Capítulo 61: O castigo desapareceu!

A Veterinária dos Anos 80 com Dons Místicos Pequena Raposa Prateada Xiao Yin II 2368 palavras 2026-03-04 15:00:48

Quando o assunto é feng shui, Lúcia sempre se mostra bastante orgulhosa. Dizem por aí que muitos já contrataram especialistas para analisar o feng shui de sua casa, e todos afirmam que é excelente.

No entanto, Flora não se interessa por essas questões e acaba comentando sobre Cecília:

“Agora que pensei, o velho que Cecília arranjou parece ser um antigo mestre de obras, agora virou corretor de imóveis, não? O sobrenome dele é Domingos, se não me engano. A filha dele está na mesma turma que eu.”

Apesar de ser um empresário do ramo imobiliário, Flora desenterra o passado do homem e o chama de mestre de obras.

E, na verdade, Domingos, o próspero, não é alguém de grandes influências; seu caminho para a riqueza foi o de muitos outros. Na juventude, era um simples rapaz do campo, sem formação, e só conseguiu juntar algum dinheiro comandando equipes de construção, erguendo casas para os outros. Por fim, tornou-se patrão e abriu sua própria empresa imobiliária.

Mesmo assim, sua empresa começou como uma pequena loja, e os veteranos do setor costumam brincar que ele é apenas um vendedor de casas — e não estão errados.

Ao ouvir Flora falar assim, Lúcia ficou preocupada.

Dona Cândida também se exalta: “Esses mestres de obras não têm consciência, ganham tudo de forma desonesta. Já esqueceu de quando um deles enganou seu irmão, levando-o para trabalhar na cidade por três meses? Faz um ano e até hoje nada de salário! Esses aí devoram tudo sem remorsos.”

“Eu ouvi dizer que alguns sabem burlar a lei, e se você vacilar, sua casa acaba ficando para eles.

Olha, pode ser mesmo. Ele não teria cara de pau pra tomar a casa da sogra, então vai atrás da sua. E não é que Domingos tem bom olho? A casa da tia é a maior do vilarejo.

Nossa aldeia é perto da estrada, vai se desenvolver. Com um terreno desse tamanho, dá pra construir uma pequena fábrica.”

Lúcia sempre foi influenciável e, ultimamente, magoada com a família, ficou ainda mais inquieta com as palavras de Flora. A coisa mais valiosa que tem é aquela casa, e não pode deixar que a tomem.

Dona Cândida insistiu: “E outra, aquela casa era do casal mais velho, mesmo que tenha sido dada pra vocês, também tem uma parte da Flora. Se ela não concordar, vocês não podem decidir sozinhos. É questão de consciência.”

Agora, com duas opiniões contra uma, e o coração apertado, Lúcia mudou de atitude, sorrindo e pedindo desculpas à sogra:

“Já que mamãe e Flora acham que não é adequado, não vou fazer nada sem consultar. Vou voltar e recusar. Onde já se viu casar filha de outra casa? A família Lúcia não tem vergonha?”

Lúcia arrumou uma desculpa para sair, e Flora suspirou aliviada, acomodando-se na cama.

Já estava preparada: depois que a crise da avó passou, era provável que voltasse a ter febre.

“Filha, está cansada, não? Vai deitar um pouco, ao meio-dia faço macarrão no vapor pra você, dorme uma hora e depois pode comer.”

Com a avó dizendo isso, Flora não hesitou e foi se deitar.

Estava um pouco tonta, mas desta vez não teve febre — só sentiu a cabeça leve. Depois de uma hora, a avó a chamou para almoçar, e ela se sentiu renovada.

Nada de febre!

Animada, Flora arrumou os cabelos diante do espelho e os prendeu. Notou no reflexo o cordão vermelho no pescoço, apressou-se em tirá-lo, admirando o talismã de jade.

O amuleto parecia sem grandes mudanças, mas Flora achou que a cor da pedra estava mais apagada. Talvez fosse só a luz, quem sabe?

