Capítulo 115: E ainda assim não ser perseguido para morrer? (Bônus com votos mensais)

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2435 palavras 2026-03-31 22:42:29

Su Mo nunca esteve envolvido com o submundo, mas conhecia Fu Jiafeng.

Mesmo hoje em dia, sempre que Fu Jiafeng falava, ele frequentemente usava prefixos como "nós, que somos da vida errada" para introduzir seus assuntos. A lealdade era um conceito que ele mencionava constantemente. Como um líder, se um de seus subordinados fosse atacado e ele não tomasse uma atitude, isso, por qualquer ângulo que se olhasse, não seria considerado lealdade. Su Mo havia matado mil piratas; era perfeitamente lógico que o chefe daqueles piratas surgisse para exigir uma explicação.

Então, como se poderia abater os subordinados alheios de forma científica e racional sem atrair represálias?

Alguns diziam que era possível comprar as insígnias dos piratas. Su Mo já havia pensado nisso; quando ele mentiu para atrair clientes ao negócio do pequeno Sony, o Porto Pesqueiro de Koni ficou lotado por dois dias. Naturalmente, havia pessoas caçando monstros nas redondezas, mas nunca se viu ninguém vendendo insígnias de pirata em barracas. Portanto, essas insígnias só podiam ser obtidas por Su Mo, que aceitara a missão do pequeno ferreiro. Cada pirata rendia uma insígnia, e duzentas insígnias podiam ser trocadas por um feixe de duzentas flechas de penas de ganso de qualidade especial — um cálculo muito simples.

Su Mo refletiu sobre o problema por muito tempo e pesquisou bastante até encontrar uma solução: aceitar a missão e formar um grupo para caçar os piratas. Ele coletaria os itens da missão dos piratas mortos pelos outros.

Em "Novo Mundo", existia a prática de formar grupos para realizar missões. No Salão de Mercenários, havia muitos pedidos desse tipo; por exemplo, se a missão de um jogador exigisse cinquenta orelhas de coelho, o contratado matava os monstros enquanto o contratante apenas recolhia os itens. Era simples e prático, embora o pagamento fosse baixo. Su Mo nunca aceitava esse tipo de trabalho. A questão era: se ele formasse um grupo, os itens da missão cairiam mesmo que outra pessoa matasse o monstro?

Testar a viabilidade desse plano era simples.

— Ei, irmão, quer formar um grupo para caçar piratas? Sou um patrulheiro de nível vinte e nove, e você? — Su Mo abordou um jogador que passava vestindo uma armadura de malha.

— Você? Desculpe, eu gosto de mulheres, não estou interessado! — O jogador respondeu com arrogância e seguiu seu caminho.

Após abordar vários jogadores, ele finalmente encontrou alguém disposto a formar um grupo: um bispo de nível vinte e seis. Provavelmente, ao ver o nível alto de Su Mo, ele pensou em pegar carona no desempenho do outro. Eles logo chegaram a uma ilha e começaram o massacre. Su Mo não atacava o mesmo alvo que ele; assim que o bispo terminava de matar, antes mesmo que pudesse recolher os itens, Su Mo já estava em cima, pegando tudo.

Algumas moedas de cobre e, finalmente, uma insígnia de pirata.

— Seu maluco! Lixo! Vá comer estrume! — O bispo, vendo Su Mo rir com uma cara de bobo, cuspiu no chão, saiu do grupo e foi embora sem olhar para trás. Ele achou que tinha se juntado a um jogador que roubava itens.

— Ei, foi um mal-entendido... ah... — Su Mo nem teve tempo de explicar, e o homem já havia se jogado ao mar com um mergulho. Um rapaz impaciente, de fato.

Sem outra opção, Su Mo parou e contatou Aierluo:
— Velho Luo, está aí? Preciso de uma ajuda!

— Eu ia justamente te procurar. De onde você tirou tantas coisas boas? Ficou rico, hein?

— Ah, foi pura sorte!

— Você não diz uma verdade sequer. Esqueça, não vou perguntar. Essas duas peças de equipamento que você me deu são excelentes. Estou em dívida com você; se precisar de algo no futuro, é só falar.

