Capítulo 47: Voltar para explicar tudo

A Veterinária dos Anos 80 com Dons Místicos Pequena Raposa Prateada Xiao Yin II 2414 palavras 2026-03-04 15:00:40

— O quê? — Florzinha ficou perplexa por um instante e depois devolveu:
— Que vinagre? De churrasco? Acho que não, não senti nada azedo.
Ela estava claramente fingindo! Mas Chu Huai não tinha intenção de desmascará-la.
— Quanto ao caso de Liu Cuiying, não se culpe tanto. Foi o policial que prendeu o Biao, não você. Eu também estava lá naquele dia, e você deixou bem claro o que tinha a dizer sobre Jia Xiaochuan. Ninguém teria motivo para mal-entendidos. Você não errou, não precisa carregar tudo sozinha.
— Hum, obrigada. — Florzinha inclinou a cabeça e deu a Chu Huai um enorme sorriso.
— Você... — Chu Huai, sem pensar, estendeu a mão e afagou carinhosamente a cabeça de Florzinha duas vezes.
Sim, era uma sensação agradável.
Mas não se atreveu a insistir, com medo de ser visto como inconveniente.
Caminharam juntos de volta à escola. A noite estava fresca, soprava uma brisa leve, sem chuva, e era agradável andar assim. No céu, as estrelas piscavam como se indicassem o caminho para eles.
— Uma cidadezinha assim é mesmo maravilhosa, dá para ver as estrelas tão claramente. Na capital, nas grandes cidades, já é raro poder ver estrelas. — Chu Huai não conseguiu deixar de comentar.
Florzinha respondeu baixinho:
— Mas eu ainda quero sair, quero conhecer o mundo lá fora.
— Pois sim, continue se esforçando. Venha para nossa Universidade de Medicina da Capital, você não vai se decepcionar.
— Sim, vou conseguir!
Passar na Universidade de Medicina da Capital já era, nesse momento, uma obsessão para Florzinha.
Agora, com Chu Huai dando-lhe aulas extras constantemente, as notas de Florzinha haviam subido para o décimo oitavo lugar da turma — um progresso impressionante.
...
— Florzinha, conte a verdade, você e seu ídolo estão tendo algum avanço?
— Fala logo, vocês foram ao cinema juntos, não foi?
— Isso mesmo, a Jingjing do dormitório ao lado disse que viu vocês no cinema. Melhor contar direitinho.
Assim que voltou ao dormitório, Florzinha foi cercada por Xiong Meimei e as outras, cheias de curiosidade.
— Foi só um filme, nada demais. A Jiao também ia ao cinema direto no ano passado. — Florzinha respondeu com calma, mas por dentro sentia-se doce como mel.
— Então vocês estão juntos?
— Ele te declarou?
— Ou foi você, sem vergonha, que tomou a iniciativa?
— Florzinha, conte tudo, se for sincera não terá problemas, se resistir vai ser pior.
O alvoroço no dormitório era só mais um motivo para fofoca. Florzinha não disse nada de concreto, esquivou-se habilmente, mas no fundo sentia-se feliz.
Ela achava mesmo que não era um sentimento unilateral; ele também demonstrava interesse, senão não a teria convidado para assistir aquele filme.
Mas Florzinha não explicou nada às colegas; deixou que falassem o que quisessem. Logo as luzes se apagariam e todas teriam de ficar quietas para dormir.
...
Na segunda-feira, durante o intervalo do almoço, Liu Cuiying apareceu na escola para procurá-la, deixando Florzinha um pouco desconcertada.
— O que você quer? Aquela história de prima que você inventou não foi nada legal. — Florzinha estava incomodada; como podia ela fingir ser sua prima e fazer o professor chamá-la?
— Sou alguns dias mais velha que você, nossas famílias são parentes, então tecnicamente sou mesmo sua prima. — Liu Cuiying, vestida com uma blusa de lantejoulas, sorria para Florzinha.
Florzinha não tinha paciência:
— Diga logo o que quer.
— Quero que você volte comigo e esclareça tudo.
— Esclarecer o quê?
