Capítulo Sessenta e Três: Coragem diante do perigo?

Eu Sou o Rei Atirador Número Um 2705 palavras 2026-02-07 12:36:02

Só quando cheguei à entrada do beco é que já não consegui mais manter a atuação! Abri a porta do carro de supetão e empurrei Zhou Bingna lá para dentro sem hesitar!

"Dirija, depressa!" praticamente rugi.

“Bang!” A porta foi fechada com força. No instante seguinte, o Rei do Volante já pisava fundo no acelerador, e o carro disparou pela rua.

"Malditos! Isso foi uma farsa! Atrás deles, rápido!" No momento em que a porta foi totalmente fechada, ainda pude ouvir os gritos furiosos dos brutamontes que estavam agachados na esquina sem ousar emitir um som. Quem é enganado assim, claro que se enfurece!

"Quebrem as pernas dele se o pegarem! Encontramos uma mulher dessas e deixamos aquele idiota fugir com ela!" O brutamonte da camisa florida perdeu completamente o controle, correu até uma van e, em questão de segundos, todos os brutamontes estavam a bordo, perseguindo-nos furiosos.

"Droga!" Sentei-me no banco de trás, lancei um olhar à Zhou Bingna ainda desacordada e, ao olhar para a van que nos perseguia sem descanso, senti meu rosto esbranquiçar completamente.

Ainda bem... pelo menos, de qualquer modo, consegui salvar Zhou Bingna... Engoli em seco, tenso, olhando para a van atrás de nós. Lá dentro estavam aqueles brutamontes, dirigindo muito rápido também. Se eles me alcançassem, será que eu sairia vivo?

Aflito, olhei para o Rei do Volante e gritei: "Ei, não pode ir mais rápido? Você está muito devagar!"

Droga, meu tom estava péssimo, mas fazia sentido. Já andei com ele duas vezes, nunca foi tão devagar! Ele não era um ás do volante? Por que agora estava andando a passo de tartaruga? Se aquela van nos alcançasse, eu estaria perdido!

"Estou pensando em umas coisas", respondeu o Rei do Volante, despreocupado, enquanto tirava um cigarro do bolso.

Droga! Fiquei possesso. Como ele pode pensar em fumar numa hora dessas? Está brincando comigo?

"O que você está pensando? Não está vendo que estão nos perseguindo? Pisa fundo, pelo amor de Deus!" Gritei, sempre de olho na van.

"Até posso acelerar, mas... quanto você vai me pagar?" Nesse momento, as palavras do Rei do Volante quase me fizeram cuspir sangue de raiva!

"O quê? Você está maluco? Já te dei duzentos! Da última vez você disse que se eu pegasse seu carro de novo, me daria cinquenta por cento de desconto!"

Já sem saber se ria ou chorava, rebati indignado.

"Quando eu disse isso? Não lembro de nada. E olha só: você salvou essa bela mulher, aquele grupo já deve ter anotado a placa do meu carro. Se descobrirem quem eu sou, estou perdido! Preço fixo: dois mil. Dou um jeito neles agora mesmo!" O Rei do Volante gargalhou, mais cara de pau impossível.

"O quê?!" Quase xinguei alto! Dois mil? Por esse preço só vendendo meu rim! Mas, naquela situação, não tive escolha senão concordar, balançando a cabeça sem parar: "Tá bom, dois mil, só dirige logo!"

"Beleza!" Mal terminei de falar, o Rei do Volante se animou com a promessa do dinheiro, pisou fundo e o carro praticamente decolou.

Meu Deus! Comecei a xingar sem parar. Isso não é dirigir, é voar! Eu estava sentado, mas o arranque quase fez minha cabeça bater no banco da frente! Zhou Bingna, deitada ao meu lado, quase caiu, mas consegui segurá-la a tempo.

"Você!..." Ia reclamar, mas desisti. Ficar bravo com esse cara é inútil! Pensei comigo mesmo, ajeitando a cabeça de Zhou Bingna sobre minhas pernas. O Rei do Volante dirigia tão agressivamente que eu tinha medo de que ela fosse jogada para longe.

