002【No início, roubo o Bastão de Combater Cães】

Imperador Wang Ziqiun 5596 palavras 2026-01-30 16:13:02

Zhao Han, ainda mergulhado na névoa do sono, não despertara de todo; apenas sentia uma fome e sede insuportáveis. Meio inconsciente, sentiu os lábios encostarem-se num pote de barro e, por instinto, abriu a boca para beber. Um mingau frio, misturado com terra e areia, escorreu goela abaixo, devolvendo-lhe algum vigor. Abriu os olhos e viu que uma menina estava debruçada ao seu lado.

— Segundo irmão, você acordou? — exclamou Zhao Zhenfang, eufórica, sorrindo entre lágrimas; o olhar antes perdido agora brilhava.

— Eu... — Zhao Han tentou falar, mas ao emitir a primeira sílaba, sentiu a garganta arder como se rasgada.

Quis erguer-se, apoiar-se nos cotovelos, mas o corpo não respondia. Era como se estivesse sob o peso de um pesadelo: a mente desperta, mas o corpo inerte, nem mesmo mexer os dedos conseguia, como se a partir do pescoço já não lhe pertencesse.

Aos poucos, Zhao Han voltou a mergulhar na inconsciência.

Zhao Zhenfang, ela própria faminta, permaneceu ali, vigiando o irmão, terminando o resto do mingau e até lambendo o pote até que não restasse nada.

Finalmente, os funcionários da cidade de Tianjin organizaram-se para recolher os corpos na ponte.

Era pleno verão. Centenas de cadáveres, se não fossem logo removidos, facilmente trariam peste.

Os encarregados de transportar os mortos eram soldados da guarnição de Tianjin.

Devido ao severo êxodo de soldados e à crescente ameaça dos tártaros em Liaodong, foi criada uma nova tropa em Tianjin no final do reinado de Wanli.

Esta nova tropa seguia o sistema de batalhões, não subordinada às antigas guarnições hereditárias, e era financiada diretamente pelo governo central. Excluindo as forças navais como o Batalhão Defensor do Mar, havia mais de seis mil soldados desses novos batalhões em Tianjin e arredores. Mas, em pouco mais de uma década, restavam apenas dois ou três mil.

E mesmo entre estes, não havia um só digno de combate; eram tratados como servos.

Além disso, havia ainda milhares de soldados das antigas guarnições, que há gerações serviam aos comandantes como camponeses escravizados.

No total, mais de dez mil soldados oficiais na área, e, ainda assim, todos foram intimidados por algumas dezenas de bandidos montados, só agora ousando atravessar a ponte.

— Pequeno Wu, este aqui ainda respira.

— Não vai sobreviver, leve junto para a vala comum.

— Não está ferido, só está faminto. Se tomar meio prato de mingau, talvez viva.

— Vai dar mingau pra ele?

— Eu mesmo mal tenho o que comer, de onde vou tirar mingau pra ele?

— Então cala a boca.

Mortos ou vivos, todos eram carregados para carroças e levados ao cemitério abandonado próximo, onde eram enterrados às pressas.

Após várias idas e vindas, chegaram finalmente ao local onde estava a família Zhao.

Zhao Zhenfang atirou-se sobre o corpo do pai, gritando:

— Não toquem no meu papai!

Um dos soldados, vendo quão pequena era a menina, sentiu pena:

— Ah, já morreu, vamos enterrar seu pai.

Zhao Zhenfang balançou a cabeça:

— Papai não morreu, ele só está dormindo.

Os soldados, sem lhe dar ouvidos, passaram a remover o corpo da mãe, Zhao Chen.

— Mamãe!

Zhao Zhenfang atirou-se em desespero, e os soldados apenas balançaram a cabeça. Eram apenas dois corpos; se a menina não deixasse levar, seria menos trabalho para eles.

Tendo conseguido proteger os corpos dos pais, Zhao Zhenfang viu os soldados se aproximarem do irmão e gritou:

— Esse é meu segundo irmão!

