Capítulo 113, Trocaram Olhares por um Instante (Por favor, assine, apoie a primeira assinatura!)

Renascendo na Grande Era de 1993 Bambu-doce de março 2635 palavras 2026-04-01 15:55:37

Zhang Xuan leu o caderno mais uma vez e, ao final, devolveu-o a ela, suspirando com sinceridade: "Ótimo. Com a sua palavra, cunhada, agora posso finalmente ficar tranquilo."

O seu suspiro não era mera formalidade, mas um sentimento genuíno.

A cunhada Hui, essa mulher, estava cada vez mais desembaraçada; sua forma de falar e agir revelava, a cada dia, o porte de uma mulher de negócios de sucesso, tal como ele recordava de suas vidas passadas.

Após terminarem o *changfen*, apressaram-se para o hotel onde pai e filha estavam hospedados.

A cunhada Hui entregou um saco de dinheiro a Zhang Xuan e disse em voz baixa: "Irmãozinho, aqui estão todas as economias minhas e do seu irmão. São 326 mil no total, pode conferir."

"Sim."

Quando o assunto era dinheiro, Zhang Xuan nunca se descuidava. Abriu o fecho e, ali mesmo, começou a contar.

Após cerca de vinte minutos, confirmando que a quantia estava correta, Zhang Xuan fechou o saco e, ao colocar a mochila nas costas, disse a Sun Fucheng: "Velho, o valor é muito alto, preciso que me acompanhe até a entrada da alfândega."

"Combinado." Sun Fucheng respondeu com um sorriso radiante, encaixando sua faca *tri-blade* na fivela das costas, indicando que, mesmo que ele não pedisse, faria exatamente isso.

O homem mais velho lançou um olhar para a faca *tri-blade* e sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha; sem querer prolongar sua estadia, virou-se e partiu.

Departamento Financeiro da Alfândega.

Ao encontrar Tan Lu novamente, ela havia trocado de roupa. A camisa branca de antes dera lugar a um conjunto roxo que, bem ajustado ao corpo, chamava bastante a atenção.

Bonita.

Lançando um olhar discreto para o decote, Zhang Xuan entregou os documentos necessários e, com um sorriso radiante, cumprimentou-a:

"Boa tarde."

"Boa tarde."

Tan Lu respondeu com um sorriso, pegou os papéis e, ao dar uma olhada, perguntou surpresa: "Desta vez é tanto assim?"

Zhang Xuan assentiu levemente: "Pois é, peço desculpas pelo incômodo."

O som de teclado e papéis se seguiu.

Em dado momento, Tan Lu levantou a cabeça e sorriu: "Precisa pagar 300 mil."

"Certo."

Zhang Xuan respondeu e, abrindo o saco, começou a retirar o dinheiro em maços.

Sua expressão serena e o modo ágil como manuseava o dinheiro fizeram com que a senhora de sobrenome Yao, ao lado, não conseguisse evitar lançar alguns olhares curiosos.

Contar o dinheiro, verificar as notas... Tan Lu levou cerca de dez minutos. Por fim, assinou alguns papéis, carimbou os documentos e o assunto estava resolvido.

"Obrigado," disse Zhang Xuan com cortesia, pegando o recibo e a autorização antes de sair.

Assim que ele desapareceu pela porta, a senhora Yao inclinou-se e brincou: "Esse rapaz bonito olhou para o seu decote quatro vezes em meia hora."

Tan Lu apertou um pouco a roupa no peito e retrucou, rindo: "É mesmo? Então você ficou observando o rapaz por meia hora?"

Ao sair do departamento financeiro, Zhang Xuan olhou para o céu e percebeu que ainda era cedo.

Refletiu um pouco na entrada e desistiu da ideia de ir imediatamente ao escritório procurar Ruan Dezhi. Em vez disso, dirigiu-se ao armazém da alfândega.

Tirou os cigarros *Double Happiness* que havia preparado e, com um sorriso, distribuiu um maço para cada um dos conhecidos.

Ao final, encontrou o Xiao Liu e perguntou baixinho: "Irmão Liu, você sabe onde há algum armazém vago para alugar nas redondezas?"

Xiao Liu abriu o maço, tirou dois cigarros, colocou um na própria boca e ofereceu o outro a Zhang Xuan.

Com um estalo do isqueiro, ambos acenderam.

Dando uma tragada profunda, Xiao Liu olhou em volta de forma astuta e perguntou em voz baixa: "Você não consegue levar esse lote de mercadoria de uma vez só?"

Zhang Xuan sorriu, confirmando com o silêncio.

