Capítulo Onze Problemas

Eu Sou o Rei Atirador Número Um 2793 palavras 2026-02-07 12:34:00

— Vamos para casa, amanhã começam as aulas. Dorme bem esta noite. — Xie Nan espreguiçou-se, mas naquele momento, ela usava uma calça preta bem justa e uma blusa curta que, ao erguer os braços, deixou à mostra sua cintura. Aquela cena era tão provocante que nem ousei olhar.

— Então vamos também. Preciso voltar para casa — Zhao Xue riu ao dizer isso. Na verdade, dava para perceber que ela tinha bebido demais. À sua frente havia quatro ou cinco garrafas de bebida, e para uma garota, isso era realmente impressionante.

Não deu outra: quando Zhao Xue se levantou, já estava cambaleando. Como eu estava ao seu lado, rapidamente a segurei, impedindo que caísse.

— Olha só, meu irmãozinho sabe ser prestativo — Zhao Xue apoiou a mão na testa, o rosto corado pelo álcool a deixava ainda mais encantadora.

— Isso mesmo — riu Xie Nan. — Além do mais, ele é teu colega de carteira. Agora você está com sorte. Da próxima vez que quiser algo para comer, já sabe quem pode ir buscar.

— Melhor deixar para lá. Não somos do mesmo tipo de gente, prefiro fazer amizade com outros. Se não fosse assim, por que nunca vou nessas brigas de vocês? — Zhao Xue já falava enrolado.

Xie Nan suspirou, sem dizer mais nada. Saiu do bar, chamou um táxi e partiu, mas antes me lembrou de levar Zhao Xue em segurança para casa. Assenti, garantindo que podia confiar.

A casa de Zhao Xue ficava no mesmo caminho que a minha, não era longe. Andando, chegava em cinco minutos. Apoiei Zhao Xue, que passou o braço pelos meus ombros, enquanto eu segurava sua cintura, sorrindo. Aquela sensação suave ao toque me deixava animado.

— Ei, irmãozinho, está pensando em quê? Vamos logo — murmurou Zhao Xue. Só então despertei, respondendo rapidamente e guiando-a para casa.

— Xiaoxue, em que prédio você mora? — perguntei.

Sem pensar muito, Zhao Xue riu de forma boba: — É aqui pertinho, no condomínio ali na frente, prédio três, apartamento 506... Como você me chamou?

No quinto andar? Poxa, e ainda tenho que subir tudo isso... Suspirei, meio aborrecido: — Irmã, pode ser, tudo bem? Tem alguém em casa?

— Ninguém... — respondeu ela, quase dormindo. — Meus pais estão trabalhando fora...

Falou pausadamente, e só me restou aceitar. Fui levando Zhao Xue devagar. Ela andava tão lentamente que parecia rastejar. Fiquei impaciente.

— Quer que eu te carregue nas costas? — sugeri.

— Não precisa, consigo andar, não estou bêbada... — murmurou, me deixando sem jeito. Eu queria logo voltar e assistir aos vídeos de Zhao Qian! Enquanto pensava nisso, meu celular de repente tocou.

Parei, segurei Zhao Qian com uma mão e peguei o celular com a outra. Quando vi quem era, fiquei surpreso: Hao Long estava ligando.

Atendi: — Longo, o que houve?

— Você foi ao Bar Maré Celeste agora há pouco? — perguntou ele.

— Fui sim, Zhao Xue me chamou — respondi.

— Sabia! Achei que tinha te visto lá, mas achei estranho você naquele lugar. E por que está andando com Zhao Xue de novo? Não te falei para se afastar dela? — Hao Long reclamou, sem paciência.

— Olha, depois a gente fala — disse rapidamente, já suando. Zhao Xue estava bêbada, mas vai que ela ouvisse o que Hao Long estava dizendo? Agora, minha percepção sobre Zhao Xue tinha mudado. Sabia que ela era uma mulher complicada, não queria me meter com ela.

