Um filho de um rico comerciante, frágil e doente desde a infância, ao buscar desesperadamente um método para prolongar sua vida, acaba por acaso trilhando o caminho da ascensão espiritual! Durante o a
Dentro do majestoso salão envolto em névoa, no final de uma escadaria de jade azul que se estendia por dezenas de metros, um homem trajando um manto dourado estava sentado ereto numa gigantesca cadeira de alabastro, pura como a neve.
O esplendor dourado do grande salão contrastava com a desordem que reinava. No chão, espalhavam-se armas partidas — machados, alabardas, ganchos, lanças — junto com toda sorte de tesouros raros, enquanto várias das colossais colunas entalhadas com dragões estavam quebradas, restando apenas os tocos. O ambiente, antes imponente e austero, agora mergulhava num silêncio absoluto; além do homem de manto dourado, nenhuma outra presença vivente se fazia notar.
O homem, alheio à devastação ao seu redor, mantinha o olhar fixo e vazio num objeto próximo ao solo. Sobre uma grande placa, quase metade dela destruída, reluziam duas imensas letras douradas que exalavam uma aura de autoridade: “Céus Elevados”.
De súbito, um estrondo retumbante ecoou. Todo o salão estremeceu levemente, e, nos cantos, surgiram intricados padrões prateados de energia espiritual, que rapidamente se entrelaçaram em sucessivas camadas, até cobrirem a vasta extensão do salão como uma gigantesca teia cintilante.
Do lado de fora, trovões ribombavam sem cessar, enquanto dentro, as linhas prateadas pulsavam e reluziam com furor. O chão fendeu-se, o teto gemeu sob o peso de uma dor invisível.
“Enfim, chegou o momento...” murmurou o homem em dourado, erguendo finalmente o rosto para o topo do salão. Uma tênue luz branca cobria-lhe as feições, tornando impo