Capítulo Oitenta – O Manual das Artes Marciais?
No breve instante em que se viu o clarão, o corpo de Sun Xing já havia alcançado a lateral de Ye Feng, e sua mão direita, carregada de uma forte energia cortante, rasgou o ar em direção ao ombro de Lin Feng. Contudo, quando Chu Feng e o Mestre Jade chegaram ao núcleo do palácio, de fato se depararam com o lendário e sanguinário Quilin Negro, ou ao menos se sentiram abalados por sua presença imponente.
Subitamente, ele percebeu uma oscilação de energia espiritual vinda da montanha atrás de si; aquele covil deveria pertencer aos três dragões aquáticos. Será que o mais velho deles havia alcançado a transformação divina? Agora, ela não estava apenas de coração partido, mas também coberta de feridas. Queria partir dali, pensava em buscar refúgio com a tia na Cidade Noturna, mas lembrava que a tia nunca gostara muito dela.
Ao ver isso, Cui Shasha apressou-se em abrir uma garrafa de cerveja para ele, aproximando-a de seus lábios. Gu Mingdao aceitou sem cerimônia e bebeu grandes goles. Após dias à deriva no barco, finalmente tocaram terra firme. Gu Pan livrou-se do médico imperial Shi e encontrou o general Sun, sentindo então metade de seu peso desaparecer.
A curiosidade de Yu Hanxin foi totalmente despertada por Di Lige, mas Di Lige parecia não ter qualquer intenção de lhe esclarecer as dúvidas. Xu Guohua franziu o cenho; já que Lu Ze sabia de tudo, por que arriscaria seguir esse caminho perigoso?
— Mas... — A Feng estava inquieta. Antes, Gu Pan lhe aconselhara a desistir de Wu Yan, dizendo que eles eram de mundos diferentes. Naquele tempo, ela não compreendia, mas agora começava a entender. A princesa, com sua linhagem nobre, correspondida pelo amado, ainda assim sofria agruras; quanto mais ela, uma simples criada?
Lei Shan, sentado no trono, disse friamente: — Mãe, não se esqueça de sua posição. Se isso se espalhar, o prestígio deste salão será severamente abalado. Embora a Senhora Wanhua não fosse mãe biológica de Lei Shan, pelas regras da seita imortal, ele devia chamá-la de mãe, sob pena de cometer um grave desrespeito.
Nesse momento, duas figuras se aproximavam ao longe, apressadas e cheias de ansiedade. Soltei uma risada abafada ao lado, lembrando quando cheguei ao palácio pela primeira vez, também incomodada por essa mesma mãe Zhaoyi na noite de núpcias de Baoyuan.
Gu Chuanxia lembrava das últimas palavras de Liu Yan, pensando consigo que Huo Lanxing estava certo: apenas Liu Yan poderia compreender plenamente o sofrimento e a corrosão que aquele órgão lhe causava. — Vamos deixar esse assunto para depois. Saia um instante. Preciso conversar com seu tio An — disse Deng Rongji.
Meng Xingyuan, no auge do terceiro nível da seita Lingzong, ainda era incapaz de voar naquele mundo; naquele momento, não voava, mas saltava. Devido aos meses de guerra com o exército de Zhou, o comércio da cidade estava afetado. Quando Jill voltou, relatou o abandono das ruas, o que me deixou inquieta, assim como Ming'er.
No passado, mesmo que Dabao não fosse tão apegado a Gu Xisheng, seu pai, ao menos o vínculo entre os dois era próximo e harmonioso. Zhao Kuangyin sentou-se confortavelmente ao meu lado e perguntou com um sorriso: — Ruir, ainda aguenta comer mais? Seu tom era repleto de carinho.
— Combinação de voz bem-sucedida. Coronel Zhu Ziming, confirme se a ordem deve ser executada! — soou a voz sintetizada do sistema militar, não de uma pessoa real. O corpo de Amur já havia enrijecido completamente após tanto tempo, deitado de bruços sobre as costas de Wuyun como um morto-vivo, o rosto arroxeado, com manchas de cadáver a surgir. O baixote, temendo algum problema, colocou cinábrio sobre Amur para evitar que o cadáver se transformasse.
Que surpresa! O chefe da comarca levou um susto. Não imaginava que Wu Xiao, tão discreto, tivesse tantas conexões importantes na capital da província. — Não, e os cogumelos dos dois vilarejos além da montanha? — perguntou Sophie, lançando um olhar sedutor para Wu Xiao.
Quanto mais desciam, mais frio ficava; nem mesmo a magia podia dissipar o frio completamente. Yu Hua Ji dormia ali havia séculos… Pensando assim, o coração de Yu Wei se enchia de temor. Diante do ataque repentino de Zhang Cheng, o Guerreiro de Ferro não demonstrou pânico. Deu meio passo atrás com o pé direito, levantou o braço esquerdo para aparar o golpe, planejando contra-atacar com um soco de direita.
Após atravessarem alguns corredores, chegaram ao salão. O discípulo de destino amargo serviu chá apressadamente e convidou Li Qingxin a sentar-se para conversar. Assim que as portas se fecharam, o grupo dos quatro castigados desabou de cansaço. Sentindo o cheiro da comida, correram famintos e tomaram os melhores lugares para devorar o jantar.
Sim, era uma pá. Não importava o formato estranho da lâmina; para Zhang Cheng, era apenas uma pá, e das pequenas — apenas trinta centímetros —, talvez pior até do que aquelas de cabo de madeira usadas para plantar árvores na escola. O cérebro de Yun Zhi parecia em curto-circuito, aquela emoção avassaladora a fazia perder o rumo.
A surra ultrapassou o limite dos mercenários dispersos. Liderados por alguns deles, mais de uma dúzia se lançaram sobre o Mercenário Trovão, dominando-o apenas pela força numérica. Sem movimentos elaborados, bateram até matá-lo no chão. — Ué? Todos mortos? — Lu Ming seguiu assustado, vendo o homem mascarado tombado na orla da floresta, sem entender como morrera.
— Quero. — Wei Ziyu mordeu os lábios. Se não quisesse, não estaria ali conversando com ele hoje. Lin Yang, sem perceber, ajoelhou-se com uma perna só, olhando para Ling Xiao com os olhos cheios de devoção e loucura.
— Rongrong, Yunfei, Zhang Fan, estarei ausente por alguns dias. Enquanto eu não estiver, não deixem ninguém entrar na seita. — Yang Nian temia que a Seita Yin-Yang, ao saber da morte de Long Teng, viesse em busca de vingança, por isso deixou tais instruções.