Capítulo 63: Anime-se, irmão!

Este astro do cinema só quer passar em concursos Senhor Jiang Abau 3118 palavras 2026-01-30 12:19:00

“Ho Shumei, Ru Wenfeng, Hao Yun, Yu Geyun, Wang Jia, Hu Ying, Huang Bo, Zhu Shasha, An Xiaoxi, Sajie, todos presentes? Se sim, entrem.” Ao ouvir o fiscal chamar seu nome, Hao Yun rapidamente se esgueirou para a frente e se juntou ao grupo.

Logo, os outros nove também se colocaram diante do fiscal. Ele começou a recolher os cartões de inscrição e as identificações, conferindo se as pessoas batiam com os documentos, para evitar que alguém fizesse a prova no lugar de outro.

Enquanto isso, Hao Yun e os demais aproveitavam para observar os colegas de equipe. Eram quatro rapazes e seis moças, o que era natural em escolas de artes, já que normalmente há mais mulheres, e certamente os organizadores tinham tentado equilibrar ao máximo.

Em geral, eram todos belos jovens, sendo que uma menina chamada An Xiaoxi era de uma beleza descomunal; só aquele rosto provavelmente já seria suficiente para passar na prova de habilidades artísticas.

A única nota destoante era o tal Huang Bo. Hao Yun se lembrava dele da prova anterior: o sujeito confessara que estava tentando o exame da Academia de Cinema de Pequim pela terceira vez, aproveitando ainda para dar dicas, ou melhor, compartilhar suas experiências de fracasso com outros candidatos.

Falava sem parar, ensinando como não passar. Um verdadeiro companheiro azarado!

Dizem que quando o destino reserva grandes desafios, basta dar-lhe um colega assim para complicar tudo. O lendário “companheiro porco” estava ali na frente de Hao Yun. Se ele soubesse antes, teria planejado algo para afastá-lo, talvez nocauteando-o e desanimando-o.

Agora, nada mais podia ser feito.

Após a conferência, foram autorizados a entrar.

Dessa vez, os examinadores tinham mudado novamente. Hao Yun reconheceu Wang Jinsong, que já havia visto antes. O velho Wang também se lembrava de Hao Yun; assim que o grupo entrou, bastou um olhar para notar Hao Yun acenando com um sorriso.

Instintivamente, Wang retribuiu o gesto, mas percebeu o colega ao lado olhando surpreso para aquela cena.

Ora, não era o que estavam pensando. Eles não se conheciam!

Mas, pensando bem, até ele próprio começava a duvidar. Na primeira prova, foi senha secreta; na segunda, não estava como examinador, e Hao Yun tirou uma nota baixa; agora, no terceiro teste, estavam frente a frente novamente.

Vamos ver no que vai dar. Se continuar assim, ele ainda seria o orientador da turma, e, quando Hao Yun entrasse na escola, faria questão de mostrar a todos que não eram do mesmo grupo.

A equipe anterior logo se preparou para o teste de atuação em grupo, conhecido como “pequena peça coletiva”.

O tema sorteado foi “Do lado de fora da sala de emergência”. Alguns encenariam médicos, outros causadores do acidente, familiares das vítimas, familiares dos responsáveis e até curiosos.

Era um ótimo tema, pois permitia ampla expressão emocional, dando a cada um espaço para mostrar suas habilidades.

“Parem, está muito confuso! Não se empurrem!” Um dos examinadores não aguentou. Todos tentavam se destacar, e o causador do acidente, que deveria ser o centro da cena, ficou cercado, tornando a peça coletiva um fracasso.

Ninguém ali chegou à terceira fase por acaso; todos lutavam para não serem eliminados. Rapidamente, ajustaram as posições e recomeçaram.

Recomeçar era possível, claro, mas o problema persistia: o desejo de se destacar era tão grande que, quanto mais o grupo falhava, mais cada um queria aparecer, pois se não o fizessem, acabariam sendo reprovados junto com todos.

A apresentação terminou confusa, deixando os candidatos desanimados.

O grupo de Hao Yun também estava tenso — com exceção de An Xiaoxi, que parecia tranquila. Não se sabia se por confiança ou ingenuidade.

A pontuação da peça coletiva era alta, sendo o critério que mais separava os candidatos; uma má apresentação poderia significar eliminação, a menos que alguém fosse excepcional.

Naquele ano, doze mil pessoas se inscreveram na Academia de Cinema, sendo metade para o curso de atuação. Apenas algumas dezenas seriam aprovadas, metade para cursos técnicos e dublagem, e somente trinta para o bacharelado em atuação.

Às vezes, um ponto de diferença bastava para deixar centenas de concorrentes para trás.

O grupo anterior saiu em ordem, e chegou a vez de Hao Yun e seus colegas serem avaliados um a um.

O desempenho individual nessa etapa era importante, pois logo formariam grupos para disputar quem lideraria a construção da peça coletiva. Quem se saísse bem teria mais chances de ser reconhecido como líder.