Mas, para ser sincero, naquele instante, quando a cabeça de Zhou Bingna repousou sobre minhas pernas, senti meu corpo inteiro tremer. O sangue fervia de emoção, meu coração disparava ao ver aquela beleza tão próxima de mim. Eu queria admirar Zhou Bingna, mas o Rei do Volante fazia curvas tão fechadas que eu mal conseguia me segurar, muito menos apreciar aquela silhueta perfeita! Uma mão segurava o banco da frente, a outra mantinha Zhou Bingna protegida.

Não sei quanto tempo passou, mas depois de uma curva fechada, já não vi mais a van nos perseguindo. Só então soltei um longo suspiro de alívio.

"Para onde você quer ir? Já despistamos eles", perguntou o Rei do Volante. "Aliás, você tem mesmo dois mil?"

"Droga, eu não sou caloteiro", respondi de mau humor, enquanto pegava o telefone, ligava para Hao Long e pedia ao Rei do Volante: "Procure um hotel."

"Sem problemas!" O Rei do Volante riu. Hao Long atendeu, e sem rodeios pedi para ele transferir dois mil. Ele nem perguntou o motivo, apenas desligou e, em menos de três minutos, minha conta tinha cinco mil a mais.

Idiota, pedi dois mil e ele transferiu cinco! Mandei uma mensagem para Hao Long reclamando, mas não consegui esconder o sorriso no rosto.

"Irmão, você é demais! Conseguiu até essa mulher? Ela é espetacular!" O Rei do Volante me olhou, dando várias espiadas em Zhou Bingna.

"Rapaz, que mulher! Só uma noite com ela e eu viveria até menos!" O olhar do Rei do Volante era puro desejo.

"Para de falar e dirige logo", suspirei, achando que ele falava demais.

Mas, para falar a verdade, eu mesmo não conseguia tirar os olhos de Zhou Bingna. Ela estava desacordada, deitada sobre minhas pernas! Fechei os punhos, sentindo o aroma suave que vinha dela, um perfume natural, não aquele cheiro pesado de maquiagem.

Ela ainda vestia uma saia curta, aquelas pernas alvas a menos de um metro dos meus olhos. Minha respiração estava ofegante, meu corpo já reagia.

Naquele instante, lentamente, estendi a mão, fingindo descuido, e a coloquei sobre o peito de Zhou Bingna.

"Ufa..." Admito, naquele momento senti uma espécie de sufoco. Não sei explicar, mas mesmo fingindo ter sido sem querer, percebi toda a maciez. Com o carro chacoalhando daquele jeito, minha mão sentia cada curva suave dela.

"Aguenta, Jiang Feng, pelo amor de Deus, se controla!" Murmurei para mim mesmo. Eu sabia muito bem: se ficasse com aquela mulher, estaria cavando minha própria cova. Embora não conhecesse profundamente Zhou Bingna, só a aura dela já era suficiente para dobrar qualquer homem. Uma vice-diretora que fazia até o diretor obedecê-la: não era alguém com quem se pudesse brincar!

Mas, naquela situação, qualquer homem sucumbiria! Minha mente parecia entorpecida, foi então que avistei um caixa eletrônico. Imediatamente pedi: "Para, vou sacar o dinheiro."

Assim que o carro parou, saltei, saquei o dinheiro e aproveitei para tomar um pouco de ar. Só então minha cabeça clareou. Voltei para o carro mais calmo.

"Vou te falar, irmão, nem sei teu nome, mas já me levou duas vezes no teu carro", disse o Rei do Volante. "Se algum dia precisar, pode me chamar, eu resolvo tudo para você. Pode confiar, mesmo que esteja desesperado, comigo não tem erro! Minha habilidade no volante não é conversa fiada!"

O Rei do Volante pegou o dinheiro sorrindo e continuou a se gabar.

"Sério, em toda a cidade de Wanhai – não, não só em Wanhai, no estado inteiro, até no país todo, se alguém disser que dirige melhor que eu, está mentindo. Os pilotos profissionais são bons, claro, mas dirige na cidade para ver? Eu deixo eles comendo poeira!"

Ele ria alto: "Pode acreditar..."