Capítulo Treze – Tornar-se um Infiltrado?

Eu Sou o Rei Atirador Número Um 2768 palavras 2026-02-07 12:34:01

Continuei andando até o prédio onde morava Zhao Xue. Subir as escadas já começou a ser difícil para mim. O prédio dela não tinha elevador, era tudo na base do degrau. Cinco andares. Em dias normais, eu subiria sem perder o fôlego, mas hoje... precisei reunir todas as minhas forças!

Quando cheguei ao segundo andar, senti que minhas pernas não aguentariam. Ofegava sem parar, o suor pingava sem misericórdia. Zhao Xue estava ansiosa, queria me carregar, mas não tinha forças para tanto.

Foram dez longos minutos até o quinto andar. Cheguei à porta do apartamento dela completamente exausto, sentei-me no chão sem forças, enquanto Zhao Xue abria a porta às pressas. Praticamente rastejei para dentro.

Ela me acomodou no sofá. Olhei em volta, observando tudo. O apartamento não era grande, nem pequeno, devia ter uns cem metros quadrados. Extremamente limpo, nem um fio de cabelo no chão. Dois quartos e uma sala. Um dos quartos estava com a porta fechada — devia ser dos pais dela. O outro, escancarado, era todo decorado em tons de rosa, com algumas bonecas, um ambiente realmente adorável.

No entanto... no banheiro estavam pendurados alguns sutiãs e calcinhas recém-lavados.

Meu Deus... Fiquei parado, encarando o banheiro, meio atordoado. Zhao Xue, sem perceber meu olhar, já tirava os remédios da sacola e olhava para minha testa.

“O que está olhando? Deixa disso, vem cá, vou passar o remédio.”

“Não... não precisa...” Voltei a mim, percebendo que tinha ficado embasbacado, e olhei para Zhao Xue, constrangido.

“Como não precisa? De jeito nenhum!” Ela franziu a testa com firmeza, abriu os remédios, molhou um cotonete e, com uma das mãos, segurou minha cabeça, passando o remédio nos meus ferimentos.

“Ai!” Malditos, aquilo doía demais! Dei um grito involuntário.

“O que foi? Não estou te machucando, estou?” Zhao Xue ficou preocupada, olhando para mim.

“Dói, como não vai doer...” Fiz uma careta, olhando para ela. Zhao Xue fez uma expressão surpresa.

“Não tem jeito, tem que passar o remédio mesmo com dor.” E sem me deixar protestar, segurou minha cabeça de novo. “Abaixa aí.”

Tive que abaixar a cabeça, e nesse momento meus olhos ficaram paralisados. Zhao Xue estava tão próxima que seu peito quase encostava no meu rosto. Senti o suave perfume dela se misturando ao ar.

Aproveitei a situação, admirando-a sem pudor. Sem perceber, meu corpo já reagia. Depois de uns dez minutos assim, ouvi Zhao Xue perguntar:

“Já olhou o suficiente?”

O quê? Meu Deus, que vergonha! Assenti como um boneco, e ela me empurrou com força:

“Mesmo todo machucado, ainda quer se aproveitar, hein?” Resmungou baixinho. “Sua testa está cheia de galo. Depois massageia sozinha.”

“Pode deixar.” Sorri sem jeito, massageando a cabeça. Realmente, vários galos estavam ali.

Maldito Wang Qiang! Xinguei ele mentalmente mais algumas vezes. A cabeça pesava, o remédio ardia, mas a dor já estava ficando dormente. O sono me dominava.

“Está com essa cara de sono, vai dormir logo. Vou preparar o jantar, quando acordar pode comer.” Zhao Xue sorriu suavemente, ajudou-me a levantar e me levou até o quarto dela.

“Eu... vou dormir no seu quarto?” Exclamei, animado.

“Claro. Não quero bagunçar o quarto dos meus pais. Você não é meu irmãozinho? Dorme no meu quarto mesmo.” Ela riu, fechou a porta e disse: “Vou ao mercado comprar uns ingredientes.”

