Capítulo 0043: Deixe seu nome, se ousar enfrentar-me!

Este astro do cinema só quer passar em concursos Senhor Jiang Abau 3021 palavras 2026-01-30 12:15:12

Liang Chaowei descansava no porão, principalmente porque, durante as filmagens externas de “Herói”, havia distendido um ligamento.

Não era a primeira vez que fazia cenas de ação.

No famoso filme “O Leste é Vermelho, o Oeste é Venenoso”, dirigido por Wang Jiawei, em Hong Kong... Bem, o espadachim cego que interpretou quase não lutava, e chegou a ser chamado por Zhang Guorong de “cadáver que sabe falar”.

Porém, em seu filme-irmão, “O Leste Vence o Oeste”, ele teve várias cenas de luta, especialmente as em que apanhava de Zhang Xueyou.

Além disso, não gostava de interagir com as pessoas.

Era justamente pelo sossego deste lugar que costumava se esconder ali.

Jamais imaginou que acabaria encontrando alguém mentalmente desequilibrado.

Nos dias que se seguiram, Liang Chaowei frequentemente via aquele maluco, Hao Yun, brincando no porão.

Às vezes fingia ser ele próprio, às vezes imitava Chen Daoming, e de vez em quando praticava com a espada.

Hao Yun estava tentando aprender sozinho algo chamado “Espada do Portal Profundo Taiyi”.

O nome parecia imponente, mas na verdade era apenas um “manual secreto” comprado numa banca de rua.

No dia 6 de novembro, Zhen Kung Fu ingressou na equipe.

No filme, primeiro era o personagem Heizi que, junto com seis mestres do Palácio de Qin, desafiava o Long Kong interpretado por Zhen Kung Fu. Depois, vinha o grande duelo com Li Lianjie, enquanto os sete mestres derrotados só assistiam.

No convívio real, Zhen Kung Fu não era tão arrogante quanto se imaginava.

Quando alguém da equipe pedia um autógrafo, ele assinava de boa vontade.

Mas também não era do tipo que se misturava com todo mundo.

Bondade demais dá margem para abuso; sendo uma estrela, ser acessível demais só traz problemas.

Chegou bem cedo ao set, pegou sua arma cenográfica e começou a se familiarizar com ela; atores de Hong Kong sempre foram absolutamente profissionais nesse aspecto.

Hao Yun também chegou cedo, e ficou de lado observando.

— Você também faz parte do elenco? Qual seu nome? — perguntou Zhen Kung Fu, apontando a lança em sua direção.

Venha e diga seu nome!

— Hao Yun! — Hao Yun não esperava que ele puxasse conversa.

— Ah, já ouvi falar de você. Lao Huang disse que basta olhar uma vez para já aprender qualquer coisa — os olhos de Zhen Kung Fu brilharam; lutar sozinho era entediante.

Hao Yun balançou a cabeça apressado:

— Uma vez só não dá, mas se for algo simples, até consigo aprender mais rápido.

Temia que o outro o convidasse para entrar no grupo de dublês de Zhen.

Hao Yun não se opunha a aprender artes marciais, nem a atuar em filmes de kung fu ou wuxia, mas isso não significava que quisesse seguir carreira como dublê.

Hoje em dia, kung fu e wuxia estavam em declínio, e se juntar a uma equipe de dublês, onde já era difícil se destacar, seria suicídio profissional.

— Mesmo assim, é impressionante. Invista nisso, ser astro de kung fu pode ser um ótimo caminho — Zhen Kung Fu não tinha intenção de convidá-lo.

Entrar para o grupo de Zhen não era coisa simples.

Além da habilidade profissional, o principal era o caráter e a disposição para o sacrifício.

— Obrigado, irmão Zhen! — Hao Yun apertou a mão dele.

Artes Marciais +100!

Sim, era mesmo um astro da luta de verdade.

Começou a ansiar também por aprender algo com Li Lianjie — até então, ele só havia contracenado em cenas dramáticas com Chen Daoming, e seus atributos sempre estavam ligados à atuação.

— Venha, vamos praticar um pouco! — Zhen Kung Fu girou a lança, sugerindo que Hao Yun o atacasse.

Ousaria me desafiar para um duelo até a morte?!

— Não sei se é apropriado, não sei quase nada — Hao Yun sabia que precisava ser cauteloso.

Se por acaso machucasse o protagonista, a equipe de direção o despedaçaria.

Mas a vontade de lutar era grande. Desde que começara a treinar — praticando a “Espada do Portal Profundo Taiyi” —, ainda não havia perdido uma única vez.

Quer dizer, na prática, nunca havia lutado com ninguém.

— Pode ficar tranquilo, vamos devagar — Zhen Kung Fu girou a arma, já um pouco impaciente.

Parecia uma mulher cheia de rodeios.

— Irmão Zhen, sou novato, peço que tenha paciência! —

Hao Yun pegou a espada cenográfica e partiu para o ataque. Essas armas eram feitas de materiais especiais, com aparência idêntica ao metal, mas tão leves que, mesmo acertando alguém, não causariam ferimentos.

Claro, atingir os olhos estava fora de questão.

