Capítulo 111, 182 mil unidades (peço a primeira assinatura, peço assinaturas!)
Prédio novo, quatro andares.
Desta vez, Renato Dezi trouxe a chave.
Ao abrir a porta, os dois entraram com cuidado, como quem teme acordar a mãe e a filha que dormiam.
No salão, Renato largou a bolsa e disse para Joaquim: “Vou arrumar sua cama, você tome um banho e vá dormir cedo.”
Joaquim, já querendo tomar banho há tempos, não reclamou, apenas assentiu, tirou roupas limpas da mochila e foi para o chuveiro.
Mas poucos segundos depois, ele saiu com cara de quem está constipado.
Renato percebeu e não perguntou nada, entrou tranquilo no chuveiro, organizou algumas roupas pessoais da esposa e da filha, e só então saiu.
“Pode ir tomar banho.”
“Certo.”
...
Joaquim dormiu profundamente e só acordou às 7h42.
Tinha dormido quase quatro horas.
Entreabrindo os olhos, vendo a luz dourada pousada no parapeito da janela, ele se espreguiçou depois de um momento de inquietação.
Bateu na cabeça ainda meio sonolento, suspirou: “Não é minha casa, não posso dormir mais.”
Senão, vai acabar irritando todo mundo.
Ah, Renato Dezi, por que me trouxe aqui?
Estou ferrado.
Levantou, lavou o rosto, ajeitou a aparência e saiu do quarto.
Quando chegou na sala, não havia ninguém.
Só Yang Manjing, vestida de rosa, brincava com um telescópio na varanda.
Que tranquilidade.
Quando o homem mais velho a viu, Yang Manjing sentiu alguém atrás e se virou a tempo.
Ela não ficou surpresa ao ver Joaquim.
Seu olhar passeava por ele e a boca se abriu e fechou várias vezes, querendo cumprimentá-lo, mas não conseguiu dizer nada.
Na última vez foi assim, agora também; Joaquim estava exasperado.
De repente, ele decidiu brincar.
Olhou fixo para ela e perguntou: “Você queria me chamar de ‘irmão’? Ou ‘querido primo’? Ou ‘primo, bom dia?’”
Ao ouvir, Yang Manjing arregalou os olhos, fechou a boca e ficou pasma — nunca tinha visto alguém tão descarado.
Joaquim leu seus pensamentos e disse direto: “Prima.”
Yang Manjing ficou muda.
“Prima.”
“...”
“Prima.”
“...”
“Prima.”
“...”
“Primo, primo.”
Vendo a expressão confusa da garota, Joaquim sorriu e perguntou: “Onde está o tio?”
Ao ver que ele não a chamava mais de prima, Yang Manjing suspirou aliviada e respondeu: “Foi trabalhar.”
Como esperado, Joaquim continuou: “E sua mãe?”
Percebendo que ele não chamou a “tia” de “tia”, mas sim de “sua mãe”, Yang Manjing percebeu qual era a intenção dele.
“Ela foi comprar comida.”
Joaquim assentiu e ficou em silêncio. Tirou uma garrafa de água da mochila, foi até o bebedouro e encheu um copo.
Tomou um grande gole e perguntou: “Ela foi comprar frutos do mar de novo?”
Yang Manjing ficou sem palavras. Não era boba e entendeu o que ele queria dizer.
Ela sabia muito bem como tinham ficado os quatro pratos de frutos do mar da última vez, e entendia por que a mãe agira assim.
Vendo que a prima ficou sem jeito, Joaquim parou com as brincadeiras, fechou o copo, guardou na mochila e disse:
“Vou procurar o tio, tenho um assunto. Vou indo, mande lembranças para sua mãe, e capriche nos cumprimentos.”
Falou e saiu, sem esperar resposta.
Yang Manjing ficou parada, observando a porta se abrir, fechar e ele desaparecer...
No começo, nada sentiu.
Depois hesitou e saiu silenciosamente, apoiando-se no corrimão para olhar para baixo.
Estava curiosa.
Viu Joaquim descendo degrau por degrau, contornando cantos e mais cantos...
Até que não pôde mais vê-lo.
...
