120: Seis antídotos?

Jogo do Pesadelo: O Mundo Contra Mim, Caço Todas as Nações Máquina Número Três Extremamente Assustadora 2537 palavras 2026-03-26 22:36:37

Se Yorick conseguisse superar este obstáculo, ele sobreviveria. Caso contrário, o jogo terminaria ali mesmo. Sem a liderança de Yorick, a Equipe B não passaria de um punhado de areia ao vento. Aquele Jesse, aparentemente poderoso, era especialista apenas em intrigas e cálculos mesquinhos; não tinha estofo para grandes feitos e nem sequer estava à altura de ser um adversário para Ye Huan. Ao pensar nisso, um brilho de extrema complexidade surgiu nos olhos de Eva. Por um lado, ela ansiava pelo confronto com Ye Huan, razão pela qual se tornara a líder da Equipe C. Por outro, ela não suportava a ideia de matá-lo, motivo pelo qual também assumira a liderança da equipe. Eva tinha tudo preparado; agora, restava apenas ao destino decidir o desfecho.

...

No Espaço dos Pesadelos, enquanto a atmosfera se tornava cada vez mais densa, um dos membros que estava atrás de Jesse fungou o ar e perguntou, desconfiado:
— Estão sentindo cheiro de queimado?

Ao ouvirem isso, todos olharam instintivamente para o teto. Durante o tempo em que estiveram em confronto, a temperatura ao redor subira lentamente até atingir um nível alarmante. O suor escorria pelo corpo de todos. Era evidente que o andar superior estava em chamas; se não encontrassem uma forma de escapar, todos morreriam.

Foi então que Yorick agiu. Como um tigre prestes a saltar, ele avançou contra Jesse. Pego de surpresa, Jesse recebeu um soco direto. Enquanto cambaleava, desorientado, sentiu suas mãos ficarem leves; Yorick havia arrancado o machado de seu domínio.

— Droga, jogando sujo? — rugiu Jesse, entre a fúria e o pavor. Assim que tentou reagir, um homem atrás dele sacou uma faca e a cravou profundamente em sua costela esquerda, perfurando o pulmão.

*Puff!*

Com um som abafado, a lâmina penetrou fundo. Ao mesmo tempo, ele levou outro soco pesado no rosto e tropeçou para trás.

— Uh... — Jesse virou a cabeça, encarando o subordinado traidor com incredulidade. — Alex, eu sou seu primo...

Alex respondeu sem qualquer emoção:
— Tudo pelo nosso país.

Jesse abriu a boca, o rosto contorcido por uma fúria selvagem. Antes que pudesse dizer qualquer outra palavra, o próximo ataque de Yorick veio como um raio.

*Zas!*

Um punho feroz cortou o ar e atingiu em cheio o pomo de Adão de Jesse. Num instante, um som ruidoso de ossos deslocando-se ecoou pela sala. Quando os fugitivos olharam, viram que o pescoço de Jesse estava gravemente deslocado, reduzido a uma massa de sangue e carne. Esse era o poder de Yorick: mesmo sem usar habilidades especiais, sua capacidade física bruta era suficiente para destruir qualquer um. Se o próprio Ye Huan, no estado atual, enfrentasse esse homem, o desfecho seria fatal.

Jesse morreu rápido demais, tão rápido que ninguém teve tempo de reagir. Alex e os outros membros avançaram sobre ele. Após uma luta sangrenta, dois corpos mutilados jaziam no chão. A Equipe B, que antes estava à beira da fragmentação, tornara-se novamente uma unidade sólida. Alex guardou a faca e olhou para Yorick sem expressão:
— Capitão, diga-nos, o que faremos agora?

Yorick limpou o sangue das mãos e olhou para o corpo do companheiro morto, soltando um suspiro. Se pudesse, não teria chegado a esse ponto; era por isso que ele mantivera o dissidente Jesse ao seu lado por tanto tempo. Mas ele era responsável pelos outros. Por isso, Jesse e aquele membro tinham de morrer. Após refletir, Yorick fixou o olhar no cadáver dentro do caixão de vidro. Como Eva havia deduzido, era um enigma simples. Ele compreendeu rapidamente e disse com voz grave:
— Abram o crânio do cadáver no caixão. Cuidado, o antídoto pode estar escondido lá dentro.

Os demais se entreolharam, mas obedeceram à ordem. Após algum esforço, Yorick aproximou-se e, ao tatear o crânio dilacerado, retirou de lá um saco plástico contendo seis pequenos frascos.

— Seis doses? Como é possível? — exclamou Alex, incrédulo.

Os outros também apresentaram expressões graves. Como, de fato, era possível? Eles chegaram ali em nove pessoas; uma morreu no primeiro andar e duas morreram aqui, restando exatamente seis — o número exato de antídotos preparados por Ye Huan. Contudo, as mortes dos três foram causadas por fatores alheios ao jogo. Garcia, no primeiro andar, foi morto pelo machado de Jesse. Jesse e seu comparsa, aqui no segundo, só morreram porque a ganância os levou a tentar matar Yorick. As mortes foram cheias de coincidências, mas a existência de seis antídotos tornava tudo aquilo sinistro.

— Como ele sabia?
— Será que tudo isso foi planejado pelo homem do País do Dragão?
— Todas as nossas ações até agora estavam sob o cálculo dele?

Num instante, o moral que fora restaurado pela união da Equipe B despencou novamente. Como líder, Yorick queria encorajar a equipe, mas, ao olhar para os antídotos na mão, sentiu uma incredulidade profunda. Ele não conseguia entender. Não importava quanto pensasse, não conseguia compreender como Ye Huan fora capaz de tal feito. Será que aquele homem era realmente invencível?

Do outro lado, na igreja, a Equipe C irrompeu em exclamações ao ver os seis antídotos. Até mesmo nos olhos de Eva surgiu um brilho diferente, seguido por um sorriso. O personagem que Ye Huan interpretava era um mestre em engenharia, arquitetura e psicologia; não existiam poderes sobrenaturais de leitura mental. O que acontecera só provava uma coisa: Ye Huan, ao coletar os dados de todos, previra cada passo. Cada elo da corrente, cada movimento, fora executado com precisão absoluta. Só assim aquele resultado seria possível.

Não era de se admirar que o enigma do segundo andar fosse tão simples. Na verdade, aquele andar não era para os fugitivos resolverem enigmas; era o palco onde Ye Huan exibia sua força.

— As duas primeiras etapas foram tão fáceis... parece que o prato principal ainda está por vir — suspirou Eva. — Ao que parece, este jogo terminará rapidamente. Não teremos a chance de entrar em cena.

Os membros ao seu lado entreolharam-se, sem saber o que dizer. Afinal, os membros da Equipe B eram seus compatriotas. As palavras de Eva eram, sem dúvida, uma sentença de morte para todos eles. Aquele homem do País do Dragão parecia ser muito mais poderoso do que imaginavam, muito além da descrição de Eva. A temperatura na sala caiu a zero. Será que o homem do País do Dragão realmente já tinha a vitória garantida?