“Tá bom!” Concordei várias vezes. Menos de meio minuto depois, ouvi a porta bater — ela havia saído.

Soltei uma gargalhada, joguei-me na cama dela e puxei o cobertor, me enrolando inteiro. Inspirei profundamente, sentindo o leve perfume no tecido, o aroma me revigorava.

Continuei rindo, mas logo o cansaço venceu. Dormi profundamente.

Foi um sono delicioso. Sonhei longamente, mas nem lembro direito com o quê. Acordei várias vezes sentindo dor, mas logo voltava a cochilar. Não sei quanto tempo passou, só sei que acordei por causa do telefone.

“Hum...” Respondi meio grogue, sem abrir os olhos, peguei o celular no bolso e atendi.

Na mesma hora, uma risada fria soou do outro lado: “Hehe, Jiang Feng, ainda não morreu?”

Imediatamente despertei, alerta. Aquela voz era de Wang Qiang.

“Wang Qiang, seu desgraçado! Se tem algum problema, venha falar comigo!” Berrei, minha garganta ficou rouca.

“Falar com você? Quem você pensa que é? Escuta aqui, Jiang Feng, a partir de hoje, todos à sua volta vão sofrer. Não é amigo da Zhao Xue? Pois eu vou fazer vocês dois se divertirem bastante, hahaha!” Wang Qiang ria descontroladamente. Depois disso, todo o meu sono desapareceu.

“O que você quer, Wang Qiang?” Falei entre dentes, cerrando os punhos.

“Não quero nada, só te dou uma chance. Amanhã, segunda-feira, me traz mil yuans e vira meu informante. Assim eu garanto que ninguém mais vai te incomodar na escola.” Wang Qiang ficou em silêncio por meio minuto e então falou.

“E como seria isso?” Perguntei, a testa franzida.

“Simples, não é amigo da Zhao Xue? Vira meu espião, fica perto dela, tudo que ela fizer, você me conta.” Wang Qiang explicou. Nesse momento, eu ri.

“Vai se ferrar você!” Respondi friamente, desligando na cara dele e bloqueando o número de uma vez.

Logo depois, ouvi batidas na porta: “Tan-tan...”

“Irmãozinho, já acordou?” Era a voz de Zhao Xue do lado de fora. “Por que esse mau humor todo? Estava brigando com quem no telefone?”

“Ah, acordei sim!” Falei apressado, olhando para o celular.

Meu Deus, já eram onze da noite! Dormi tanto assim? Estava dolorido, mas melhor do que antes. Levantei cambaleando e abri a porta.

Lá estava Zhao Xue, de pijama, me olhando com seus grandes olhos: “Já preparei o jantar. Vem comer.”

Ela apontou para a mesa, onde havia três ou quatro pratos e uma tigela de sopa de frango. O aroma era delicioso.

“Você cozinha bem demais!” Elogiei de coração, sentando logo.

“Chame de irmã! Se não me chamar assim, vou ficar brava!” Ela fingiu seriedade.

“Tá bom, tá bom...” Sorri, peguei os hashis e comecei a comer. Talvez por estar faminto, achei tudo maravilhoso e nem pensei em mais nada, apenas devorei a comida.

“Calma, calma, ninguém vai tirar de você.” Zhao Xue riu, olhando para mim. Com a boca cheia, sorri de volta: “Está uma delícia.”

“Se gostou, coma bastante. Por falar nisso, quem te ligou agora há pouco?” Ela perguntou, me observando.

“Aquele idiota do Wang Qiang!” Minha expressão fechou na hora.

“Ah é?” Zhao Xue arqueou as sobrancelhas. “E o que ele queria?”

Respirei fundo, engoli o que estava na boca e contei tudo o que Wang Qiang havia dito.

Terminando de ouvir, Zhao Xue mudou de expressão: “Te usar como espião... O que será que ele quer...” Ela pensou em voz alta.

Coloquei os hashis na mesa, estava satisfeito depois de tantas tigelas de arroz. Olhei o horário, já quase meia-noite.

“Tá bom, irmã, vou pra casa. Tá tarde.”