“Próxima, An Xiaoxi.”

Com o chamado, a bela menina correu até o centro do palco, fez uma reverência e iniciou a apresentação.

A voz...

Seria ela a famosa candidata nascida em 1987? Como podia ter uma voz tão infantil?

“Dizem que veio do exterior e está isenta da prova teórica. Com esse rosto, é impossível ser eliminada. Por que tenho tanto azar? Só caí em grupos de bonitos e bonitas...” resmungou o rapaz feio que tentava pela terceira vez, ao lado de Hao Yun.

Hao Yun sentiu uma pontada de preocupação: será que ele ia se entregar?

“Ânimo, amigo, a Academia de Cinema não escolhe só pela aparência!” disse Hao Yun, embora sentisse o peso da mentira.

“Fique tranquilo, já é minha terceira tentativa, não vou desistir fácil. Vou dar tudo de mim”, respondeu Huang Bo, com um sorriso.

“Força!”

O problema, porém, era que, independente do esforço, o resultado parecia sempre o mesmo para ele.

Hao Yun tentava pensar em alguma estratégia, sem sequer prestar atenção à dança de An Xiaoxi, graciosa como um cisne.

Mulheres... não, nem era questão de mulher.

Todo o carinho de Hao Yun estava agora voltado para Huang Bo.

A julgar pelo desempenho do grupo anterior, o fracasso se devia, em parte, ao colega que fez o causador do acidente: sendo peça central, não soube conduzir o ritmo, desorganizando tudo e obrigando os demais a tentarem se salvar individualmente.

Depois de An Xiaoxi, outros candidatos subiram ao palco. Logo foi a vez de Huang Bo. Hao Yun percebeu que ele era até competente: a recitação tinha sotaque, a música escolhida não era das melhores, e a dança foi um pouco desajeitada...

Mas, no fundo, o problema era a aparência. Se fosse bonito, nada disso seria um obstáculo.

Hao Yun achava que, provavelmente, Huang Bo não passaria mais uma vez. Difícil situação.

Depois de mais um candidato, chegou a vez de Hao Yun. Inspirou fundo...

Ora, que perfume agradável da menina ao lado.

Deixou isso de lado e concentrou-se em tirar a maior nota possível.

Foi ao centro do palco e iniciou sua prova, recitando com fervor o poema mais vigoroso de Yue Fei, “A Vermelha Margem do Rio”.

Dessa vez, investiu pesado, caprichou ao máximo.

“Agora vou tocar e cantar um trecho da canção autoral ‘Outono em Melodia’.”

Apresentou-se, pegou o violão e começou.

“Autoral...”, pensaram todos, sem argumentos. Mal sabiam que Hao Yun só tinha essa música, e se pedissem outra, ele não teria como inventar mais nada.

Mas era o suficiente. Ninguém conhecia a música, então, entre os cinco avaliadores, havia uma professora de canto que poderia confirmar a originalidade.

“Agora vou apresentar o número de espada da escola Wudang, ‘A Espada do Portal Misterioso’!”

Rapidamente, trocou o instrumento pelo sabre de treino e começou a exibir sua destreza. Desta vez, foi até uma escola de artes marciais para se informar sobre aulas.

Não era apenas conversa; Hao Yun realmente pretendia aprender kung fu no futuro.

Comparar antes de escolher não faz mal.

Dessa vez, conseguiu mais pontos de habilidade em artes marciais, e ainda teve aulas com um mestre especialista em espada.

No palco, a espada cortava o ar e a figura de Hao Yun girava com leveza e precisão, impressionando a todos. A parte física, certamente, não seria problema.

Restavam dois candidatos. Quando todos terminaram, era hora de sortear o tema da peça coletiva.

“Deixem o Hao Yun sortear!” sugeriu uma das meninas, Wang Jia, que se destacara muito e provavelmente seria aprovada.

Ninguém discordou.

Hao Yun aproximou-se da caixa na mesa dos examinadores e tirou uma bola de pingue-pongue.

O fiscal anunciou: “Número sete, ‘Na feira!’”

Esse seria o tema da peça coletiva. O grupo teria dez minutos para criar o roteiro, distribuir os papéis e ensaiar as cenas.

Hao Yun quase correu de volta ao grupo. Cada minuto era precioso; quanto melhor a preparação, maiores as chances de obter uma boa nota.

“Na feira...” Ru Wenfeng começou, mas logo foi interrompido.

“Precisamos escolher um líder para organizar as informações e distribuir os papéis”, sugeriu Wang Jia, mostrando liderança.

A preparação, feita sob os olhos dos examinadores, também fazia parte do teste. Quem se destacasse nessa etapa ganharia pontos na apresentação coletiva.

Wang Jia tomou a dianteira. Se ninguém se opusesse, ela naturalmente seria a líder.