Capítulo 73: A Fotografia (Peço sua primeira assinatura)

A Veterinária dos Anos 80 com Dons Místicos Pequena Raposa Prateada Xiao Yin II 2405 palavras 2026-03-04 15:00:59

— Pronto, crianças não entendem as coisas direito. Depois eu converso com ela e peço para que te peça desculpas, não fique chateada.

— Mas você tem que estar do meu lado, agora só tenho você.

— Claro, agora você é minha mulher, se eu não te proteger, vou proteger quem, então?

— Hum. — Ao ouvir isso, Liu Cuiying se sentiu bem melhor, mas ainda fingia: — Só não seja tão duro, não assuste a menina. O vestibular está chegando, não vamos dar mais pressão psicológica para ela.

— Eu sabia que você era carinhosa.

O destino de Dong Xuemei, Hua Xiaoman só ficou sabendo depois de comer na casa da família Dong e sonhar com isso ao voltar para a escola naquela noite.

No sonho, era um domingo à tarde, Dong Xuemei foi castigada pelo pai e obrigada a se ajoelhar e pedir perdão a Liu Cuiying?

Dong Xuemei já estava no ensino médio, detestava o autoritarismo familiar e achava humilhante esse negócio de se ajoelhar, sentindo-se incapaz de encarar os outros depois disso. No fim, ainda arrumou as coisas e fugiu de casa.

Hua Xiaoman não sentia nenhuma pena de Dong Xuemei; essa garota era cheia de más intenções. Se não fosse Liu Cuiying saber lidar com ela, uma pessoa boazinha como Hua Xiaoman teria sido feita de gato e sapato, igual na vida passada.

Hua Xiaoman ainda se lembrava que, depois do jantar, não voltou com Dong Xuemei e as outras para a escola, mas foi primeiro levar sua tia e Liu Daniu até a estação. As duas mulheres estavam cheias de suspiros, com Liu Daniu um tanto ressentida, dizendo que o pessoal da cidade as desprezava.

Liu Yuzhi ainda puxou Liu Daniu de lado, chamou Hua Xiaoman também, conversou um pouco e lhe deu vinte yuan para comprar roupas, pedindo que não ficasse muito próxima de Liu Cuiying, pois achava que ela havia mudado demais.

Hua Xiaoman só concordou, sem dizer muita coisa.

...

Na manhã seguinte, como de costume, Hua Xiaoman saiu para comprar bolinho de carne.

Mesmo tendo sonhado que Chu Huai só voltaria na próxima semana, ela saiu naquele horário para comprar bolinho de carne, como sempre fez, mesmo achando que ele não viria naquele fim de semana.

Quando já estava trocada para sair, lembrou-se de um detalhe:

— Xuemei acordou tão cedo hoje?

Xiong Meimei também estava acordada cedo, deitada na cama lendo mangá e murmurou:

— Xuemei disse que sua condição financeira não é boa, não pode ficar sempre pagando tudo, então marcou com Xiaoling para ir comprar bolinho de carne juntas. Você não precisa ir, pode esperar por elas no dormitório.

— Ah. — Hua Xiaoman ficou um pouco surpresa, sentou-se ao lado de Xiong Meimei e deu uma olhada no mangá que ela lia:

— Que história é essa?

— História de amor, ué. Um cara se apaixona por uma garota, aí outra garota tenta separar o casal, criando mal-entendidos o tempo todo. Ai, por que os homens têm inteligência... quer dizer, sensibilidade tão baixa? Qualquer mentirinha ou prova falsa eles já acreditam. — Xiong Meimei suspirou, mas continuou lendo o mangá animada.

Criando mal-entendidos o tempo todo?

Hua Xiaoman se lembrou do sonho; no domingo seguinte, Dong Xuemei faria algo assim, criando mal-entendidos de propósito. E, de fato, homens costumam acreditar facilmente.

Hua Xiaoman sentiu que estava esquecendo algo importante.

Sentou-se ao lado de Xiong Meimei, ouvindo-a contar o enredo do mangá, quando de repente teve um estalo.

Uma variável!

Sim, o sonho dela era uma previsão do futuro, mas o futuro não era imutável.

