Capítulo Oitenta: O Buraco Negro Devorador de Almas

A Jornada do Cultivo: Capítulo do Mundo Celestial Pequeno Duan, o laureado explorador 3202 palavras 2026-02-07 11:36:46

— Hum... — Schaefer estava sem palavras; ela havia se esforçado ao máximo para encontrar essa caverna de um verdadeiro imortal, e aquele homem simplesmente entrou, como se fosse algo trivial. De fato, comparar-se aos outros só traz frustração. Ainda assim, ela não ousou ser negligente e continuou: — Para que o senhor saiba, é realmente uma caverna de um verdadeiro imortal.

— Ah, entendi... — respondeu o jovem imortal sorrindo. — Conte-me sobre essa caverna.

Depois que Schaefer explicou, o jovem imortal tocou o queixo, ponderando, e então olhou para frente: — Garota, já que nos encontramos, é destino. Gostaria de me acompanhar?

Se fosse Alexander, certamente ficaria eufórico, pronto a bajular o imortal, mas Schaefer, ao ouvir “destino”, ficou fria e respondeu com reverência: — Sou fraca, temo atrasar seus planos, não ouso acompanhá-lo.

— Oh? — A resposta de Schaefer surpreendeu o jovem imortal. Ele a olhou curioso e sorriu: — Tem certeza?

— Sim, estou certa — disse ela, firme e digna.

— Muito bem! — Ao redor do jovem imortal surgiu um som estranho, como se o próprio espaço tremesse. — Eu partirei, cuide-se.

— Agradeço e me despeço! — Schaefer apressou-se a fazer uma reverência.

O corpo do jovem imortal já se distorcia, mas sua voz ainda alcançou Schaefer: — Não te devo nenhum favor. À frente há uma horda de bestas devoradoras de espírito; com tua força, não conseguirás atravessar. Siga o caminho da minha luz, que deve ser a saída da grande formação. Se sair, dependerá do teu próprio destino!

Ao terminar, o jovem imortal partiu numa luz arrogante.

Schaefer mordeu os lábios, apertou sua lança com força, mas por fim desistiu de seu próprio caminho e voou na direção por onde o jovem imortal havia seguido.

Talvez fosse a direção correta, talvez o jovem já tivesse eliminado as bestas devoradoras de espírito; o fato é que Schaefer voou por algum tempo sem encontrar perigo. Ao cruzar um riacho, várias bestas surgiram entre as rochas, assustando-a. Ela apressou-se a empunhar a lança, pronta para lutar, mas num pensamento rápido, virou-se e fugiu. As bestas, ao vê-la, eram como moscas atraídas pela carne, perseguindo-a pelo riacho.

Enquanto fugia, Schaefer buscava ao redor. Se havia bestas após o riacho, o jovem imortal certamente não atravessou, o que significava que a saída da grande formação não estava longe.

Ao lado do riacho havia colinas onduladas, arbustos baixos e árvores antigas majestosas. Ao ver aquelas árvores, Schaefer brilhou; esforçou-se para voar entre elas. Um lugar assim, com árvores tão imponentes, só podia ser a saída da formação.

Mas, ao entrar, nada aconteceu; nem as folhas se moveram.

— O quê... — Schaefer ficou perplexa. Tentou sair, mas não havia chance: as bestas já haviam circundado as árvores, com bocas abertas e garras prontas para atacar espíritos. Schaefer sentiu um terror profundo em sua alma.

— Se é assim... então lutarei até o fim! — Hesitou por um instante; seus olhos se estreitaram, fitando a besta mais próxima, e murmurou: — Mesmo se morrer, levarei um comigo!

Ao redor de Schaefer surgiu um brilho prateado. A marca de imortal em sua testa se revelou, e o vento uivava na noite, enquanto a energia espiritual fluía loucamente para a marca. Vários espectros surgiram nela, entrando em seu corpo; a luz prateada tornou-se deslumbrante. Sua lança emitiu um raio azul-esverdeado, cruzando o céu em direção à besta!

Ao ver o raio, a besta abriu a boca, liberando uma nuvem vermelha à sua frente. O raio destruiu a nuvem e atingiu a besta.

— Auu... — A besta uivou, o corpo perfurado, jorrando sangue.

Schaefer se alegrou e virou-se para atacar outra, mas sentiu a lança pesar; a energia parecia ser absorvida. Ao olhar, viu a lança tomada por um tom vermelho, que se espalhava como serpentes venenosas.

— Maldição! — Schaefer percebeu que era efeito da nuvem vermelha que sua lança atravessou.

