Capítulo Vinte e Dois: A Arte da Transformação!

Eu Sou o Rei Atirador Número Um 2684 palavras 2026-02-07 12:34:06

— Filho, ultimamente você não anda um pouco próximo demais da sua professora titular? — O idoso olhou para mim com um sorriso sereno, dizendo aquilo em voz alta.

O quê?! Admito que, ao ouvir aquelas palavras, fiquei completamente atordoado!

Naquele instante, uma onda avassaladora me invadiu por dentro! Olhei, pouco a pouco, para o meu pai. Como aquele velho poderia ter tanta força? Era impossível! Ainda há pouco, tomado pela emoção, sacudi o braço com tal vigor que até mesmo um jovem forte teria sido afastado, mas aquele idoso... Só quando ele terminou de falar é que finalmente afrouxou a mão, mas eu continuei parado, fitando-o sem mover um músculo.

Eu e a professora titular, próximos? Só um pouco...? Engoli em seco, nervoso. Se aquele senhor tivesse dito isso três dias atrás, eu pensaria que ele estava brincando comigo. Mas agora...

Zhao Qian faz tudo o que eu digo ultimamente, isso não é proximidade? Mas, além de mim e dela, ninguém sabe disso, certo? Nem Hao Long sabe! E esse idoso não poderia ter me seguido, porque quando ameacei Zhao Qian, estávamos na sala dos professores, sem nem mesmo uma câmera! Como ele poderia saber?

Meu olhar percorreu o idoso de cima a baixo, depois se voltou para meu pai. Ele também me encarava, em silêncio, por pelo menos meio minuto:

— Filho, o que foi?

— N-nada... — Meu coração batia desordenadamente, como se fosse saltar do peito. Por nada nesse mundo eu teria coragem de contar ao meu pai que, de fato, tinha certa intimidade com a professora. Apenas forcei um sorriso: — Não é nada, não...

— Tudo bem, vá procurar sua mãe. Eu e o mestre ainda vamos conversar um pouco. — Meu pai acenou para mim, indicando que eu podia sair. Mas como eu podia ir embora nesse momento? Eu precisava descobrir como aquele idoso sabia de tudo! Seria ele realmente tão extraordinário?

Não era de se admirar que meu pai tivesse sido convencido por ele. Depois do que ouvi, até eu estava quase acreditando!

— Pai, vou ficar aqui com você. — Falei, realmente querendo assistir à conversa de perto, enquanto guardava o amuleto no bolso. Meu pai não ligou, apenas sorriu para o idoso:

— Mestre, só queria perguntar, quando é que nossa família vai ficar rica?

— Não te contei? Isso não tem como prever. Se tivesse, já teria previsto para mim mesmo! — O idoso respondeu com resignação: — Mas digo isso porque temos uma ligação, caso contrário, não te contaria tantas coisas. Seu filho é ótimo, que tal isso: deixo ele ser meu discípulo, você me dá duzentos mil, o que acha?

Ao dizer isso, o idoso olhou para meu pai, sorrindo.

— O quê? — Nem meu pai, nem eu, pudemos evitar arregalar os olhos. Quanto? Duzentos mil? Meu entusiasmo recém-despertado sumiu por completo. Agarrei o braço do meu pai e puxei para irmos embora. Dessa vez, ele não resistiu; duzentos mil? Só pode ser brincadeira!

— Desculpe, mestre... Nossa família realmente não tem tanto dinheiro. Vou indo, se for para sermos amigos, o destino se encarrega de reunir-nos de novo. — Disse meu pai, ainda cumprimentando respeitosamente, levando-me embora.

— Duzentos mil, que ousadia pedir esse valor... — resmungou meu pai. — Mas que ele acerta, ele acerta. O problema é que não temos tanto dinheiro guardado... — suspirou, resignado, já entrando no condomínio. Virou-se para mim:

— Espera aí, por que você voltou para casa? Não deveria estar na escola?

— Minha mãe me ligou, por isso voltei correndo... — respondi, forçando um sorriso.

— Que absurdo! Sua mãe não entende nada... Vai, volta para a escola! — disse ele com impaciência, abrindo a porta e subindo as escadas. Assim que vi meu pai entrar, corri de volta para a portaria do condomínio.

