Capítulo 106: O Templo na Antiga Vila da Lua Sangrenta?

A verdadeira herdeira perdeu o controle no jogo de terror Rabanete salgado ao vapor 2584 palavras 2026-04-01 07:05:47

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— Como é que essa pessoa dorme assim, do nada? — Xu Xing ficou completamente pasmo.

Olhando para Qin Shu, que dormia profundamente, voltou-se sem palavras para Du Wenxing: — Ela é muito despreocupada, não tem medo de que façamos algo contra ela?

— Você faria isso? — Du Wenxing perguntou com o rosto sério.

— Que piada! Eu sou quem sou, como poderia fazer algo tão mesquinho e desprezível?

Xu Xing balançou a cabeça, cruzou os braços e franziu a testa, preocupado, olhando para Qin Shu.

— Bem, vamos — Du Wenxing assentiu, virando-se em direção à porta — A Sombra vai cuidar dela.

— Tudo bem. Com sua Sombra cuidando, fico mais tranquilo — Xu Xing concordou e o seguiu para fora.

Qin Shu dormiu até as três da tarde.

Ao acordar, dirigiu-se primeiro ao quarto de Du Wenxing e bateu na porta.

Depois de um bom tempo, ele não respondeu.

Foi então até o quarto de Xu Xing e bateu por um tempo, enquanto a Sombra ao seu lado fazia sinais para ela.

— Você quer dizer que eles saíram desde a manhã e ainda não voltaram? — Qin Shu perguntou à Sombra.

A Sombra assentiu.

Qin Shu refletiu por um momento, lembrando-se do som do sino naquela manhã.

Ela não pôde deixar de se preocupar com os dois.

— Vamos, ainda é cedo. Vamos procurá-los.

Ela ainda lembrava o endereço de Yan Rui e Lu Wenliang.

Ao sair da antiga residência da família Wu, Qin Shu já podia ver várias pessoas na vila antiga.

Por que “pessoas”? Porque estas pessoas, tanto na aparência quanto no comportamento, pareciam normais.

Era como se ela não estivesse num mundo estranho, mas numa vila da era da República antes de um evento estranho ter ocorrido.

Ela parou uma carruagem puxada por um homem.

— Para a funerária da família Yan, na vila.

Qin Shu subiu na carruagem e tirou uma folha de papel funerário.

O condutor, ao ver o papel, teve os olhos brilhando e sorriu ao recebê-lo, guardando-o no bolso.

— Segure firme, senhora.

Qin Shu olhou para o condutor e percebeu que ele não tinha sombra sob os pés.

Ela tinha tirado o papel para testar, e ele aceitou sem demonstrar reação.

Qual seria a razão para essa estranheza?

Durante o dia, pareciam pessoas normais, mas à noite se transformavam em fantasmas vingativos?

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— Irmã, sabe de alguma novidade na vila? — Qin Shu inclinou a cabeça, recostada preguiçosamente na carruagem.

— Sim. O jovem senhor Wu vai se casar — disse o condutor animadamente, trocando fofocas — Nossa vila costumava ser pobre, mas o velho Wu ajudou muito, construindo estradas. Durante a fome, ele até abriu os celeiros e distribuiu comida. Era um homem de grande coração.

Qin Shu ficou sem palavras.

[Regra 8: Durante o dia, você pode entrar e sair da antiga residência da família Wu à vontade, mas jamais deve contar para ninguém da vila que você mora lá.]

[Regra 9: O velho Wu é uma pessoa bondosa; quase metade da vila de Sangue da Lua já recebeu sua ajuda.]

As regras não a enganaram.

— É? O velho Wu realmente é um homem bom. Eu vou participar do casamento deles e ficar na casa da família Wu — disse Qin Shu, com um tom despreocupado.

Seus olhos não desgrudavam do condutor.

Ele continuava puxando a carruagem sem sinal de estranheza.

Será que a regra oito estava errada?

Ela sempre achou que essas duas regras se contradiziam.

Se o velho Wu é um grande benfeitor da vila, as pessoas não deveriam rejeitar isso.

