Capítulo 115: Você Definitivamente Está Meio Doente! (Por Favor, Vote!)

Este astro do cinema só quer passar em concursos Senhor Jiang Abau 3276 palavras 2026-04-01 15:53:54

“É sério? Segundo lugar!” Ma Yuke brincava com o troféu de Hao Yun, com uma expressão de incredulidade.

“Pode apostar que é verdade.” Hao Yun não escondeu o motivo de ter saído do set desta vez.

Várias pessoas se juntaram para ver seu troféu e certificado.

“Ainda no grupo adulto...” An Xiaoxi, por ser mais jovem e com um papel importante, tinha dificuldade de se enturmar, então só era um pouco mais próxima de Hao Yun.

Eles estavam esperando o início da coletiva de imprensa, um pouco entediados, então sentaram juntos para conversar.

An Xiaoxi, Jiang Xin, Liu Tao, Ma Yuke...

Hao Yun era muito querido por todos; mesmo interpretando Yun Zhonghe, ninguém o desprezava, muito menos achava que ele não estava à altura dos demais atores.

Afinal, ele era o dono de Hei Niu.

“Claro, sou adulto, não vou sair por aí intimidando crianças. Se fosse o seu caso, teria que competir no grupo infantil.” Hao Yun, é claro, não contou que os competidores do grupo infantil eram ferozes, verdadeiros rivais.

“Você ficou em segundo lugar no grupo adulto, por quanto tempo treinou artes marciais?” An Xiaoxi praticava dança, mas raramente participava de competições.

“Ah... uns dez anos, mais ou menos.”

Isso nem era mentira.

Desde os seis anos, Hao Yun empunhava uma vara de cânhamo e competia com as crianças da vila Hao.

Aos oito anos, não se limitava a armas: usava plantas, bambu, pedras como espada, dominando toda a vila, chegando ao ponto de vencer sem espada.

Ah, as crianças rendidas, as espadas vazias... não é uma tristeza profunda?

“Você é mesmo muito perseverante.” An Xiaoxi admirava.

“Tem que ser. Sempre que penso em desistir, uma voz me sussurra: se persistir, você será o maior ator, o camaleão dos atores!”

Hao Yun falava com uma seriedade plena.

“Eu disse, você é meio doido!” Zhou Xiaowen já não aguentava mais.

Dias atrás, perguntou se ele ouvia vozes que os outros não ouviam; ele negou, agora admitia.

“Diretor, é uma metáfora, entende?” Hao Yun foi interrompido em sua pose.

A vida não é simples, e isso o incomodava profundamente.

A coletiva não tinha tanta relação com Hao Yun, ele não era protagonista.

Também não podia ser, pelo menos não por enquanto.

Com Da Huzi, ou você atrai investimentos, ou segura a audiência para vender a série, caso contrário, só serve de ferramenta de marketing.

Mas justamente por ser essa ferramenta, Hao Yun tinha seu lugar na coletiva, bem na frente, sentado com os protagonistas.

A coletiva era basicamente Zhang Jizhong conversando com jornalistas, com Zhou Xiaowen dando suporte.

Quando chegou a hora.

Os protagonistas subiram um a um para falar; Hao Yun foi após Ma Yuke.

Todos disseram basicamente que se esforçariam para atuar bem.

Hao Yun falou simples: “Farei o meu melhor para interpretar meu papel. Não sei se esta versão é a melhor, mas acredito que difícil será alguém fazer melhor que nós.”

Sem concorrentes à vista.

Era um tom pessimista.

Queria dizer que todos já haviam dado o máximo.

Pelo menos os protagonistas entraram no set para treinamento antecipado, algo raro em séries.

Algumas até usam dublês, e os protagonistas só aparecem em cenas de rosto.

Hao Yun tinha uma cena.

Na coletiva, recebeu das mãos de Zhang Jizhong cinquenta mil yuans em dinheiro.

Com muita cerimônia.

---

A notícia já dizia.

Por Hao Yun ter sido o primeiro lugar no exame de artes da Beijing Film Academy e terceiro nas matérias gerais em Anhui, a produção lhe concedeu cinquenta mil yuans para ajudar nos estudos.

Da Huzi estava orgulhoso, Hao Yun agradecido.

Os jornalistas clicavam incessantemente.

Hao Yun, que gostava de um espetáculo, colaborava sem resistência.

De qualquer forma, pelo papel de Yun Zhonghe, seu cachê era no máximo um ou dois mil yuans.

Agora, tinha cinco mil em mãos.

Mesmo pagando imposto sobre renda de ganhos eventuais, ficaria com uns quarenta mil.

Depois da coletiva, houve a cerimônia de início das filmagens.

Foi no Templo Shaolin.

Na verdade, só trocaram a placa do grande templo, fizeram uma reverência ao Buda e tiraram fotos para registro.

Depois disso, começaram as filmagens oficialmente.

Hao Yun não tinha muitas cenas no início, então decidiu partir no dia seguinte.

Quanto a Hei Niu.

