117: Trabalho em equipe

Jogo do Pesadelo: O Mundo Contra Mim, Caço Todas as Nações Máquina Número Três Extremamente Assustadora 2518 palavras 2026-03-26 22:36:35

A situação já estava bastante clara naquele momento. Eles precisavam sair dali em cinco minutos, caso contrário seriam engolidos pelo incêndio. Embora o combustível tivesse sido derramado por Jesse, Yorick acreditava que, mesmo se ele não tivesse agido, Ye Huan encontraria outra maneira de criar aquela situação. Pensando nisso, Yorick respirou fundo e falou com firmeza:

— Todos, procurem pistas no local! John Cramer não mata sem motivo!

Ele dizia isso não por confiar em Ye Huan, mas porque essa era a regra de John Cramer. Seu jogo era extremamente elaborado, e os caçadores comuns, uma vez presos, não conseguiam escapar. Contudo, se conseguissem superar aquela fase, a recompensa seria generosa.

Yorick olhou ao redor. A única pista que Ye Huan dera era que as correntes deveriam ser presas aos cintos de cada um. Embora parecesse uma armadilha que os prenderia, não havia outra saída.

Mordendo o lábio, ele ordenou:

— Cada um, pegue a corrente com seu nome.

Muitos olharam para ele surpresos. Um dos integrantes questionou incrédulo:

— Chefe, isso é claramente uma armadilha dos dragões. Vamos mesmo cair nessa?

O rosto de Yorick endureceu.

— Nos jogos de John Cramer não existem becos sem saída, lembrem-se, nem ele próprio pode contrariar essa regra.

John Cramer realizava esses jogos sob o pretexto de punir aqueles que não valorizavam seus corpos. Em outras palavras, todos os selecionados tinham pecados originais; bastava purificá-los para sobreviver.

Sem hesitar, Yorick puxou a corrente e a prendeu em si. Influenciados por ele, os outros integrantes também começaram a fazer o mesmo.

Por fim, quando Jesse, visivelmente irritado, colocou a corrente no corpo, todos os membros do time B estavam conectados às correntes.

Com um estrondo, o dispositivo cilíndrico no centro da sala começou a girar. Logo, parte da superfície irregular afundou, revelando sulcos em forma de impressões de mãos.

Naquele instante, a voz de Ye Huan ecoou:

— Para sair deste quarto prestes a ser consumido pelo fogo, basta colocar a mão direita no sulco correspondente.

— Durante esse processo, uma pessoa que cometeu um grave pecado será punida: seu braço direito permanecerá para sempre aqui.

— Apenas sangue e carne verdadeiros podem abrir a porta da vida.

— Se a pessoa punida retirar o braço antecipadamente, a porta se fechará para sempre.

— Então, você está disposto a sacrificar seu braço pelo time? Vamos aguardar sua decisão.

As palavras de Ye Huan deixaram todos perplexos. Agora, até os mais tolos entendiam. Para salvar o grupo, um dos escolhidos teria que amputar o próprio braço; caso contrário, todos morreriam.

O silêncio tomou conta do ambiente. Queriam sair dali, mas ninguém desejava ser o alvo de Ye Huan. Afinal, aquela equipe era a elite da nação, representando sua força máxima. Perder um braço, por qualquer motivo, significava ser expulso rapidamente.

Vendo o silêncio, Yorick declarou:

— Fiquem tranquilos, é só um braço, não é fatal.

— Quem quer que sofra o ataque de Ye Huan, todos nós lembraremos desse sacrifício.

— Eu, Yorick, pessoalmente, recompensarei você com um milhão!

Sem mais, ele se aproximou do dispositivo e colocou a mão. Lentamente, seu braço foi fixado por um mecanismo interno, impossibilitando retirá-lo.

Inspirados pelo capitão, os demais também colocaram as mãos nos sulcos.

Porém, durante o processo, alguém expressou descontentamento.

— Capitão, acho que você confia demais nesse dragão — disse Jesse, encarando Yorick, palavra por palavra.

— Isso não seria uma violação das regras?

— Seu idiota! — Yorick estremeceu de raiva.

— Ye Huan segue apenas as regras dos caçadores. Não confio no dragão, mas nos dados do nosso conselho.

Jesse, embora duvidando, acabou por colocar a mão.

Logo, todas as mãos do time B estavam dentro dos sulcos.

Mais uma vez, a voz de Ye Huan ressoou:

— Senhor Garcia, no mundo real, você destruiu uma família apenas porque a dona da casa lhe agradava.

— Como caçador, lamento usar este jogo para testá-lo.

— Felizmente, seu time escapou da morte por pouco.

Assim que a voz cessou, lâminas afiadas surgiram diante de Garcia, girando ameaçadoramente.

Ele ficou pálido e gritou:

— Foi aquela mulher que me seduziu primeiro! Não!

Tentando puxar a mão, foi imediatamente impedido por um tapa rápido de Jesse no ombro.

Jesse, furioso, o encarou:

— Se você tirar a mão, todos nós morreremos!

— Mas, mas...

Garcia tremia, olhando para Yorick com súplica.

— Capitão, você sabe minha profissão. Se perder a mão direita, estou acabado.

Garcia era cidadão de um pequeno país ao sul da Nação Farol, escultor de barro, capaz de criar peças delicadas com as mãos, similares a um bartender básico. Era um personagem marginal dentro da equipe.

Perder o braço significava o fim de sua carreira. Tinha muitos inimigos e, sem o grupo, estaria condenado.

Enfurecido, ele lutava e gritava:

— Não posso perder o braço! Não me obriguem! Isso é conspiração dos dragões!

Quando parecia que puxaria o braço, um vento forte soprou por trás dele. Jesse, empunhando seu enorme machado com uma mão, desferiu um golpe contra a nuca de Garcia.

— Não envergonhe o time B, seu inútil! — rugiu Jesse.