Capítulo Sessenta e Nove: O Crime Sinistro sem Cabeça

Você foi escolhido para ser genro, mas domina o governo com mão de ferro? Um tirano, um líder 2540 palavras 2026-02-07 15:04:29

— Ah, esposa, você viu minha irmã de armas? — perguntou Chen Luo de repente.

Shangguan Nanyan balançou a cabeça. — Não, hoje também não encontrei a senhorita Chi, talvez tenha saído por algum motivo.

— Espero que não seja nada preocupante. — Chen Luo pretendia continuar seu treinamento de artes marciais com Han Shang, mas ela não estava na residência hoje; teria que adiar para outra ocasião. Sua súbita ausência, sem aviso, inquietava-o profundamente.

...

No dia seguinte, a nova loja de Perfume das Cem Flores abriu oficialmente. Assim como na inauguração da primeira loja, Chen Luo preparou fogos de artifício desde cedo e enviou empregados da residência para chamar atenção nas ruas.

Os clientes que vieram prestigiar eram ainda mais numerosos que da última vez, em sua maioria antigos frequentadores do Perfume das Cem Flores.

Desta vez, Chen Luo contratou o melhor carpinteiro de Imperial Capital para fabricar três placas de madeira em forma de figuras humanas, representando os atuais porta-vozes das três fragrâncias.

— Senhores, hoje inauguramos uma nova loja do Perfume das Cem Flores! Promoções por tempo limitado, não percam! — anunciou Chen Luo em voz alta. — E apresentamos a tão esperada novidade: perfume de jasmim!

Ele mostrou o perfume de jasmim ao público. — Esta fragrância é do tipo suave, assim como o perfume de ameixa. Mas para quem prefere aromas intensos, também temos opções! Espero que apreciem!

Para esta edição do perfume de jasmim, achou que apenas o aroma suave não seria suficiente, então adicionou uma versão intensa. Obviamente, as fragrâncias de flor de osmanthus e ameixa também ganharão novas variantes.

Logo anunciou que a porta-voz do perfume de jasmim era a Princesa Luo Jinxi da Mansão do Príncipe do Sul.

As mulheres mostravam pouco interesse, preocupadas apenas se o novo perfume era eficaz. Os homens, porém, estavam radiantes: agora o Perfume das Cem Flores tinha três porta-vozes, todas beldades notórias da Imperial Capital. Faltavam noventa e sete para atingir o objetivo de cem porta-vozes.

Os literatos presentes, contudo, estavam atentos a outro detalhe:

— Senhor Chen, já que temos perfume de jasmim, certamente preparou algum poema apropriado, não?

— Exato! O senhor já compôs para os perfumes de osmanthus e ameixa; como poderia faltar para o jasmim?

Eles aguardavam ansiosos por novas linhas de Chen Luo.

Com um sorriso tranquilo, Chen Luo respondeu: — Senhores, tenham paciência; tudo está pronto, como sempre.

— Ouçam, por favor; não sei se este poema estará à altura de vossos olhos. — Ele limpou a garganta e recitou lentamente: — Uma única flor perfuma todo o recinto, em pleno verão a pele de jade permanece fresca. O homem simples não ousa incomodar a deusa, quebra um ramo de jasmim e o coloca ao lado do travesseiro.

Assim que terminou, uma salva de aplausos ecoou pelo local.

— Não é à toa que é o senhor Chen!

— Belo poema! Realmente magnífico!

— Parece ser mais uma obra digna de ser incluída na Antologia de Da Ning!

Chen Luo agradeceu com um gesto elegante. — Senhores, exageram. Agradeço o apreço de todos pelo Perfume das Cem Flores.

Com a divulgação feita, era hora das apresentações artísticas das jovens do Wangfan Lou, lideradas por Meier. Shangguan Nanyan e Miaozhu tocaram cítara juntas, enquanto Meier conduziu as dançarinas em uma performance graciosa.

O que surpreendeu Chen Luo foi Luo Jinxi, que demonstrou habilidade em canto e poesia, declamando os versos compostos por ele ao som da música.

Todos os presentes ficaram encantados.

Enquanto apreciava, Chen Luo percebeu três convidados ilustres: os três grandes eruditos da corte vieram prestigiar a inauguração.

Após cumprimentos, não tardaram a indagar sobre o tema do exame imperial.

— Senhores, já há uma ideia; em breve poderei apresentar para vossa apreciação — disse Chen Luo.

