Quarenta e sete, na cidade (3)

Detetive de Segunda Classe Corpo Frutado de Laranja 818 palavras 2026-02-09 14:02:16

O relato começa com Leiyan caindo ao chão, esmagando o zumbi que o agarrava. O zumbi mantinha-se firme, segurando sua mochila, e Leiyan, aproveitando o momento, libertou-se das alças do acessório, tentando recuperá-lo. Contudo, um zumbi já avançava sobre ele; Leiyan chutou a criatura, derrubando-a, e voltou-se para alcançar o cavalo ao seu lado.

Mas tudo aconteceu rápido demais. O animal que o havia trazido até ali já estava cercado por uma dúzia de zumbis, tombado no chão, com o ventre rasgado por dentes vorazes. O sangue do cavalo jorrava, seus intestinos e órgãos internos quentes escorrendo para fora. O animal ainda não estava morto, gemia e respirava com dificuldade, enquanto mais zumbis se lançavam sobre sua cabeça e pescoço, mordendo-o com fúria.

Percebendo que não havia salvação para o cavalo, Leiyan viu ao lado um tanque de guerra. Num lampejo de inspiração, empurrou um zumbi que bloqueava seu caminho, deitou-se e rastejou para o espaço sob o tanque. Ele rastejava e os zumbis também, alguns se infiltrando pelas extremidades do veículo, convergindo para atacar Leiyan.

Por alguns instantes, Leiyan avançou, mas logo percebeu que estava cercado por zumbis, todos exalando um hálito nauseante e exibindo faces monstruosas. Sentiu-se como se tivesse sido lançado numa caverna de gelo, o frio percorrendo-lhe o corpo dos pés à cabeça. Sacou a única pistola que ainda tinha na cintura e abateu dois zumbis que já o alcançavam. Mais dois vinham pela frente e ele também os derrubou a tiros, mas quando tentou continuar atirando, percebeu que as munições haviam acabado.

Os zumbis de ambos os lados avançavam, agitando dentes e garras. Desesperado, Leiyan virou-se, resignado a encontrar uma posição menos desconfortável para morrer. Mas esse movimento revelou, logo acima de sua cabeça, uma saída circular.

Leiyan respirou fundo, agarrou-se à borda da saída e se lançou para dentro. As garras dos zumbis quase o alcançaram, mas por pouco ele escapou de se tornar alimento das criaturas.

A saída era uma escotilha inferior do tanque. Leiyan entrou no veículo, trancou a escotilha com a pesada tampa de metal, e só então, exausto e suado, sentou-se no interior do tanque para recuperar o fôlego.

O interior estava vazio, exceto por cartuchos espalhados pelo chão e um corpo de soldado, deitado diante dele, com o rosto arroxeado, indicando que estava morto há muito tempo. Enquanto Leiyan, atordoado, não sabia o que fazer, ouviu o rádio policial em seu bolso emitir um sinal. Uma voz desconhecida perguntou: "Alô, você ainda está vivo? Se estiver, responda!"

O capítulo quarenta e sete de "O Detetive Medíocre" — Na Cidade (III) — está sendo digitado. Por favor, aguarde um momento. Assim que o conteúdo for atualizado, basta recarregar a página para obter as últimas novidades.