O importante é que salvou a avó e não sofreu nenhuma consequência, então estava especialmente feliz!

Estava faminta de verdade.

O macarrão de porco com vagem que a avó prepara é o melhor, pena que ainda não é temporada de vagem, então ela usou cogumelos secos reidratados e fatias de porco magro e gordo separadas. O cheiro do macarrão no vapor era delicioso.

Flora não come carne gorda, e a avó sempre escolhe só os pedaços magros para ela.

Dessa vez, Flora estava realmente faminta. As tigelas não eram grandes e o macarrão bem fofo; normalmente comia uma e meia, mas hoje devorou três!

Ainda sentia fome e queria mais meia tigela, mas temia assustar Chu Huai, além de não querer que a avó pensasse que passava fome na escola. Então, só olhou com desejo para o macarrão que restava na panela, colocou a tigela de lado e tomou chá.

Chu Huai observava atentamente Flora e percebeu que ela não estava satisfeita.

Quando todos terminaram de comer, Chu Huai comentou com dona Cândida:

“Vovó, seu macarrão no vapor é mesmo delicioso, nenhum restaurante da capital faz tão bem quanto a senhora.”

“Ainda tem bastante na panela, se não se importar, posso colocar em um saco plástico pra você levar e guardar na geladeira. Depois é só aquecer à noite ou amanhã, fica ótimo.”

“Não quero incomodar, mas agradeço muito, vovó.”

Chu Huai era educado e sabia se portar. Sempre que ia à casa de dona Cândida comer, trazia carne e verduras, sempre escolhendo os melhores. Hoje, trouxe uma grande peça de costela de porco, suficiente para vários dias. O que não fosse consumido, poderia virar carne seca pendurada na cozinha.

Dona Cândida embalou o macarrão para Chu Huai, conversaram um pouco, e Lúcia chegou apressada.

Ela também não almoçou, pretendia comer por lá, mas vendo a panela vazia, nem comentou. Só reclamou:

“Mãe, agora entendo, a senhora estava certa. A família Lúcia, de cima a baixo, dos mais velhos aos mais novos, nunca me considerou parte deles.

Dizem que mulher casada é como água derramada, não têm nenhuma consideração. Para que Cecília tivesse um casamento de luxo, perderam toda a vergonha.

Mãe, fique tranquila, estou decidida. Minha casa, se eu não concordar, ninguém entra.”

Dona Cândida não tinha mais o que dizer, apenas repetiu as lições antigas para a nora.

Essas lições, apesar de cansativas, acabam funcionando com o tempo. Ao menos agora, decepcionada com a família, Lúcia sente que ainda pode contar com a família do marido.

Flora permaneceu em silêncio, esperando a avó terminar. Então comentou casualmente:

“Se no futuro Lelé casar naquela casa, eu não vou me opor.”

Verdade, mesmo se a família do marido não fosse confiável, ela ainda tinha o filho!

Flora, ultimamente, tem praticado a habilidade de identificar o que é mais importante, especialmente ao resolver exercícios. Rapidamente percebeu que o ponto central para a tia era o filho.

Como esperado, ao mencionar Caio Lelé, Lúcia mudou de atitude, levantando-se indignada:

“Isso mesmo, minha casa vai servir para o casamento do meu filho, ninguém mais vai tomar!”

Depois, lembrando que Flora estava presente, tentou amenizar:

“Flora, não estou falando de você.”

“Eu quero passar no vestibular e ir para fora, não vou casar no vilarejo. E tenho muito a agradecer ao tio e à tia por me ajudarem a repetir o ano; o professor disse que meus resultados melhoraram e devo conseguir uma vaga fora do estado.”

“É mesmo? Vai tentar a capital, junto com Chu Huai?” Lúcia perguntou, sem pensar.

Os dois jovens ficaram vermelhos. Ficou claro que havia algo ali.