Capítulo 109: A Masmorra Subterrânea do Rei Inseto
Capítulo 109: A Masmorra Subterrânea do Rei Inseto
— Isso é realmente fascinante.
Sua Majestade o Imperador recuou lentamente, encostando-se ao trono, envolto em sombras, mergulhado em profunda reflexão.
— O avanço tecnológico do inimigo está rápido demais, não acha?
Sua voz era suave, porém clara para todos ali presentes.
Claramente, as palavras do governador despertaram sua curiosidade; aquilo era algo fora do comum.
As informações humanas não haviam sido engolidas pelo vazio, pois antes das quatro fragatas de escolta secundárias serem capturadas, a frota principal humana já havia retornado com os dados.
E, nesse intervalo, o relatório trazido pela frota principal humana indicava que tudo estava bem. Embora a operação de desembarque tivesse fracassado, os insetos foram encurralados no subsolo da estrela. A situação estava sob controle, restava apenas eliminar lentamente a ameaça subterrânea.
Porém, devido à pressão no flanco oeste, as forças tiveram que ser deslocadas para lá, temporariamente deixando os insetos para trás. Acreditava-se que eles não tinham mais capacidade de ascender ao espaço, e que as quatro fragatas secundárias seriam suficientes para bloquear qualquer tentativa de decolagem.
— Antes, os chamávamos de parasitas do espaço, certo?
— Parece que essa avaliação já está ultrapassada.
— Não só capturaram e transformaram as quatro fragatas de escolta que deixamos para trás, como também aprenderam a técnica de salto espacial. Os navios que modificaram são até superiores aos nossos.
— Interessante.
— O que teria feito com que eles evoluíssem tanto em tão pouco tempo?
— Ou talvez... — o Imperador bateu levemente no apoio de braço, emitindo um som claro — vocês enfrentam na verdade duas espécies completamente diferentes. Uma, os insetos reprimidos sob o planeta; a outra...
— Não faz sentido — ele interrompeu, negando a hipótese — Eles transformaram navios metálicos em navios biológicos, deve ser a mesma linhagem.
— Fascinante, muito fascinante. Algo mudou, certamente.
— E quanto aos reforços, Majestade? — Dietrich endireitou-se e perguntou.
— Já decidi, enviarei um general — respondeu o Imperador, com um sorriso relaxado.
— Isso me tranquiliza. Estarei aguardando a chegada de Vossa Senhoria aqui — o governador relaxou visivelmente e fez uma reverência.
— Pois então, por hoje é só, Dietrich — disse o Imperador, sorrindo com leveza.
— Que Vossa Majestade tenha saúde — o governador inclinou-se profundamente, sem olhar para o Imperador.
A imagem desapareceu gradualmente, restando apenas uma tela negra.
O governador endireitou-se, recuperando sua postura de autoridade máxima da região estelar.
— Vamos — falou aos assistentes.
Parecia que nada havia acontecido, ele caminhava tranquilamente para fora, como se o planeta estivesse em paz.
Quando todos entraram no vagão do trem magnético, os que ficaram para trás sussurraram surpresos.
— Um asiático?
— Nosso Imperador é um asiático?
Além dos militares, a maioria jamais havia saído do próprio planeta. As viagens interestelares não eram tão simples quanto os humanos imaginavam; até mesmo os soldados que circulavam entre os sistemas desconheciam a identidade do Imperador.
Ele era tão misterioso que muitos acreditavam que o governador era o líder máximo.
— Se forem bons o suficiente, poderão estudar na região central das estrelas. Lá, poderão ver o Imperador todos os dias.
O governador sentou-se sem responder e sem intenção de tratar negócios.
— Vocês sabem por que chamamos este lugar de Estrela do Sul, não? — perguntou de repente.
— No universo, não há pontos de referência, e o único jeito de distinguir norte, sul, leste e oeste é pela Estrela Central, o sistema central.
Ele, com uma veia filosófica, fez os assistentes se inclinarem curiosos.
— E toda a origem dos povos estelares está na Estrela Central.
— Toda a tecnologia vem de lá.
As perguntas surgiram com surpresa.
— Se é assim, por que nunca ouvimos falar da Estrela Central em todos esses anos?
O governador sorriu com desdém e orgulho.
— Por minha causa.
— Eu controlo toda a Estrela do Sul, todo o domínio da Estrela do Sul.
— Exceto pelos heróis enviados a cada cinco anos pela Estrela Central, ninguém ouve falar desse nome na mídia.
— Todo o domínio da Estrela do Sul é meu, está sob meu comando.
Seus olhos brilhavam com arrogância típica de quem detém o poder.
— Ninguém conhece a Estrela Central, porque a Estrela do Sul é a Estrela Central!
Os assistentes expressaram compreensão.
Claramente, o governador tinha ambições grandiosas.
Se não fosse por esta crise, provavelmente nunca teria relatado nada ao Imperador nesta vida.
— Mas por que o Imperador aceitou enviar reforços tão rapidamente? — questionou um assistente intrigado.
— E mais, só um general?
As perguntas sucessivas fizeram a expressão do governador endurecer.
— Porque mesmo que o Imperador envie apenas essa pessoa, ele pode controlar tudo.
— E... — seus olhos se encheram de medo — quando esse general chegar, o Imperador terá tudo o que deseja.
Havia uma dor silenciosa em seu olhar. Sabia que o Imperador não aniquilaria tudo, mas quando o general estivesse ali, aquele lugar já seria completamente domínio imperial. O Imperador cederia uma parte dos lucros, mas a maior parte? Ele tomaria tudo. Contudo, isso ainda era melhor do que a destruição total.
Fechou os olhos suavemente, decidido a não se arrepender. Já havia ponderado os prós e contras na reunião.
O Rei Inseto ignorava que havia sido marcado como destruidor. Ele pairava acima do continente de Feren, observando com interesse os insetos-mãe e os escavadores subterrâneos projetando sua masmorra.
Comparado aos calabouços mesquinhos com apenas uma ou duas passagens, aquilo era sem dúvida uma verdadeira cidade.
Eles haviam escavado algo que agradava o Rei Inseto — minério de urânio.
Desta vez, o Rei Inseto não permitiu que os escavadores devorassem tudo.
E, três dias depois, o primeiro nível da masmorra subterrânea foi inaugurado.