— Chi chi... — Outra besta se aproximava por trás. Com a lança afetada, ela não ousou usá-la. Suspirou, abriu as mãos e — boom — dois pares de asas surgiram sob seus braços, emitindo fumaça negra. No rosto de Schaefer, fios escuros começaram a se espalhar.

— Ah, eu sei que ao usar o espírito demoníaco me aproximo do abismo, mas... há outra escolha? — O rosto dela era de puro desespero, bela e triste. — Beber veneno para matar a sede, nada mais!

Pela terceira vez, Schaefer invocou o espírito demoníaco. As asas se abriram, emitindo luz negra. Ela voou em uma curva estranha, desviando com habilidade do golpe mortal da besta, e cravou a mão esquerda no corpo do monstro.

— Puf... — Só um artefato de imortal poderia perfurar aquela fera, mas Schaefer o fez com facilidade!

— Auu auu! — A besta uivava, enquanto Schaefer arrancava o coração ensanguentado.

Ao ver o coração pulsante, Schaefer sentiu um desejo de devorá-lo cru, o que a assustou; sacudiu a cabeça, tentando expulsar esse pensamento.

No mesmo instante, duas nuvens vermelhas lançadas pelas outras bestas atingiram seu corpo.

— Puf — Ela expeliu sangue misturado com fios prateados; suas asas recolheram-se, e ela caiu ao solo, cambaleando.

— Chi chi... — As duas bestas avançaram ferozmente.

No topo de sua cabeça, a luz prateada brilhou; seu espírito, antes puro e cristalino, agora coberto de marcas negras, segurava a lança e voou para fora. O espírito gritou: — Então morramos juntos!

Emanando luz prateada, a lança disparou um raio azul contra as bestas. O espírito voou sem hesitar, mas só conseguia enfrentar uma; Schaefer, ferida, não podia lidar com a outra. A quarta besta já avançava, suas garras prestes a rasgar o céu acima de Schaefer.

No momento crítico, onde o raio atingia, o ar vibrava; as árvores ao redor brilharam em azul, expulsando as bestas de seu alcance. Até o raio foi absorvido pela luz azul.

— O quê... — Schaefer não entendeu, olhando ao redor, enquanto a luz azul se condensava e caía sobre seu espírito.

Seu espírito, vestindo armadura de imortal, franziu a testa ao ver a luz se aproximar. Quis agir, mas diante da luz que expulsou as bestas, sentiu-se impotente.

— Shhh — A luz azul atravessou o espírito de Schaefer, sem alterar nada, caindo ao chão. — Boom — O solo tremeu, distorcendo-se sob a luz, formando um vórtice escuro.

Schaefer tentou voar para recolher seu espírito, mas o vórtice sugava com força, como mãos gigantes agarrando o espírito, tornando impossível recuperá-lo.

— Isto... isto é um Buraco Negro Devora-Espíritos! — seu espírito exclamou de repente.

Schaefer se assustou: — Como sabe disso?

Seu espírito sorriu, com marcas negras misteriosas no rosto: — Sendo a segunda camada da grande formação, não seria fácil de atravessar.

A resposta não era direta, mas Schaefer, sentindo-se gelada por dentro, entendeu. — Nesse caso, cuidado, companheiro.

— Cuidado juntos! — O espírito semicerrava os olhos, abrindo as asas, cuja fumaça negra parecia bela aos olhos de Schaefer.

— Raa... — O Buraco Negro Devora-Espíritos rugiu, sua força de sucção era tão violenta que Schaefer, mesmo sendo uma imortal, não podia resistir! Juntos, ela e o espírito canalizaram energia para a lança, protegendo-se com a luz azul, mas ambos foram tragados pelo buraco negro.

Não se sabe quanto tempo passou; parecia uma eternidade de tormento. A memória era um luxo, Schaefer apenas cerrava os dentes, canalizando energia para sua lança, protegendo-se com seu artefato vital. Rasgões, dor, impacto, trevas, verde-escuro, eram tudo o que restava em sua mente.

— Shhh... — No verde profundo, um raio de luz branca surgiu, rasgando a escuridão. Toda a tortura sobre o corpo e espírito de Schaefer desapareceu no instante em que a luz apareceu.

— Ufa... — Ela respirou fundo; sabia que finalmente havia atravessado a segunda grande formação da Montanha dos Sete Espíritos!

Sem tempo para verificar seus ferimentos, Schaefer rapidamente recolheu seu espírito, coberto de marcas negras. Assim que o espírito retornou ao corpo, a escuridão sumiu completamente; ela estava agora em um espaço sagrado.

Antes que pudesse observar o lugar, uma cena próxima a deixou atônita.

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