Capítulo cento e seis: um único gesto para reger o mundo

A Jornada do Cultivo: Capítulo do Mundo Celestial Pequeno Duan, o laureado explorador 3159 palavras 2026-03-31 08:58:24

—Ah... —suspirou Xiao Hua. Ele originalmente planejava tentar fundir o espírito do Rei do Gelo após temperar a Espada Fragmentada do Gelo, mas agora percebia que era melhor esquecer essa ideia. Forjar a Espada Fragmentada do Gelo era um processo longo e não algo que se completasse de uma vez; Xiao Hua estava decidido a enfrentá-lo.

Em seguida, fechou os olhos para meditar e começou a compreender a Técnica do Sol que Cobre o Céu, da qual já havia desvendado um segredo chamado Técnica da Semente de Mostarda para Condensação de Yuan. Essa técnica era um método de fortalecimento do espírito primordial, no qual o espírito passava por ciclos de condensação e expansão contínuos, tornando-se tão vasto quanto um oceano ou imenso como uma nebulosa, algo verdadeiramente impressionante.

Entretanto, a prática dessa técnica era extremamente árdua e tediosa. Para começar, os requisitos iniciais eram quase fatais: o corpo imortal deveria entrar em um estado de quietude absoluta, a mente totalmente focada no espírito primordial, sem utilizar nenhuma energia imortal. O treino do espírito era como o bater do coração, contraindo e expandindo sem cessar. Além disso, durante esse rigoroso fortalecimento, era necessária uma abundante energia espiritual natural para nutrir o espírito. O problema era que o cultivador não podia usar energia imortal, e essa energia espiritual deveria ser natural; sem uma caverna sagrada ou terra abençoada no reino celestial, e sem anos incontáveis de prática, não haveria progresso.

Vendo a dificuldade da Técnica da Semente de Mostarda para Condensação de Yuan, Xiao Hua lamentou não poder cultivá-la naquele momento. Após a meditação, ele retirou cuidadosamente a insígnia negra que Yun Feng lhe entregara. A insígnia exalava um calor raro ao toque, e uma estranha barreira mágica bloqueava seus pensamentos. Após ponderar, Xiao Hua entrou em seu espaço interior com a insígnia.

Com um sopro, a superfície da insígnia se iluminou com milhares de runas douradas que explodiram como bolhas, revelando sua verdadeira aparência: uma cor laranja-avermelhada com finas linhas ondulantes que pareciam água. Embora as linhas parecessem superficiais, seus olhos perceberam um plano infinito se formando dentro da insígnia, com pequenos pontos brilhantes que lembravam runas, mas com um brilho opaco e uma névoa fina que os encobria.

Xiao Hua franziu a testa e tocou a insígnia, que imediatamente formou uma alta curva como uma onda e seu calor aumentou. Pensando melhor, ele guardou a insígnia com cuidado. Sua experiência em encontrar tesouros dizia que, se fosse realmente valiosa, não se revelaria antes do momento certo; se não fosse, poderia ficar guardada no espaço sem problemas.

Depois, Xiao Hua examinou uma a uma as Esferas Imortais de Tinta. Como esperado, Yun Feng, da família real da Montanha do Espírito Primordial, sempre apresentava técnicas secretas que arrancavam um sorriso do tradutor. Enquanto observava, de repente parou, franzindo as sobrancelhas com surpresa ao olhar uma das Esferas.

Era uma esfera comum, aparentemente igual às outras, contendo uma técnica secreta interessante. Fora do espaço, nem mesmo Xiao Hua, com sua mente afiada, perceberia algo. Mas dentro do espaço, ele notou que havia registros ocultos sob a técnica.

—Estranho... —murmurou Xiao Hua, ponderando se os registros antigos não haviam sido apagados ao escrever a técnica.

Mas ao pensar em sua própria experiência escrevendo nas Esferas, isso não fazia sentido.

Ele tentou extrair a técnica da esfera com a luz que passava por ela, mas ao separar o conteúdo, os registros internos começaram a se distorcer, como se fossem desaparecer.

Xiao Hua interrompeu a ação, aliviado por não ter agido precipitadamente.

Após reflexão, ele fez seus olhos emitirem finos fios de luz em formato de rede que tocavam o conteúdo interno da esfera. Assim, revelou-se uma escrita estranha, não parecida com nenhum idioma conhecido, em tom dourado, porém com brilho opaco. Quando os fios de luz tocavam as letras, elas se transformavam em uma névoa branca que começava a desaparecer, como o declínio das forças vitais dos imortais.

Felizmente, enquanto as letras desapareciam, algumas imagens entraram na mente de Xiao Hua, que sentiu uma dor aguda na cabeça. Fora do espaço, sua marca imortal no centro da testa brilhou intensamente, envolvendo todo seu corpo em luz prateada.

—Incrível! —exclamou Xiao Hua, sentando-se em posição de lótus para compreender melhor.