— Jia Xiaochuan está espalhando por aí que dormiu comigo. Como vou encarar as pessoas? — Liu Cuiying lançou um olhar irritado para Florzinha. — E tudo por sua causa, você falou besteira da outra vez.
Florzinha riu:
— Quem não deve, não teme. Se não houve nada, você sabe disso. Além disso, se não dormiu, é só fazer um exame de virgindade. Ninguém mais poderá inventar histórias sobre você.
— Uma coisa tão vergonhosa, nunca faria isso!
— Porque não pode, não é?
— Que jeito é esse de falar? Florzinha, não pense que só porque tem o senhor Chu ao seu lado pode fazer o que quiser. Não importa, você vai comigo esclarecer tudo, senão vou à sua casa atormentar sua avó todos os dias.
— Você não se atreva! — Ao ouvir falar da avó, Florzinha ficou realmente preocupada.
— Já chega, tenho aula agora. Sábado volto para casa, venha também, conversamos tudo.
— Combinado, não volte atrás.
— Hum.
Depois que Liu Cuiying foi embora, Florzinha ficou bem incomodada. Sua avó morava na vila, e essas confusões acabavam perturbando a tranquilidade da senhora.
Especialmente porque a avó de Liu também gostava de criar caso; agora, então, vivia indo importunar a avó de Florzinha.
Embora sua avó fosse boa de briga, isso não queria dizer que ela gostasse de uma vida tumultuada.
Naquele fim de semana, Chu Huai tomou a iniciativa de acompanhá-la para casa e até trouxe uma perna de boi do mercado atacadista, dizendo que queria que a avó de Florzinha preparasse carne seca e usasse o osso para fazer sopa.
Ao ver Florzinha, a avó realmente se alegrou, mas não resistiu a reclamar:
— Já te disse para não ficar pensando em voltar para casa à toa. Você, menina, por que não ouve? Agora é hora de estudar, se dedicar, passar numa boa universidade é o mais importante.
— Sim. — Florzinha assentiu obediente.
A senhora era dura nas palavras, mas o coração era mole; não parava de perguntar sobre a escola e até quis saber sobre Chu Huai.
Envergonhada, Florzinha logo inventou uma desculpa e saiu correndo, nem se atreveu a mexer no fogo do fogão.
Coube ao irmão, Cao Tianle, ir ajudar a avó a acender o fogo. Quem diria que o menino teria esse lado atencioso?
— Minha avó gosta de fofocar, não liga para isso. — Florzinha tentou explicar, sem jeito, para Chu Huai.
Chu Huai sorriu de leve:
— Quem é de carne e osso sente, não tem jeito. E se eu realmente começar a me importar com você?
— Ah? Sim, avó, já vou!
Florzinha ficou vermelha; fingiu não ouvir Chu Huai, e saiu apressada para ajudar a avó com o fogo. Afinal, Cao Tianle, mimado daquele jeito, nem sabia lidar com o fogão, deixando a casa cheia de fumaça.
Lá, ainda se usava lenha e carvão; era fácil encher a cozinha de fumaça. Florzinha olhou para o desastre do irmão, colocou uma toalha sobre o nariz e a boca, abriu a janela para ventilar e teve que reacender o fogo do fogão.
Cao Tianle ficou parado atrás dela como um poste, esperando ela terminar para dizer calmamente:
— Mana, ele conversou comigo.
— O quê? — Florzinha se espantou, mas logo entendeu de quem ele falava e fez sinal para que ele se calasse. — Depois do almoço a gente conversa sobre isso.
— Tá. — Cao Tianle ainda parecia desconfortável e, meio sem jeito, perguntou:
— Mana, se for verdade, você ainda vai me considerar seu irmão?
— Que bobagem, vai buscar mais lenha, vai!
Naquele momento, Florzinha já estava calma; não tinha tempo de pensar nos questionamentos do irmão. Sua mente estava cheia das palavras de Chu Huai: ele disse que ela era importante para ele. Era verdade?
— Mana, está tudo bem? — Cao Tianle apareceu e viu o rosto de Florzinha vermelho, iluminado pelo fogo.