Não podia ser. Eu precisava entender o que estava acontecendo! Com esse pensamento, cheguei à entrada e olhei em volta, procurando pelo idoso, mas ele já havia sumido.

Suspirei. Tão rápido ele foi embora? Fiquei inquieto, caminhando sozinho em direção à escola, mas mal tinha dado alguns passos quando ouvi uma voz rouca às minhas costas:

— Filho.

No mesmo instante, senti uma mão bater levemente no meu ombro.

Puxa! Sinceramente, levei um susto. Meu coração disparou. Quem não se assustaria com algo tão repentino? Virei-me furioso, mas quando vi quem era, fiquei paralisado. Atrás de mim estava o idoso, segurando uma tigela velha com algumas moedas dentro. Era ele mesmo!

— Vovó, era a senhora — murmurei, olhando em volta para ter certeza de que ninguém nos observava, antes de perguntar: — Vovó, quero saber, como descobriu sobre mim e a professora?

Minha curiosidade era enorme, e fixei o olhar nela. Mas a idosa pareceu não ouvir, sorrindo levemente:

— Eu sabia que você viria me procurar. Estive esperando por você aqui. E então? Já decidiu? Vai se tornar meu discípulo? — disse ela, em tom de brincadeira. — Já preparou os duzentos mil?

Ora essa! Onde eu arranjaria duzentos mil? No bolso, nem vinte eu tinha! Meu dinheiro de almoço era só vinte por dia. Coloquei a mão no bolso e tirei uma nota amarrotada de vinte reais:

— Vovó, vinte serve?

— Está brincando comigo? Vinte? Me dá aqui primeiro — disse ela, estendendo a mão e tomando o dinheiro da minha mão.

Droga! Eu só tinha aqueles vinte reais! Levou tudo? Por sorte, quando tomei café com Hao Long, ele me emprestou mais de mil, que eu guardei no bolso, sem gastar. Isso me deixava um pouco mais tranquilo.

— Então, agora pode me contar? Como soube? — suspirei, resignado, afinal, minha curiosidade era maior.

— Eu até conto, mas estou com fome, não comi nada o dia todo — disse a idosa, olhando para mim. — Ali na frente tem uma casa de massas.

Como?! Minha expressão ficou séria:

— Vovó, quer comer massa? Já pegou mais de seis mil da nossa família e ainda não comeu nada o dia todo...

— Está bem, não como mais, vou embora — respondeu ela, magoada, virando-se para sair. Corri e gritei:

— Não vá, não vá! Vamos comer, está bem?

Eu já não sabia mais o que dizer. Aquela idosa tinha uma lábia impressionante.

Ao me ouvir, ela soltou uma gargalhada:

— Assim está certo. Ah, e não me chame mais de vovó.

Ao terminar de falar, o idoso puxou com força o próprio rosto!

No mesmo instante, ouvi um som seco, como se um papel tivesse sido rasgado. Fiquei completamente paralisado. O suor frio escorria pela minha testa.

O quê?! Fiquei petrificado, olhando para o idoso na minha frente, boca escancarada, sem conseguir pronunciar uma palavra.

Eu tremia, de verdade! Naquele momento, o idoso à minha frente já tinha mudado de aparência! O rosto ainda enrugado, mas... era diferente. Ele...

Traços austeros, sobrancelhas espessas, olhos grandes! Era claramente um homem! Já idoso, sim, mas dava para notar que, em sua juventude, devia ter sido bonito. Olhei para a mão dele: segurava uma espécie de máscara, só que da cor da pele!

— Você... você... — apontei para ele, recuando assustado! Não precisava nem dizer, ao ver aquilo em sua mão, entendi tudo. Antes, era uma velhinha, agora, um velho. Claramente, era uma técnica de disfarce... ou, talvez, uma máscara de pele humana?!

Naquele instante, senti um arrepio percorrer todo o meu corpo, cada pelo eriçado! Essas coisas, eu só via em novelas de televisão. Agora, diante de mim, admito: fiquei completamente chocado.

— Haha, ficou atordoado? — O velho riu alto diante de mim. — Isso é uma técnica de disfarce!