Um soldado suspirou:

— É a família toda, que tristeza.

Outro comentou:

— O rapazinho não morreu, o peito ainda se move.

O soldado que examinou Zhao Han tocou-lhe a testa e balançou a cabeça:

— Está com febre alta, só resta um fio de vida.

Os soldados abandonaram a família Zhao e foram remover outros corpos. Estava anoitecendo, e ainda restavam mais de cem corpos para o dia seguinte.

O sol poente tingia o céu de vermelho.

Aos seis anos, Zhao Zhenfang sentia o estômago roncar. Com esforço, arrastou o irmão para junto dos pais e ficou ali, em silêncio, esperando o amanhecer.

Zhao Han acordou de fome no meio da noite, com a cabeça zonza, o estômago vazio e o corpo exausto.

Com grande esforço, ergueu-se, e à luz pálida da lua, viu a menina encolhida ao lado. Ela parecia faminta até dormindo, com as mãos pequenas apertando o ventre.

Era a irmãzinha, Zhao Han lembrou-se de repente.

Mas não... Ele era filho único, de onde saiu uma irmã?

Sacudiu a cabeça para afastar a confusão e olhou para as próprias roupas. Não sabia de que tecido eram feitas, mas eram ásperas ao toque, remendadas por toda parte — nem mesmo bandidos as quereriam.

Primeiro ano do reinado de Chongzhen, novo imperador subiu ao trono?

Zhao Han sentou-se, derrotado, fitando o céu estrelado do passado, e tudo lhe pareceu absurdo demais para aceitar.

Ele viera de uma família comum na China moderna. Sempre teve bom desempenho nos estudos, conseguindo entrar num bom ensino médio, mas sem passar para uma universidade de prestígio, cursou uma faculdade comum.

Desde pequeno sonhava em ser soldado; ao ver faixas de recrutamento na universidade, alistou-se sem hesitar.

Após dois anos no exército, sem pleitear promoção, deu baixa e voltou à faculdade.

Aproximava-se da formatura, ponderando se faria pós-graduação ou prestaria concurso público. Como viera parar na antiguidade?

E justo no primeiro ano de Chongzhen!

O reinado de Chongzhen durou, se bem se lembrava, uns dezessete anos — de todo modo, a queda da dinastia Ming estava próxima.

Da história do fim dos Ming, Zhao Han sabia o básico, mas muitos detalhes se perderam.

Seu curso era Língua e Literatura Chinesa: estudara literatura clássica, filologia, paleografia, mas nunca se aprofundou em história antiga.

O corpo estava debilitado, a febre não cedia, e Zhao Han, confuso, voltou a dormir.

Pela manhã, foi a fome que o despertou. Engatinhou entre os cadáveres em busca de algo para comer, mas nada encontrou.

Aquelas centenas de corpos já tinham sido revirados várias vezes; não restava dinheiro, comida, nem roupas melhores — os próprios soldados responsáveis por recolher os mortos já haviam levado tudo.

Mas a fome de Zhao Han era tamanha que seus olhos estavam vermelhos, o estômago doía como se cortado por facas e um impulso animalesco de morder carne humana lhe tomava o espírito.

Fitou os cadáveres e quase se lançou sobre eles para arrancar um pedaço.

— Segundo irmão, estou com fome... — Zhao Zhenfang, não se sabe quando acordara, estava apática, talvez pela fome, talvez pelo choque do dia anterior.

Zhao Han lembrou-se de que, na véspera, a menina lhe dera mingau. Por instinto fraternal ou gratidão, sentiu que devia cuidar dela. Consolou-a:

— Não tenha medo, seu irmão vai encontrar comida.

Mas não havia o que encontrar!

Até a casca das árvores nas redondezas já fora arrancada pelos famintos. Até o capim da margem do rio estava amarelo. O canal estava quase seco, o leito exposto, rachado em grandes fendas.

Zhao Han pensou em procurar insetos para obter proteína, mas não havia nada além de mosquitos.