Ela havia desmaiado e mudado o destino de Chu Huai, fazendo com que ele escapasse do tiro, então ele não precisaria se recuperar na capital, podendo voltar mais cedo.

E se ele voltasse mais cedo, será que Dong Xuemei tentaria encontrá-lo não só no próximo domingo, mas talvez hoje mesmo?

Hua Xiaoman não sabia de onde vinha tanta certeza, mas, tomada por essa sensação, saiu correndo sem pensar.

— Xiaoman, para onde você vai?

— Vou me exercitar um pouco, aproveito e compro bolinho de carne.

— Comprar o quê? Xuemei já foi comprar, por que ainda não voltou? Estou com tanta fome...

Hua Xiaoman estava ansiosa e desceu as escadas correndo, mas como se exercitava sempre, não se cansou muito.

Ao chegar ao portão da escola, viu Dong Xuemei e Chu Huai juntos! Chu Huai segurava umas fotos nas mãos.

Devem ser aquelas fotos! Então Dong Xuemei voltou para casa ontem só para pegar as fotos?

Hua Xiaoman ficou furiosa, mas ao mesmo tempo, sentiu-se estranhamente culpada. Não ousava se aproximar, com medo de que Chu Huai duvidasse dela e a desprezasse. Ela não era desse tipo, era tudo armação de Dong Xuemei.

Sem saber como explicar para Chu Huai, ela andou devagar, tentando pensar numa solução.

Mas, de repente, viu Chu Huai rasgar as fotos em pedaços, com rapidez?

Ela se apressou em se aproximar e ouviu Chu Huai dizer, com voz severa e um toque de raiva:

— Colega, você sabe que está invadindo a privacidade de outra pessoa? Sabe que isso é crime? Vou rasgar essas fotos, e não quero ouvir explicações. Mas você deve pedir desculpas à Hua Xiaoman.

Hua Xiaoman já estava atrás dele, ouviu suas palavras e os olhos se encheram de lágrimas. Chu Huai era mais alto e a encobria, enquanto as duas garotas à frente, constrangidas e envergonhadas, nem perceberam sua presença.

— Pronto, podem ir. Todas as fotos indevidas foram destruídas. Se acontecer de novo, vou avisar o professor de vocês. — Chu Huai, naquele momento, parecia ainda mais um professor severo, assustando as duas, que assentiram e foram embora.

Quando elas se afastaram, Chu Huai se virou e afagou carinhosamente o cabelo de Hua Xiaoman:

— Boba, em que estava pensando? Eu sou assim tão indigno da sua confiança?

— Não é isso, eu...

— Vamos, hoje não tem bolinho de carne. Trouxe um doce para você, vamos comer lá em casa.

— Hum.

Hua Xiaoman ainda estava atônita, mas logo se viu puxada por Chu Huai, indo em direção ao hospital.

Chu Huai olhava várias vezes para as mãos alvas de Hua Xiaoman, com vontade de segurá-las, mas, com receio de assustá-la, ficou só a puxar pelo braço, como se já estivessem de mãos dadas, mesmo com as mangas entre eles.

Depois de alguns minutos caminhando, com o vento da manhã deixando-a mais desperta, Hua Xiaoman se animou e fingiu desentendimento:

— Que fotos eram aquelas? Que privacidade, que pedido de desculpas? Dong Xuemei nos fotografou escondida?

— Não, essa garota é muito ardilosa. É melhor tomar cuidado com ela. — Chu Huai alertou novamente: — Ontem deixei um recado para ela no bip, pedindo que avisasse você para nos encontrarmos de manhã. Não imaginei que, além de não avisar, ela ainda foi fazer essas armações.

— Você é bobo, por que deixou recado para ela? Quem não sabe pensa que vocês estão namorando. — Hua Xiaoman olhou para Chu Huai, com um olhar meio tímido, meio manhoso, cheia de charme.

Chu Huai ficou meio distraído, coçou a cabeça e explicou:

— Você não quis o bip que te dei, e o telefone da vendinha estava sempre ocupado quando tentei ligar. Quando consegui, o velho disse que não passava recado. Sem opção, deixei recado para ela. Achei que, sendo colega, não teria problema, e nem era nada importante, só um detalhe.

Se ela não quisesse avisar, eu mesmo iria te procurar na escola.