As ruas de Shenchen eram cheias e as casas antigas, mas o movimento era intenso e animado.
Descendo as escadas, Joaquim quis acelerar e pegou um atalho.
Ao passar por um bairro residencial, encontrou várias moças de salão sentadas na porta esperando clientes.
Todas vestiam jaquetas jeans, calças jeans e tinham cabelos ondulados, além de rostos bonitos.
Quando Joaquim olhou para elas, todas olharam para ele.
Uma jovem parecia mais tímida; quando o olhar lascivo do homem passou por ela, ela desviou o rosto, envergonhada.
Interessante.
Ao passar por ela, ele perguntou de repente: “É novata?”
A garota ficou ainda mais envergonhada, virou-se de costas, abaixou a cabeça e encostou na parede de cal, sem querer olhar para ninguém.
As outras riram.
Alguém perguntou: “Chefe, quer cortar o cabelo?”
“Agora estou ocupado, depois a gente vê.” Joaquim respondeu sem corar e saiu.
“Depois a gente vê” era só desculpa, todos sabiam.
...
Em linha reta, eram 300 metros, mas Joaquim levou mais de dez minutos, desviando pelos becos.
Diferente das outras vezes, na entrada da alfândega havia muita gente na fila para fazer procedimentos temporários.
Olhando ao redor, Joaquim avistou a esposa de Hui e Sun Fucheng.
Antes que pudesse falar, a mulher de Hui acenou e chamou: “Irmão mais novo, aqui!”
Joaquim foi até lá e perguntou: “Sogra, vocês chegaram há muito tempo?”
Ela sorriu: “Acabamos de chegar, você já tomou café?”
Joaquim balançou a cabeça: “Acabei de acordar, vim direto para não fazer vocês esperarem.”
Perguntou novamente: “Vocês já comeram?”
“Sim, comemos rolinho de arroz.” A sogra respondeu, “Você vai comer algo? Nós esperamos aqui na fila.”
Joaquim sentiu fome, não quis fazer cena e planejava comer algo na rua.
Ainda não tinha se virado quando ouviu alguém chamando na entrada da alfândega.
Guo Hailong acenava: “Joaquim, Joaquim, venha cá.”
“Tio, bom dia.”
Ao ver Guo, Joaquim iluminou os olhos e correu até ele; ainda antes de chegar, o cigarro já estava na mão.
Guo pegou o cigarro sorrindo: “Você vai entrar, né? Seu tio falou comigo esta manhã, pode chamar seu pessoal para entrar juntos.”
“Ah, obrigado, tio.” A mensagem era clara: tinha privilégio, não precisava pegar fila, podia furar a fila e entrar direto.
Com essa sorte, quem não ficaria feliz?
Sob olhares de inveja e admiração, Joaquim e os outros fizeram os procedimentos temporários rapidamente e entraram na alfândega.
No escritório de Renato Dezi, ele não estava; perguntaram e disseram que estava em reunião.
Joaquim, que conhecia o lugar, escolheu um lugar para sentar e disse para a sogra de Hui e Sun Fucheng: “Sogra, senhor, vamos descansar um pouco, pode ser que demore.”
Eles trocaram olhares e sentaram juntos, respeitosamente.
Esperaram por pelo menos meia hora; Joaquim chegou a adormecer na cadeira.
Quando Renato voltou da reunião, entrou e acenou para eles apressadamente: “Vamos, vou levar vocês, tenho compromisso depois, o tempo é curto.”
Eles se levantaram sem demora, pegaram as mochilas e seguiram rápido.
...
No depósito da alfândega, na ala oeste.
Renato Dezi levou os três a um depósito grande e apontou para dentro:
“Desta vez tem muita roupa, de todos os tipos e marcas, no total 182 mil peças. Aproveitem e me digam o que gostarem.”
Olhando para as roupas empilhadas por código, Joaquim ficou pasmo.
Tanta roupa?
É demais!
Puxa vida!
Joaquim ficou animado, aquilo era dinheiro!
A sogra de Hui e Sun Fucheng também ficaram boquiabertas.
Estavam maravilhados!
ps: Um novo dia, um novo mês, peço votos e doações!
Vamos com tudo!!!