O solo estava tão seco que nem com enxada se abriria, quanto mais encontrar minhocas.

Pegou dois pedaços de caco de pote, segurou a irmã pela mão e foram ao meio da estrada, na esperança de encontrar algum transeunte a quem pedir comida.

Apenas alguns minutos de pé e o corpo de Zhao Han já não aguentava; parecia que um sopro de vento o derrubaria. Acabou ajoelhando-se, fingindo fraqueza.

Zhao Zhenfang então o advertiu:

— Segundo irmão, papai dizia que um homem só pode se ajoelhar diante do céu, da terra, do imperador, dos pais e do mestre; nunca para pedir comida.

— Comida de caridade — corrigiu Zhao Han.

— Isso mesmo — assentiu ela.

— E papai nunca disse que um homem deve saber curvar-se e erguer-se conforme as circunstâncias? — indagou Zhao Han.

Ela negou com a cabeça.

— Ficar de pé é erguer-se, ajoelhar-se é curvar-se. Agora nos ajoelhamos para, no futuro, podermos nos levantar novamente. Ajoelhe, de qualquer forma não temos forças para ficar em pé; vamos dizer que estamos descansando de joelhos.

Os dois irmãos, lado a lado, ajoelharam-se na estrada, cada um com um caco de pote nas mãos, enquanto o sol da manhã subia devagar.

Após cerca de meia hora, saiu da cidade uma caravana comercial. Como o canal estava seco e a navegação impossível, seguiam rumo norte com mulas e cavalos.

Zhao Han, que nunca mendigara, vendo a caravana se aproximar, endireitou-se, ergueu o pote, mas ficou calado, sem coragem de pedir.

— Saiam do caminho! — gritou um dos escoltas armados. Com o crescimento do comércio e a instabilidade do país, o ofício de guarda-costas prosperou nas últimas décadas.

Zhao Han continuou a erguer o pote, até que um guarda musculoso veio, pegou-o junto com a irmã pelo colarinho e os lançou na beira da estrada como se fossem pintinhos.

Zhao Han ergueu-se com dificuldade, engoliu o orgulho e, ajoelhando-se, gritou:

— Senhores, por caridade, deem-nos algo para comer!

Ninguém respondeu, todos passaram indiferentes com a longa caravana.

Logo depois, surgiu outra coluna, vinda de Tianjin. Como o canal estava seco e o transporte fluvial interrompido, o governo apressara a transferência de grãos por terra.

Os encarregados do transporte vestiam-se tão mal quanto Zhao Han, alguns cobertos apenas com panos na cintura, empurrando e puxando carroças sob o sol escaldante.

O comandante do transporte de grãos, porém, destacava-se na montaria, lustroso, bebendo água de tempos em tempos. Ao seu lado, duzentos lacaios, todos armados, prontos para defender a carga de qualquer bando de ladrões.

— Segundo irmão, tenho fome.

Zhao Zhenfang estava faminta, sedenta, e o sol a consumia, deixando-a quase inconsciente.

Soldados de Tianjin voltaram à rua para recolher cadáveres; Zhao Han não os impediu, apenas assistiu enquanto levavam os pais.

Com apenas dez anos naquele corpo, Zhao Han, exausto, tentou carregar a irmã, mas logo se ajoelhou de cansaço.

Fome demais, forças de menos.

Por fim, deitou-se no chão e disse à irmã:

— Suba nas costas do segundo irmão, vamos à cidade buscar comida.

Zhao Han deitou-se, a irmã subiu em suas costas e lá foram, engatinhando rumo a Tianjin, como dois cães vadios.

Talvez pedir comida na cidade fosse mais fácil.

Agora, o essencial não era nenhum plano a longo prazo, mas apenas sobreviver.

A cidade de Tianjin fora construída na confluência de três rios; era preciso atravessar o canal para chegar ao fosso de defesa.

Vinte anos antes, uma enchente derrubara setenta metros dos muros sul e norte, e até hoje o governo não tinha dinheiro para restaurá-los.