— Foi só um negócio, não precisa tratar como se estivéssemos prestes a nos casar.

— Sem brincadeiras. Vou ver se consigo encontrar trocas adequadas para esses seus itens nos próximos dois dias. Se não conseguir, venda logo, o que acha?

— Fechado. Se encontrar algo que eu possa usar, não se esqueça de me avisar.

Su Mo entendia bem a importância de um intermediário como ele. Era como um agente em missão: nem sempre era possível carregar todo o equipamento, então, muitas vezes, era preciso encontrar um contato local, pegar as armas e só então executar a tarefa. O intermediário no jogo funcionava como esse informante, fornecendo apoio logístico para jogadores de alto nível. Com um bom relacionamento, se Aierluo encontrasse um equipamento de elite para patrulheiros, Su Mo seria o primeiro em quem ele pensaria. Em casos de necessidade, Su Mo poderia até usar a amizade como garantia para pagar depois.

Claro, o pré-requisito era que Su Mo possuísse a força necessária para impressionar Aierluo. Uma capa dourada e um escudo prateado eram suficientes para fortalecer a amizade e demonstrar poder; não valia a pena gritar nos canais globais apenas para ganhar algumas centenas a mais.

— O dinheiro das moedas de ouro já foi depositado na sua conta, confira depois — perguntou Aierluo. — Você disse que precisava de ajuda, o que é?

— Me ajude a encontrar quatro jogadores para formar um grupo e caçar piratas. O nível deve ser vinte e sete ou superior, preciso de classes que matem monstros rapidamente, com equipamentos decentes. E a regra é que apenas eu posso recolher os itens...

— Irmão, quanto você pretende pagar por pessoa? — Aierluo sabia muito bem o quão pão-duro era o sujeito com quem falava.

— Hã? Dinheiro? Não vou pagar nada! — Su Mo declarou com uma naturalidade desavergonhada.

— Puxa... quanto tempo você pretende treinar? Se não for por muito tempo, eu mesmo cubro esse custo. — Sinceramente, ao chegar a esse ponto, Aierluo sentiu um pouco de decepção. Ele pensou que Su Mo usaria o favor anterior para pagar por esse serviço de contratação.

— Não, não precisa. Você só precisa anunciar que meu animal de estimação é um panda. Rápido, estou esperando aqui! — disse Su Mo, como se fosse óbvio.

— O quê? Um panda? Então o caçador que tem um panda é você? — Aierluo ficou extremamente surpreso.

— Hehe, exatamente. Velho Luo, você acha que alguém vai querer entrar nesse grupo?

— Vai, com certeza! Se meu nível fosse alto o suficiente, eu mesmo iria. — Aierluo suspirou, desejando poder se tornar um mestre instantaneamente para conquistar uma daquelas vagas.

— Então vou ficar esperando aqui.

— Irmão, por que não fazemos uma exposição de pandas? Aquele seu esquema de cobrar uma moeda de ouro para tocar no bicho é muito amador. Você acha que é uma atração barata? Não entende nada de marketing de escassez. — Aierluo deu conselhos entusiasmados. Havia muitas atrações comuns, mas apenas um panda. Ele não escondia seu desprezo pela mentalidade comercial simplória de Su Mo. Cobrar uma moeda de ouro por um minuto era uma estratégia muito primitiva.

— Não, não. Eu entendo o que quer dizer, mas não tenho esse interesse. Mesmo que eu ganhe um dinheiro rápido agora, e se daqui a pouco surgirem milhares de pandas no jogo? O que importa é ser forte. Mal tenho tempo para subir de nível, não vou perder tempo com essas coisas. — Su Mo recusou prontamente.

Aierluo acalmou sua mente e percebeu que Su Mo tinha razão. Se fosse ele a gerenciar, não seria difícil fazer Su Mo lucrar dezenas de milhares, mas será que a empresa do jogo permitiria que isso continuasse?

— Entendido. Espere um pouco, vou procurar as pessoas para você.

Aierluo abriu seu banco de dados de clientes e buscou pela palavra-chave "panda". Instantaneamente, surgiram centenas de consultas sobre o animal. Encontrar alguns clientes interessados em pandas e deixá-los treinar ao lado de um seria um sonho realizado para eles.