— Além disso, tem mais alguma coisa? Por exemplo... alguém novo chegou na vila recentemente? — Qin Shu perguntou, curiosa.

— Ouvi o sino esta manhã. Tem algum templo em Sangue da Lua?

— Que templo? Nossa vila não tem templo nenhum — respondeu o condutor, confuso.

— Dizem que um grupo de comerciantes de grãos está hospedado na casa da família Wu. Você não sabia?

Comerciantes de grãos hospedados na casa dos Wu?

Ontem, quando ela seguiu a Sombra para procurar Wu Xinghe, tinha prestado atenção a todos os quartos.

Toda a antiga residência estava silenciosa, parecendo uma casa vazia, sem nenhum comerciante à vista.

— Chegamos à funerária da família Yan — chamou o condutor, fazendo Qin Shu recobrar os sentidos.

— Obrigada. Se tivermos a chance, nos vemos novamente — disse ela, entregando mais algumas folhas de papel funerário.

Assistindo a carruagem se afastar, Qin Shu finalmente teve tempo para observar a funerária.

A porta estava aberta, com grandes caracteres escritos: Funerária Yan.

Ao lado estava a loja de artigos de papel de Lu Wenliang.

Os dois eram vizinhos. Que sorte.

Assim, ela localizou os dois de uma vez.

Bateu nas costas da Sombra: — Vá passear pela vila e procure seu mestre. Se encontrar, diga para eles voltarem me esperar. Se não, volte e me conte.

A Sombra assentiu e saiu rapidamente.

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Qin Shu entrou primeiro na funerária.

Depois de procurar, nem a sombra de Yan Rui apareceu.

Foi até a loja de artigos de papel, mas também não encontrou Lu Wenliang.

Será que os dois desapareceram?

Mas e Xu Xing e Du Wenxing?

Xu Xing ela não sabia, mas Du Wenxing era a pessoa mais confiável ali.

Eles não deveriam desaparecer assim tão facilmente.

Qin Shu permaneceu sentada na funerária por um momento, preparando-se para sair, quando finalmente viu Yan Rui e Lu Wenliang voltando, com os rostos sujos de poeira.

— Qin Shu, o que faz aqui? — Yan Rui perguntou, surpresa.

Qin Shu olhou para os pés dela e sorriu: — Vim procurar Xu Xing e os outros. Eles saíram esta manhã para procurar vocês e ainda não voltaram.

— Impossível! — Yan Rui exclamou — Nós nos encontramos esta manhã e depois nos separamos.

— Ah? Onde vocês se encontraram? — Qin Shu perguntou ansiosamente.

— Aqui na nossa loja — Yan Rui mostrou expressão preocupada — Você quer algo com eles?

— Nada demais, só estou preocupada porque eles ainda não voltaram — Qin Shu suspirou resignada.

Depois olhou para Lu Wenliang: — Para onde foram há pouco?

— Fomos ao templo — respondeu ele.

— Ah? Sangue da Lua tem templo? — Qin Shu estava confusa.

Ela lembrava que o condutor disse que a vila não tinha templo.

Ou Lu Wenliang e Yan Rui mentiram, ou o condutor a enganou.

— Tem sim, bem no centro da vila — Yan Rui afirmou com convicção — Vamos lá todo dia pedir proteção a Buda.

— Se não acreditar, pode ir procurar — Yan Rui acrescentou, temendo que Qin Shu duvidasse — É só seguir essa rua, em menos de vinte minutos chega lá.

Qin Shu olhou na direção que ela apontava: — Ah, entendi.

Ela quase podia ter certeza de que Xu Xing e Du Wenxing muito provavelmente sofreram algum acidente.

Quanto a Yan Rui e Lu Wenliang à sua frente, também não eram reais.

Qin Shu olhou mais uma vez para os pés de Yan Rui. Não havia sombra.

Ela era uma estranha manifestação.

— Já está tarde, vou voltar. Amanhã, como de costume, nos encontramos no lugar de sempre — disse Qin Shu, com um sorriso sem alegria.

Nos olhos de Yan Rui brilhou uma ponta de dúvida, mas logo ela sorriu e acenou: — Até amanhã.