Com o canal quase seco, muitos barcos encalharam e o transporte de grãos e mercadorias passou a ser feito por terra. Assim, uma ponte de madeira fora erguida temporariamente sobre o canal norte. O governo, temendo invasão de andarilhos e bandoleiros, postou soldados e barreiras na ponte.

Carregando a irmã, Zhao Han arrastou-se até a ponte, mas foi chutado por um guarda:

— Fora daqui, seus mendigos!

Quase desmaiando de fome, Zhao Han não sentiu raiva; apenas segurou a irmã, forçou um sorriso e suplicou:

— Senhor soldado, por favor, deixe-nos atravessar para pedir comida na cidade.

O guarda riu e, de mãos atrás das costas e pernas afastadas, disse:

— Querem cruzar? Então passem por baixo das minhas pernas.

Zhao Han ficou em silêncio, olhos vermelhos, punhos cerrados, mas logo relaxou.

De repente, um oficial se aproximou, empurrou o soldado e resmungou:

— Ora, Wei Si, que valentia é essa de humilhar crianças?

Wei Si riu:

— Velho Liu, só estava brincando com eles.

Liu olhou para os irmãos e ordenou:

— Deixe-os passar. Se viverem ou morrerem, é questão de destino.

Zhao Han reuniu forças, e, lembrando-se das formalidades daquele tempo, fez uma profunda vênia:

— Permita-me saber o nome do benfeitor. Se sobrevivermos, um dia retribuiremos esta bondade, nem que seja à custa da própria vida.

Liu, surpreso com a cortesia, retribuiu com seriedade:

— Vejo que és um jovem nobre em desgraça. Chamo-me Liu Mang, comandante de um pequeno destacamento da nova tropa de Tianjin.

— Guardarei seu nome e, se o destino permitir, um dia voltaremos a nos encontrar — replicou Zhao Han, com dificuldade voltando a se agachar, para que a irmã subisse em suas costas, e juntos prosseguiram, engatinhando como cães.

O comandante Liu, pensativo, tirou algumas moedas de cobre e as entregou a Zhao Han:

— Tome, compre algo para comer.

— Obrigado, senhor — Zhao Han sorriu, radiante.

Havia feito questão de demonstrar cultura e polidez, só para chamar a atenção do oficial, e felizmente obtivera algum resultado.

Os irmãos engatinhavam devagar. Wei Si comentou:

— Velho Liu, por que dar-lhes dinheiro? Estão tão fracos que mesmo entrando na cidade vão morrer de fome amanhã.

O comandante Liu olhou-os atravessando a ponte e suspirou:

— Tenho dois filhos da mesma idade. É só para aliviar a consciência. Que tempos terríveis...

Embora Tianjin fosse construída às margens do rio, havia uma distância entre os muros e o canal. Fora das muralhas, surgiram bairros ilegais e mercados.

Especialmente ao norte, onde ficava o cais do canal, a região era movimentada, repleta de lojas, o fosso da cidade transformado em canal interno para o porto.

Zhao Han, com a irmã nas costas, seguiu o aroma de comida pelas vielas da cidade.

Chegando a uma barraca de pães, parou para recuperar o fôlego, tentou levantar-se, mas caiu de novo e terminou sentado de joelhos, estendendo as moedas:

— Comida...

Com a decadência da Espanha, uma crise de prata assolava o fim da dinastia Ming.

A prata se valorizava, o cobre se desvalorizava, e o dinheiro de cobre perdia cada vez mais valor.

Em tempos de fome, o preço dos grãos era altíssimo; aquelas poucas moedas mal compravam um pão de farinha mista.

O feirante pegou as moedas, entregou-lhe um pão e, com ar de desprezo, ordenou:

— Vai comer longe, não me atrapalhe os negócios.

— O-obrigado...

Zhao Han sorriu com esforço, mordeu o pão e, ainda carregando a irmã, arrastou-se até a esquina.