Zhen Kung Fu bloqueou o ataque de Hao Yun com um simples movimento de lança.

Queria mesmo ver se o garoto, tão elogiado por Huang Weiliang, tinha talento.

Hao Yun começou até com uma certa técnica.

Mas logo percebeu que estava se empolgando demais; mesmo com os 100 pontos de habilidade copiados de Zhen Kung Fu, estava sendo completamente dominado.

Se estivessem usando armas de verdade, Hao Yun já estaria todo furado.

— Nada mal, para um novato, seu talento é fora do comum — Zhen Kung Fu não poupou elogios; o mais interessante era que o garoto aparentemente treinava muito com vídeos seus, pois seus gestos lembravam os dele.

Tinha bom gosto!

Sabia quem era mestre de verdade!

— Ei, Zhen, já está maltratando os novatos logo cedo? — Huang Weiliang apareceu.

— Que nada, só estamos nos divertindo. Estamos te esperando há um tempão, sua postura não está boa — Zhen Kung Fu foi abraçá-lo.

— Então vamos começar... — Huang Weiliang não fez cerimônia.

Hao Yun e outros foram orientados a praticar sequências de luta com Zhen Kung Fu; só depois de atingirem um certo nível poderiam gravar.

Eles não tinham muitas cenas; quando terminaram, foi a vez de Li Lianjie.

Os movimentos desses dois eram ainda mais impressionantes de se ver.

A “Espada do Portal Profundo Taiyi” era claramente só estética, Hao Yun preferiu assistir à coreografia criada pelos instrutores de luta.

Aproveitando, tentava copiar um pouco das habilidades dos dois.

Mas diferente das cenas dramáticas, nas lutas ninguém dava tudo de si nos ensaios, então os atributos adquiridos eram sempre medianos.

Enquanto o resto do set filmava, eles treinavam.

Mesmo superestrelas como Li Lianjie e Zhen Kung Fu comiam marmita igual a todos, apenas um pouco mais caprichada.

Ao final do expediente, Zhen Kung Fu sugeriu irem a um bar beber.

Os outros hesitaram, sem grande entusiasmo — especialmente Li Lianjie, cheio de preocupações, temia ser cercado pela imprensa.

Mas seria indelicado recusar o convite de Zhen Kung Fu.

Ele havia acabado de chegar, não seria demais fazer uma recepção.

— Eu conheço um bar muito bom, bem tranquilo, dá pra entrar pelos fundos, e tem uma sala reservada com total privacidade — Hao Yun ouviu a conversa e logo aproveitou para promover o Bar do Tempo.

O Bar do Tempo era realmente ótimo, pequeno, mas com uma pegada artística.

Cantar, beber, conversar.

O dono, Shen Zhengqi, havia pensado em tudo para receber celebridades; um canto do bar fora elevado, comportando uma mesa inteira, invisível aos demais clientes.

— Então... vamos — Liang Chaowei decidiu dar um voto de confiança ao fã.

Li Lianjie e Zhang Manyu, ao ouvirem que o local era reservado, não se opuseram.

Não sabiam o nome de Hao Yun, mas ele sempre circulava por perto, então pelo menos o rosto conheciam.

— OK, vamos lá, hoje é por minha conta! — Zhen Kung Fu foi generoso.

Eles todos já tinham trabalhado juntos: Zhen Kung Fu e Liang Chaowei em “Nova Espada Borboleta das Estrelas”, com Zhang Manyu em “Nova Estalagem do Portão do Dragão”, com Li Lianjie em “O Homem Deve Lutar Por Si”.

Por isso a sugestão de ir ao bar não foi nada forçada.

Hao Yun, em teoria, não teria direito de ir com eles, mas como indicou o lugar, ganhou o motivo perfeito.

Sua presença ali não incomodava ninguém.

No meio artístico, a esse nível, todos eram discretos, sem conversas paralelas.

Aos olhos deles, Hao Yun era só mais um membro da equipe.

Primeiro, Hao Yun ligou para Shen Zhengqi.

Depois, pegou um carro da equipe e foi direto para a porta dos fundos; ao entrar, já foram conduzidos à sala reservada.

Lá dentro, ninguém os via.

Entre bebidas e conversas, Hao Yun ficou quase o tempo todo em silêncio, servindo as bebidas, trazendo frutas e petiscos.

De tão prestativo, de vez em quando os outros puxavam assunto, para que não se sentisse excluído.

Hao Yun contou um pouco de sua experiência como figurante.

Entre eles, só Liang Chaowei havia passado por esse tipo de dificuldade; para os demais, tudo era novidade.

Hao Yun não ficou o tempo todo ali; quando o cantor do palco saiu, ele ergueu o copo, brindou com todos, despediu-se e foi cantar.

Quando não se pertence ao mesmo círculo, não se deve forçar a entrada.

A menos que se aceite um mestre ou um protetor, e não seja rejeitado, daí em diante seguiria alguém dali.

Como um outsider, Hao Yun não se rebaixaria a isso.

Um arranha-céu começa do chão, o sucesso só depende de si mesmo.

Sentia que, mais cedo ou mais tarde, também se tornaria alguém tão importante quanto qualquer um deles.