Xiao Liu, que trabalhava na alfândega há anos, entendeu logo o esquema e disse com um sorriso de canto: "Parece que você também é um esperto. Deve ter lucrado bastante com esse pedido, não é?"

Sem esperar pela resposta de Zhang Xuan, continuou: "Mas, se quer um armazém, perguntou à pessoa certa."

Ao ouvir isso, o sorriso de Zhang Xuan se abriu mais um pouco: "Onde tem? Por favor, me dê uma luz, depois te convido para beber."

Xiao Liu deu outra tragada, apontou para o próprio nariz com o cigarro e riu: "Eu, eu tenho um armazém."

Zhang Xuan, confuso, perguntou entre o sério e o brincalhão: "Você tem?"

"Vamos! Vou te mostrar." Vendo que ele ainda estava cético, Xiao Liu levantou-se imediatamente e saiu andando.

Zhang Xuan despediu-se rapidamente dos outros funcionários da alfândega e seguiu-o.

Após saírem da alfândega e dobrarem algumas ruas na área residencial, pararam diante de uma casa térrea de tijolos vermelhos.

Xiao Liu gritou para o sobrado ao lado: "Velha rabugenta, saia para atender o cliente! O negócio chegou!"

Zhang Xuan revirou os olhos, um tanto chocado com o termo "atender o cliente".

A porta do sobrado se abriu e uma mulher saiu.

À primeira vista, sua aparência era comum; ao olhar novamente, continuava comum.

Nada impressionante.

Não era de se espantar que a chamasse de "velha rabugenta".

Xiao Liu apresentou-a sorrindo: "Esta é a minha patroa."

Zhang Xuan sorriu e cumprimentou educadamente: "Olá, cunhada."

A mulher, chamada Song Qing, lançou um olhar fulminante a Xiao Liu, mas sorriu e assentiu para Zhang Xuan, tratando-o com cortesia.

A casa de tijolos vermelhos, simples por fora, era espaçosa por dentro e contava com todas as instalações necessárias para um armazém.

Zhang Xuan deu uma volta, satisfeito, e perguntou: "Irmão Liu, como faremos o pagamento?"

Xiao Liu, um sujeito astuto, fingiu não ouvir enquanto tragava o cigarro.

Song Qing olhou para Xiao Liu e, com cumplicidade, tomou a palavra: "Irmãozinho, quanta mercadoria você tem e por quanto tempo pretende alugar?"

Zhang Xuan ponderou um pouco e respondeu com cautela: "São 90 mil peças de roupa. O prazo é incerto. Cerca de meio mês, talvez menos. Pode calcular como meio mês para mim."

Song Qing assentiu, lançou um olhar discreto para Xiao Liu e, ao ver o marido fazer um gesto, disse:

"Bem, como você é conhecido do Xiao Liu, farei o preço mínimo: 80 yuans por dia."

80 yuans por dia era uma ninharia comparado ao valor daquela mercadoria.

Sem querer perder tempo com negociações e sentindo que, sendo um colega de trabalho da alfândega, ele seria mais confiável que um estranho, Zhang Xuan aceitou prontamente:

"Certo, fechado. Fico por meio mês."

Acordo feito, papéis assinados, dinheiro entregue.

Ao entregar uma das vias do contrato, Xiao Liu disse sorrindo: "Se meio mês não for suficiente, me avise antes de vencer o prazo para renovarmos."

"Combinado, obrigado, Irmão Liu."

Ao sair da casa, Xiao Liu convidou-o: "Irmão Zhang, ainda não jantou, certo? Dê uma chance a este irmão e deixe-me te levar para comer algo bom."

Zhang Xuan sorriu, sem recusar nem adiar, mas explicou honestamente que o Sr. Ruan Dezhi lhe pedira para jantar em casa.

Ao final, disse com sinceridade: "Deixemos para outro dia, pode ser? Eu pago a conta e beberemos até cair."

Xiao Liu refletiu um pouco e, sem pressioná-lo, deu-lhe um tapinha no ombro: "O jantar do Chefe Ruan vale a pena."

"Chefe Ruan?" Zhang Xuan captou o ponto central.

"Seu tio foi promovido, você não sabia?" Xiao Liu pareceu surpreso.

"Ah!" Zhang Xuan sorriu.

Xiao Liu riu e revelou mais uma novidade: "O Chefe Ruan está com sorte dobrada. Sua prima passou na universidade, parece que na área de locução e apresentação."

"É mesmo? Então obrigado, Irmão Liu. Já está tarde, preciso ir."

"Não há de quê. Quando tiver tempo, vamos jantar."

"Com certeza."