Quarenta e Oito, na Cidade (Quarta Parte)
Neste momento, Lei Yan encontrava-se em uma situação desesperadora. Ouvir alguém chamando por ele foi como se um astronauta preso na Lua recebesse um sinal de resgate vindo da Terra; a alegria que sentiu foi imensa. Apressou-se a tirar o rádio policial do bolso do paletó, pronto para responder, mas o sorriso congelou em seu rosto.
Bem à sua frente, o soldado caído, com a pele de um tom púrpura-azulado, abriu os olhos de repente. O olhar era feroz e aterrador; um som gutural e grave escapava de sua garganta enquanto lentamente erguia a arma que segurava.
O rádio continuava transmitindo chamados incessantes, mas Lei Yan não ousava responder. Não sabia se aquele soldado diante dele já era um morto-vivo, ou em que estágio desse processo se encontrava, e por isso não se atrevia a fazer qualquer movimento.
No entanto, o soldado não parou. Com um urro baixo, avançou contra Lei Yan empunhando a arma. O interior do tanque era extremamente apertado; num piscar de olhos, Lei Yan já estava em confronto direto com o soldado armado. Segundos depois, um disparo ensurdecedor ecoou dentro do compartimento do tanque...
O Detetive de Segunda Classe – Capítulo Quarenta e Oito: Na Cidade (Parte Quatro)
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