Já havia conquistado o papel de Black Rose, tornando-se oficialmente atriz do elenco.

Apesar de ser um garanhão interpretando uma égua, o que trazia certa pressão psicológica, o cachê compensava tudo.

Hei Niu ganhava muito mais que Hao Yun.

Assinou contrato de um mês, de 15 de agosto a 15 de setembro, para interpretar a montaria de Mu Wanqing e ajudar as atrizes a praticar equitação.

Dois mil yuans por dia.

Isso dá sessenta mil.

O dono, Xiao Hao Tan Hua, era usado para promoção e ganhava só cinquenta mil pelo contrato de seis meses.

Hei Niu ganhava sessenta mil em um mês.

Claro, porque desfrutava do tratamento de um cavalo de corrida.

Os cavalos que aparecem em séries geralmente são de apoio, ganhando muito menos.

Eles recebem menos de cem yuans por dia, quase como figurantes.

Dos sessenta mil de Hei Niu, parte era para alimentação e hospedagem.

O restante, Hao Yun guardava para ela, para quando crescesse e pudesse arrumar uma companheira.

Hei Niu ganhava dinheiro e ainda convivia com belas mulheres diariamente.

As atrizes, com certo pudor, se uniram para pedir ao diretor Zhou Xiaowen que Hei Niu só as servisse.

O set tinha quatro cavalos.

Hei Niu estava feliz da vida.

Quando Hao Yun foi se despedir, ela não demonstrou tristeza alguma.

“Hei Niu!”

“Hei Niu!”

“Não seja tão agressiva, ela está comendo cenoura.” An Xiaoxi, que também participava da cerimônia, e partiria no dia seguinte, sem querer achou um brinquedo enorme no set.

As filmagens de “A Família do Ouro e da Seda” ainda não tinham acabado.

E mesmo que pudesse evitar o treinamento militar, ela precisava ir à Beijing Film Academy para formalizar a matrícula.

Hao Yun lançou um olhar para Hei Niu.

---

Que nada de cenoura, ela está abusando de você. Não pense que só porque seu pelo é macio, vai ficar agarrada a ele.

Você ama o brilho sedoso, ele ama seus defeitos.

“Hao Yun, seu cavalo é lindo, quanto custou? Quero ter um também.”

Liu Tao, ao lado, também estava encantada por Hei Niu.

Ela deveria ter trauma por ter caído do cavalo, mas quem disse que isso durou com Hei Niu por perto?

Qualquer sombra desapareceu em uma tarde.

Hei Niu se esfregava ora em um, ora em outro...

Porra, quem é Hao Yun afinal?

“Muito caro, você não pode comprar, e mesmo que pudesse, não teria dinheiro para manter.”

Hao Yun não quis revelar a parceria com Wen Yuming.

Além do mais, se não fosse pela lealdade do amigo Wen, qual clube de equitação permitiria que alguém comprasse um cavalo só para trabalhar?

A manutenção custa caro, dezenas de milhares por ano.

“Dê um preço, vamos juntar dinheiro para comprar Hei Niu.” Liu Tao fez bico; todos tinham idades parecidas e Hei Niu por perto, então a relação era informal, nada de chamar de professora.

Chamar de professora Liu ou Bai seria estranho.

“Para de brincadeira, Hei Niu é meu amigo querido, como um irmão. Mesmo que eu morra de fome, jamais a venderia.”

Ganhar sessenta mil por um papel, é melhor pensar no longo prazo.

Depois de um tempo, An Xiaoxi cavalgava habilidosamente Hei Niu em disparada.

Ela não precisava de treinamento, cresceu em família rica e brincava em clubes de equitação desde pequena.

Para seus olhos profissionais, Hei Niu era um cavalo excelente, tanto em resistência quanto em técnica.

O mais raro era sua docilidade e obediência às ordens.

Só não sabia se ao atualizar a certificação de equitação haveria recompensas, como baús, ou se apareceria mais cavalos.

Se fossem oito...

Poderia monopolizar o mercado de cavalos atores no entretenimento.

Aí, com certeza, viria muita grana.

No dia seguinte, acompanhando Wu Lao Liu, Hao Yun não foi direto para a capital, mas passou na sua cidade natal.

Pegou algumas especialidades locais e levou os pais junto para a capital.

Era a forma de os pais levarem o filho para a universidade.

Mesmo com sua idade e experiência, não precisava desse ritual.

Mas Hao Yun achava que enviar o filho para a faculdade era o sonho de muitos pais, um marco importante na vida.

Se podiam, não havia motivo para pular essa etapa.

Além disso, os pais dele não estavam muito bem de saúde.

Além dos cinquenta mil para construir a casa dos pais, Hao Yun tinha oitenta mil na mão, mais vinte mil de prêmio na universidade, totalizando cem mil yuans.

Hoje em dia, cem mil, embora não deem para comprar casa na capital, já servem para muita coisa.

Hao Yun planejava levar os pais para um hospital grande para exames.

Especialmente o pai, que sofria de doenças crônicas, para ver se havia tratamentos melhores.