Wen Taiyu acariciou a barba, sorrindo: — Senhor Chen, quem decide não somos nós três velhos, mas Sua Majestade.

Liu Heyuan assentiu: — Exato, é Sua Majestade quem determina o tema do exame deste ano.

Murong Heng também sorriu: — Mas com o talento do senhor Chen, certamente Sua Majestade não rejeitará.

Enquanto conversavam, Chen Luo percebeu pelo canto do olho a chegada de Su Shuhua, a quem não via há dias.

— Senhores, desculpem-me, vou cumprimentar a senhorita Su.

Apressou-se ao encontro de Su Shuhua, que, de fato, viera especialmente procurá-lo.

— Senhorita Su, o que a traz com tanta urgência?

— Venha comigo! É assunto grave! — Su Shuhua agarrou-o e saiu sem dar explicações.

Chen Luo quis pedir a Shangguan Nanyan para cuidar da loja, mas Su Shuhua não lhe deu chance, arrastando-o direto para fora da multidão.

Em um local isolado, Su Shuhua soltou sua mão. — Conforme o combinado, um caso, dez moedas de prata.

Ela entregou-lhe as moedas.

— Então essa urgência é por causa de um grande caso? — Chen Luo pesou as moedas e só então notou as olheiras dela.

Su Shuhua massageou as têmporas, exausta. — O Tribunal de Dali celebrava a limpeza da corte, mas agora surgiu um novo homicídio em Imperial Capital, e meu pai me incumbiu do caso.

Chen Luo balançou a cabeça, sorrindo. — O senhor do tribunal não tem compaixão pelas damas, não é?

— É meu dever, ele confia em minha capacidade! — respondeu Su Shuhua com seriedade, embora seu rosto pálido traisse o cansaço.

— Sim, sim, minha jovem magistrada! — Chen Luo deixou de lado as brincadeiras e perguntou: — Que tipo de caso é? Algo parecido com o caso dos Cinco Venenos?

Su Shuhua negou com a cabeça. — É um homicídio, de circunstâncias complexas. Detalhes só no local.

— Bem, indique o caminho.

Preocupado com o estado dela, Chen Luo chamou a carruagem da residência, para que pudesse descansar a caminho do local do crime.

Su Shuhua protestou, mas assim que a carruagem começou a andar, ela não resistiu e caiu no sono.

O caso talvez não fosse tão complicado, mas ela estava exaurida, recorrendo a ele, consultor externo do Tribunal de Dali, por pura necessidade.

A carruagem rumou lentamente ao sul da cidade, parando diante de uma velha mansão em ruínas.

Ao redor do portão, muitos curiosos se aglomeravam, enquanto os agentes do Tribunal de Dali esforçavam-se para manter a ordem.

Quando a carruagem parou, Chen Luo acordou suavemente Su Shuhua.

— Senhorita Su, chegamos.

— Hum... já chegamos? — Su Shuhua esfregou o rosto, tentando afastar o cansaço, e desceu da carruagem com ele.

— Jovem magistrada! — Os agentes abriram caminho imediatamente.

Ao entrar na mansão, Chen Luo franziu o cenho, pois um odor nauseante de sangue tomou o ambiente; instintivamente, tapou o nariz.

Su Shuhua tirou um pano branco da manga e entregou-lhe. — Se não suportar, use isto.

— Obrigado. — Chen Luo usou a máscara improvisada e acompanhou-a até um quarto.

Diante de seus olhos, estava um cadáver sem cabeça.

— Decapitaram? Que rancor seria esse? — Chen Luo não pôde deixar de perguntar.

— E se eu disser que não foi obra humana, acredita? — Su Shuhua falou com certa hesitação. — Segundo os moradores próximos, viram um homem sem cabeça rondando por aqui. O primeiro a encontrar o corpo afirma ter visto com os próprios olhos esse homem sem cabeça entrar na casa...

— Um homem sem cabeça? — Chen Luo franziu o cenho, pensativo. — Isso me lembra um caso clássico.

— Já lidou com algo assim antes?

— Não, apenas li sobre. — Chen Luo balançou a cabeça e perguntou: — A identidade da vítima foi confirmada?

Su Shuhua fitou o cadáver, dizendo em tom grave: — O morto se chamava Duan Cheng, empregado de uma taverna da cidade, tinha vinte e nove anos. Sem esposa nem filhos, mas soube-se que pretendia casar e ter filhos em breve, infelizmente...

— Realmente lamentável — suspirou Chen Luo. — E como era sua conduta? Tinha inimizades?