Antes que chegassem, um grupo de mendigos apareceu e tomou o pão, dizendo agressivamente:

— Para pedir comida em Tianjin precisa se apresentar ao chefe. Esse pão é a taxa de entrada. Daqui pra frente, todo dia tem que entregar cinco moedas ou comida, aí poderão pedir esmola na rua do cais.

Zhao Han já havia suportado pedir de joelhos, ser chutado, forçado a rastejar sob as pernas de um guarda. Tudo para sobreviver.

Mas ao finalmente conseguir comida, ser roubado por outros mendigos foi demais. Ele largou a irmã, ergueu-se com dificuldade e gritou:

— Devolvam!

— Moleque criado sem mãe, nem consegue ficar de pé e ainda quer bater de frente? — o chefe dos mendigos esticou a perna e facilmente derrubou Zhao Han.

Todos riram alto. Eram os mais desprezados da sociedade, alvos diários de humilhações, e só encontravam diversão maltratando alguém ainda mais fraco.

Zhao Han, tonto de fome, via tudo duplicado. Sem forças para levantar, lançou-se para frente, agarrando o tornozelo do chefe dos mendigos:

— Devolvam o pão!

— Saia daqui!

O chefe dos mendigos, com o tornozelo preso, levantou a outra perna e pisou na cabeça de Zhao Han como se esmagasse uma formiga.

— Não bata no meu irmão! — gritou Zhao Zhenfang, quase desmaiada de fome, pulando para morder a perna do chefe.

— Ai!

O homem gritou de dor e chutou Zhao Zhenfang para longe.

Aproveitando que estava com um pé só no chão, Zhao Han reuniu suas últimas forças, puxou o tornozelo do chefe dos mendigos e o fez cair de costas, batendo a cabeça no chão.

As risadas continuaram. Os outros mendigos não se importavam, achando que duas crianças jamais seriam ameaça.

Alguns transeuntes, atraídos pela confusão, pararam para assistir à briga.

Ofegante, Zhao Han não esperou a reação dos outros; rastejou até o chefe dos mendigos e mordeu-lhe o pescoço sujo de terra.

— Solte! Solte agora!

O chefe dos mendigos, tomado de pânico, esqueceu de pedir ajuda aos comparsas, só tentava empurrar Zhao Han.

Os demais finalmente decidiram agir, chutando e puxando Zhao Han, enquanto Zhao Zhenfang tentava ajudar, mas logo foi afastada a pontapés.

Zhao Han segurava firme o adversário, mordendo sem soltar, rompendo-lhe a traqueia e a artéria. O sangue que escorria à boca não era repugnante; ao contrário, a fome e sede o faziam sorvê-lo com avidez.

Por fim, o chefe dos mendigos parou de se mexer.

Com a boca coberta de sangue, Zhao Han sorriu ferozmente para a multidão.

— Assassinato! — gritou um transeunte.

Os outros mendigos, atônitos, não pensaram em vingar o chefe; pegaram seus cacetes e tigelas e fugiram.

Zhao Han apanhou o pão do chão, rasgou-o ao meio, comeu uma metade e entregou a outra à irmã:

— Coma!

Zhao Zhenfang, sem pensar, devorou o pão com avidez.

Só depois de terminar sua metade, Zhao Han limpou o sangue da boca com a manga, como se nada fosse, como se tivesse comido carne humana.

Ninguém foi à polícia; afinal, era só mais um mendigo morto. Em Tianjin, morrer de fome era rotina.

Com as forças um pouco restauradas, Zhao Han começou a revistar o corpo do chefe dos mendigos diante de todos, mas nada encontrou.

Pegou o bastão do adversário, usou-o de apoio para se erguer, tomou a irmã pela mão e disse:

— Vamos, segundo irmão vai procurar um lugar para passarmos a noite.

Zhao Zhenfang, com um pedacinho de pão guardado, seguiu em silêncio.

Mal deram alguns passos, ambos desabaram e continuaram a rastejar.

Os curiosos abriram passagem, observando-os partir.

Não era um começo tão miserável, afinal; ao menos conseguiram um bastão de defesa.