Depois do tempo de uma refeição, abriu os olhos com brilho especial.

—Dentro desta Esfera Imortal de Tinta está escondida uma técnica chamada "O Universo em Uma Mão"! —disse sorrindo—. Essa técnica, se for aperfeiçoada, permite criar instantaneamente um pequeno universo dentro da palma da mão e detoná-lo contra inimigos, com um poder comparável ao do cosmos. Claro, há vários desafios. Primeiro, condensar o pequeno universo, que pode levar tempos variados e ter diferentes tamanhos; segundo, temperar a palma da mão, pois o explosivo pode ferir o próprio cultivador, exigindo uma mão resistente; terceiro e mais importante, é necessário profundo domínio da força espacial, começando com a criação de uma marca espacial na palma, que abarca desde a menor poeira até colinas, formando o pequeno universo.

—Parece uma técnica magnífica, mas... está incompleta —lamentou—. Faltam os métodos para temperar a marca espacial e para condensar o pequeno universo, tornando impossível o cultivo.

—No entanto, essa técnica tem uma vantagem: embora o cultivo do pequeno universo exija energia imortal, uma vez preparado, sua utilização demanda pouquíssima energia, até mesmo menos do que o esforço normal, bastando um gesto para resolver tudo.

—Que pena! —disse Xiao Hua, guardando a esfera—. Este é um tesouro do passado, nenhum imortal poderá cultivá-lo hoje. Eu lembro da técnica, mas não posso reproduzi-la com a escrita celestial, e sequer posso passá-la adiante sem antes aperfeiçoá-la.

Enquanto suspirava, seu corpo tremeu subitamente. Ao olhar para a mão esquerda, uma expressão estranha surgiu no rosto.

Ele havia se esquecido que recentemente um espaço estava se formando na palma da mão esquerda, um espaço do Olho da Verdade Desfeita (conforme visto em sua obra anterior "Crônicas do Cultivo Divino", volume um). A origem do Olho da Verdade Desfeita já estava um pouco esquecida, mas Xiao Hua sabia de sua eficácia. Na Terra, esse olho ajudava a ver armadilhas desconhecidas, facilitando sua fuga.

Mais tarde, com a aparição da Relíquia do Buda, sua duplicata Buda cultivou a Visão Celestial, e a função do Olho da Verdade Desfeita migrou para a testa, enquanto o da mão esquerda foi abandonado.

Durante sua ascensão, seu corpo transformou-se em uma criatura demoníaca da Aliança dos Demônios, e ele desconhecia o paradeiro daquele olho.

Agora, ao olhar para a mão esquerda, um contorno espacial sutil reaparecia.

Xiao Hua saiu rapidamente do espaço e olhou para a mão esquerda do bebê, confirmando a existência de um grande espaço.

—O Céu tem olhos! —sorriu—. Essa técnica "O Universo em Uma Mão" foi feita sob medida para mim! Não preciso me preocupar em criar a marca espacial na palma; basta começar a compreender a manipulação das marcas espaciais e como condensar o pequeno universo! E no controle da marca espacial, já tenho profundo entendimento, não será difícil.

Nesse instante, uma nova luz brilhou em seus olhos, e ele bateu palmas sorrindo:

—Ah, o Cajado Celestial dos Cinco Elementos só existe um, o tal do Mestre Relâmpago sabe usar, a Fênix e a Fênix do Carvalho também, mas eu não consigo encontrá-lo quando quero. Agora, abrindo o espaço na mão esquerda, guardarei o Cajado Celestial ali, e veremos quem ousa roubá-lo!

Com isso, Xiao Hua sentou-se em posição de lótus, mão esquerda no peito, fechou os olhos para compreender a técnica.

Depois de uma hora, um pequeno ponto luminoso do tamanho de uma ponta de agulha começou a se formar na palma da mão. O ponto era minúsculo, quase invisível a olho nu.

Ao mesmo tempo, a marca imortal em sua testa revelou sua verdadeira forma estrelada. No centro, uma semente do Dao púrpura surgiu, com três mil dobras, uma delas rachando com um estalo, de onde brotou uma linha que, como um broto, fez o corpo espiritual de Xiao Hua cintilar e transformar-se em um contorno negro. A luz ao redor foi absorvida para dentro desse contorno escuro.

Sua mão esquerda também se tornou um contorno, com o pequeno ponto luminoso pulsando e gerando ondas de luz que se espalhavam pelo espaço diminuto.

Após um tempo indeterminado, Xiao Hua emergiu da escuridão, olhou para a mão esquerda, ergueu a sobrancelha e, com certo desagrado, perguntou para a abertura do espaço:

—Não era para ser no décimo dia lunar? Por que voltou tão cedo?

Ps: Ao manifestar a técnica "O Universo em Uma Mão", sua mão tomou a forma cósmica e ele recitou o mantra: —Ingressos recomendados!!!