Cinquenta e oito, resolução do caso
No país das porcelanas, existe um velho ditado: “Noite escura para matar, ventos altos para incendiar”. Em uma noite tão escura que não se via a própria mão, finalmente capturaram o suspeito de assassinar cinco mulheres.
Embora não tenha sido pego em flagrante, foi quase isso. O criminoso falhou desta vez: não conseguiu capturar a bela vítima, e acabou sendo detido pela equipe de Lei Yan.
O Grande Qin imediatamente anunciou que o caso de assassinatos em série estava solucionado. O suspeito era de aparência repulsiva e comportamento mesquinho. Após um interrogatório noturno, confessou sem reservas seus crimes. O anúncio de que o caso havia sido resolvido foi espalhado por todo lado, como se temessem que o povo não soubesse.
A população comentava sobre o assassino, e nos rumores, ele era tido como um imbecil, um analfabeto incapaz de copiar um poema corretamente, um idiota irremediável, um inútil completo. Os métodos do criminoso eram tão rudimentares que qualquer pessoa com um mínimo de inteligência poderia capturá-lo. As histórias sobre o criminoso foram tema de conversas e diversão durante as refeições por vários dias.
Lei Yan e os demais tornaram-se grandes heróis. O Grande Qin voltou a viver em festa, e as mulheres das famílias nobres ousaram vestir-se menos recatadamente. Contudo, como diz o ditado, “quem foi mordido por cobra, teme até o cordão do poço por três anos”. Embora o criminoso tenha sido capturado, poucas mulheres da alta sociedade ousavam sair sozinhas, tanto à noite quanto de dia, sempre acompanhadas por uma legião de guarda-costas. Afinal, em tempos turbulentos, ninguém queria encontrar outro assassino em série.
Os dias de tranquilidade duraram pouco. Um novo incidente abalou o Grande Qin: uma mulher de alta posição, que se enquadrava nos critérios das vítimas anteriores, foi atacada durante um encontro noturno com seu amante, enquanto estava sozinha. O resultado, porém, surpreendeu a todos: era uma armadilha preparada por Lei Yan e sua equipe. A mulher saiu ilesa, e o agressor foi capturado no ato. Este, sim, era o verdadeiro criminoso; o anterior fora apenas um isco para atrair o verdadeiro assassino.
Após a análise das evidências pelo chefe, pegadas e marcas de pneus coincidiam com as encontradas nos locais de crime.
O “Esqueleto” usou o banco de dados da polícia para comparar impressões digitais, obtendo informações sobre a identidade civil do criminoso.
Seu nome era Jorge, vindo de uma família desfeita, vivendo com a mãe. Ela era alcoólatra e violenta, fr