertas. Rapidamente abri para conferir: todas as mensagens eram dela. Nos últimos dias, Catarina havia me mandado várias mensagens, mas eu não respondera nenhuma. Onde eu teria cabeça para acessar o QQ?

Li atentamente as mensagens dela, meus olhos se estreitando a cada palavra.

“Está aí?”
“Por que não responde?”
“Não quer mais as fotos?”
“Quando estiver online, me avise.”

Quatro mensagens seguidas, todas de Catarina. Respirei fundo e respondi com poucas palavras, de forma simplista: “Estou online, manda a foto aí, gata.”

Procurei usar um tom atrevido, quase sem vergonha, ao falar com Catarina — aquela que sempre me repreendia na sala de aula, agora conversando animadamente comigo. Assim que enviei a mensagem, não demorou nem alguns segundos para que ela respondesse: “Por que ficou tanto tempo sem entrar no QQ?”

“Foi só um imprevisto. Já faz tempo, manda logo uma foto mais provocante, quero ver você de cima... Senão vou ficar bravo!” Mandei até um emoji de raiva e, em seguida, fiquei atento à tela sem piscar.

Mas foi nesse instante que, sinceramente, fiquei completamente atordoado, a mente zunindo. O impacto foi tão forte que quase me fez sangrar pelo nariz! Sentei-me num pulo na cama, sentindo uma reação física imediata.

Naquele momento, na tela do celular, apareceu a imagem de uma mulher. Uma mulher de beleza e aura incomparáveis — era a foto que Catarina havia acabado de enviar! E a imagem era realmente de tirar o fôlego.

A foto claramente fora tirada em casa, com ela ajoelhada sobre a cama, vestindo apenas um short jeans e, no tronco, apenas um sutiã! A pele alva parecia brilhar, o corpo perfeito ressaltado em cada curva. Aquela aparência, aquele corpo, não perdiam em nada para qualquer celebridade.

Senti minha respiração acelerar, e olhando para a tela, quase salivei. Aquela era mesmo a professora que me repreendia todos os dias? Aquela era a verdadeira Catarina?

Meu coração batia forte. Se os outros soubessem quem Catarina era de verdade, o que pensariam? Passei a língua pelos lábios — honestamente, queria que todos soubessem que aquela professora inalcançável era, na verdade, daquele jeito! Queria ver Catarina arrependida, queria sua reputação destruída! Só de pensar na forma como ela me tratou ao longo daquele mês, meu sangue fervia. Só porque não cedi meu lugar no ônibus, ela me tratou assim? Com que direito?

Ofegante, vi quando Catarina enviou um emoji sorridente: “Por que não responde? Não gostou?”

“Gostei, gostei sim.” Digitei depressa: “Tem mais?”

“Haha, se gostou já está bom. Chega por hoje, vou dormir.”

“Manda só mais uma!” Vi que ela ia dormir e me apressei, mas dessa vez, Catarina enviou um áudio.

“Mandar o quê? Depende do seu comportamento. Se se comportar direitinho, talvez eu mande mais.” Abri o áudio; sinceramente, quase derreti. Aquela voz era incrivelmente doce. Para ser sincero, jamais tinha ouvido Catarina falar assim.

Minha respiração ficou irregular. Depois de trocar algumas mensagens, fui tentar dormir, mas não consegui. Deitado na cama, só conseguia pensar em Catarina, até que, no meio da madrugada, finalmente peguei no sono.

No dia seguinte, assim que cheguei à escola, desabei sobre a carteira e dormi. Mas a tranquilidade não durou nem metade da aula. De repente, ouvi um estrondo na mesa!

Levei um susto danado, levantei num pulo da cadeira e, em seguida, escutei um grito: “João Ribeiro, acha que aqui é sua casa?! Saia imediatamente!”

No mesmo instante, todos os olhares se voltaram para mim. Pude ver claramente Catarina diante de mim, fitando-me friamente. Ela usava um terno elegante, salto alto, camisa branca por baixo do blazer — o traje típico dos professores da nossa escola.

A franja lateral, o rosto claro, tudo nela fazia o coração acelerar, mas naquele momento, ela me encarava tomada pela ira.

“João Ribeiro, não ouviu o que eu disse? Fora daqui!” Catarina apontou para mim, ordenando que eu saísse.

Não sei bem o porquê, mas uma raiva intensa me tomou! Que história era essa de Catarina? Se fosse só eu dormindo na aula, até entenderia, mas à minha frente, duas carteiras adiante, outro garoto também dormia — o monitor da turma, Carlos Forte. Ele não estudava quase nada, mas a família dele presenteava Catarina, então ela lhe deu o cargo de monitor.

Por que Carlos pode dormir e eu não? Com que direito?! Meu olhar ficou vermelho de raiva; naquele momento, quase discuti com Catarina, mas no final, o bom senso venceu o ímpeto. De que adiantaria brigar com ela? Na escola, ela era a professora, eu o aluno; para ser sincero, continuava sendo manipulado por ela.

Cerrei os punhos, já no limite da minha paciência. Leonardo, sentado ao meu lado, parecia ainda mais indignado que eu. Aquilo era injustiça demais!

“O quê? Ainda está insatisfeito? Vá para a sala dos professores. Hoje, vou ligar para seus pais. E outra coisa: por que ainda não pagou as taxas escolares? Sua família não deu o dinheiro ou você não pode pagar? Sabia que só falta você na turma? Se não pode pagar, então vá para casa!” Catarina gritou, cada vez mais furiosa.

Droga! Xinguei por dentro e saí de sala bruscamente. Ao chegar à porta, bati-a com força.

O baque da porta ecoou, e minha mente ficou em branco. De verdade, nunca na vida tinha passado por tanta humilhação!

Caminhei a passos largos até a sala de Catarina. Não dava mais! Se continuasse assim, eu estaria acabado.

Respirei fundo e, ao chegar à porta, empurrei-a e entrei sem bater. Estava destrancada. Assim que entrei, fechei a porta atrás de mim.

Catarina era a coordenadora da turma, por isso tinha uma sala só para ela. O espaço não era grande, uns trinta metros quadrados. Havia um sofá, uma mesa de trabalho, um computador e alguns copos ao lado.

Dei alguns passos, e ao passar pelo computador, parei de repente.

No computador de Catarina, o QQ estava logado — o dela! Fiquei surpreso e quase ri. Catarina estava navegando no perfil do meu usuário secundário! Senti um orgulho secreto, mesmo que naquele perfil não houvesse nada.

Respirei fundo, tomado por uma curiosidade intensa. Queria saber se Catarina era tão solta assim com outros também.

Enquanto pensava nisso, fui até a porta, tranquei por dentro e corri de volta ao computador, abrindo o QQ dela. Minhas mãos tremiam, torcendo para que Catarina não voltasse justo naquele momento.

Lambi os lábios, procurei os contatos recentes do QQ de Catarina e, ao olhar para a tela, quase não acreditei no que estava vendo!