Depois de desligar, olhei para Zhao Xue, que não pareceu notar nada estranho, então fiquei aliviado.

Porém, naquele instante, meu telefone tocou de novo! Fiquei quase furioso. Poxa, Longo, já te avisei e você liga de novo?

Resmungando, peguei o celular devagar. Mas, ao ver, congelei: não era Hao Long, era Wang Qiang.

Droga, que cara chato! Xinguei por dentro, não queria atender, mas mesmo assim atendi. Antes que eu pudesse falar, ouvi a risada fria de Wang Qiang do outro lado:

— Jiang Feng, vou te dar uma chance agora, quer aceitar?

— Vai pro inferno! — xinguei, pronto para desligar. Mas ele riu de novo:

— Muito bem, Jiang Feng, você é teimoso, né? Então olha para trás.

— Vai se danar! — desliguei na hora. Não ia olhar nada. Segui em frente, ainda mais irritado, segurando Zhao Xue.

Jamais poderia imaginar que, naquele momento, ouvi uma sequência de passos apressados atrás de mim!

Me virei assustado e vi sete ou oito jovens de cabelo tingido me cercando!

— Você é Jiang Feng?! — perguntou o líder, usando óculos escuros, cabelo vermelho e cheio de correntes penduradas no corpo, parecendo um típico valentão. Fiquei paralisado, com o corpo tremendo. Todos pareciam ter pouco mais de vinte anos, claramente marginais.

Agarrei Zhao Xue com mais força. Ela, completamente bêbada, olhava ao redor sem entender nada.

— Zhao Xue... Zhao Xue... — chamei, tentando acordá-la, mas ela só resmungou, sem reação.

— Por favor, irmã, não me assuste, acorda... — falei, já com a voz trêmula. Agora entendi o motivo da ligação de Wang Qiang! Aqueles caras só podiam ter sido chamados por ele.

Olhei para o sujeito dos óculos escuros, sentindo a boca seca:

— Cara, a gente não tem nenhum problema, certo?

— Heh... — ele riu, me olhando de cima a baixo, depois observou Zhao Xue em meus braços. — Então você é Jiang Feng, né? E essa garota que você está segurando, bem interessante...

Enquanto falava, tirou os óculos e olhou Zhao Xue de perto. No colégio, ela já era provocante, mas hoje estava ainda mais. Percebi que ele fitava as pernas dela, esfregando as mãos.

— Sou Jiang Feng — respondi, sem saber de onde tirei coragem. — Você foi mandado por Wang Qiang, não foi? Se tem algum problema, resolve comigo.

Tomei coragem e coloquei Zhao Xue atrás de mim. Pensei: um homem não pode se acovardar nessas horas! Na escola, Zhao Xue já tinha me ajudado uma vez. Agora, bêbada, era minha vez de protegê-la.

— Olha só, o garoto até que tem coragem — zombou o sujeito, aproximando-se devagar. — Hahaha, nunca vi alguém tão ruim tentando bancar o herói. Você é mulher? Tua voz é igualzinha a de uma.

Ele foi chegando mais perto, e instintivamente dei alguns passos atrás. Mas, de repente, ele sacou um bastão e, sem dizer nada, acertou minha cabeça!

O som foi ensurdecedor. Senti uma dor lancinante, como se minha cabeça fosse explodir. Gritei, cambaleando para trás.

— Ah! — gritei, e ao tropeçar, acabei empurrando Zhao Xue, que caiu ao chão com um baque. Ela também gritou de dor.

— Você... — cobri a cabeça com uma mão e apontei para o sujeito com a outra. Imediatamente, os outros jovens sacaram barras de ferro e bastões.

— O que você quer, hein? Tá apontando pra quem, moleque? — sorriu o líder. — Negócio é negócio, só estamos fazendo nosso trabalho. Mas que sorte a nossa, além de te pegar, ainda encontramos uma bela garota! Hahaha!