Capítulo 110 Construção da Masmorra EM ANDAMENTO (1)
Capítulo 110: Construção da Masmorra em Andamento (1)
Na verdade, já durante a construção da masmorra, os meio-insetos haviam se envolvido em uma disputa. Cada um deles tinha sua própria opinião sobre o projeto da masmorra.
Era evidente que esses estudantes brilhantes, que haviam recebido uma educação avançada, tinham ideias próprias sobre como construir uma masmorra.
Não eram aqueles soldados brutos e grosseiros; a maioria deles era composta por alunos talentosos que inicialmente faziam modelos com barro. Na verdade, também possuíam dispositivos eletrônicos — poderiam até modelar na rede de enxame de insetos.
Contudo, naquela rede ainda não existia um aplicativo tão avançado, então, por enquanto, só podiam usar o barro para criar os protótipos.
Após a transformação pelo enxame, suas forças e percepções superavam em muito as dos humanos, e em operações delicadas eram até mais precisos do que os seres humanos mais habilidosos.
Afinal, os insetos possuem uma percepção muito superior à dos humanos, e combinando isso com um controle absoluto sobre seus corpos, não era estranho que conseguissem criar modelos tão detalhados.
A masmorra ocuparia uma área superior a cinquenta quilômetros quadrados, cerca de quarenta vezes maior que o parque da Disneylândia. Tinham espaço de sobra para construí-la.
Era como a versão real de Minecraft, mas ao contrário do jogo, agora possuíam habilidade e tempo para realizar essa tarefa.
O Rei Inseto não impusera prazos, mas os líderes meio-insetos sentiam uma pressão interna.
“A primeira camada não precisa ser muito elaborada,” disse Silva, o principal meio-inseto abaixo do Rei Inseto. Embora este não lhe tivesse dado título ou patente, era o único que ousava discutir assuntos diretamente com o Rei, por isso, sua liderança era respeitada.
“Vamos construir o labirinto primeiro e adicionar histórias e detalhes depois. O mais importante agora é definir os caminhos, armadilhas e monstros da próxima camada.”
Todos assentiram.
“Agora, vamos dividir as tarefas.”
“Primeiro, precisamos de um grupo para projetar os monstros da masmorra, seguindo o plano das 18 camadas, aumentando a dificuldade gradualmente. Esse grupo irá com a mãe-inseto para a próxima camada e projetará diretamente lá, enquanto esta camada será entregue à equipe de construção.”
Os meio-insetos concordaram: “Quem quiser se juntar a esse grupo, fique deste lado.”
Muitos se dirigiram para lá.
Parecia que estavam desenvolvendo um jogo: alguns cuidavam da história, outros da arte, do mapa ou do motor do jogo.
Na sociedade humana atual, a compreensão sobre jogos já era algo comum.
E sendo eles militares, tinham clareza sobre a divisão de tarefas.
“Quem quiser projetar o labirinto, siga o verme escavador. A primeira camada será construída conforme nosso plano, cada um cuidando dos detalhes. O Rei nos deu autonomia, então, além do verme escavador, quem for responsável pela primeira camada deve mudar para modo escavação e cuidar das operações mais delicadas.”
Ninguém falou, pois era uma questão de consciência. Claramente, todos ali desejavam mudança e progresso.
E já que o Rei Inseto lhes concedera poder sem cobrar pontos de contribuição, naturalmente podiam assumir completamente a forma de insetos para construir.
Eles trocaram olhares e, lentamente, seus corpos começaram a desenvolver diversos órgãos. Alguns se transformaram em grandes monstros semelhantes a besouros quadrúpedes, outros em criaturas com seis ou oito patas, todos enormes, com pelo menos dois metros de largura e altura, parecendo grandes discos.
Não era por vontade própria, mas porque aquela estrutura era a mais racional para suportar maior peso no tronco superior, o que lhes permitia escavar com mais força.
Exceto quando era necessário o verme escavador para delimitar áreas ou alcançar camadas profundas, eles mesmos faziam a maior parte da escavação — o verme escavador abria túneis largos de sete a oito metros, como faróis para orientar, mas não podia realizar as operações refinadas do labirinto.
Para os meio-insetos, essas operações eram simples — podiam escavar com vigor e amplitude.
O mapa já estava completamente sincronizado em suas mentes.
Só precisavam cuidar do seu próprio túnel.
Primeiro vieram as vias principais, depois os caminhos secundários do labirinto, todos escavados por eles.
Sua velocidade de escavação não era inferior à de máquinas.
Nas regiões de Xiangjiang ou no Distrito Onze, devido às vias estreitas, usavam pequenas escavadeiras e rolos compactadores, que pareciam quase brinquedos. Agora, transformados em aranhas escavadoras de dois a três metros, eles superavam facilmente essas máquinas em eficiência.
No início, todos escolheram escavar. Após quinze ou vinte minutos, muitos mudaram espontaneamente de função — alguns passaram a transportar terra, outros a compactar o solo, e alguns cuidavam da consolidação das paredes.
Com a divisão de tarefas definida, a velocidade de trabalho aumentou.
O mais impressionante era que, ao contrário das máquinas, não sofriam fadiga metálica, nem precisavam descansar ou se alimentar. Embora tivessem um temporizador cerebral, trabalhavam com extrema concentração, e em dois dias já haviam escavado a maior parte dos túneis.
O solo ali era muito duro e, por estar subterrâneo, o ar era rarefeito, mas os meio-insetos não precisavam de muito oxigênio nem de comida. Suas garras ou brocas eram mais resistentes que a pedra dura, e um único deles equivalia a uma máquina inteira.
Isso os deixou maravilhados com a capacidade construtiva dos insetos. Humanos raramente construíam debaixo da terra; mesmo grandes obras como túneis ou pontes eram consideradas enormes projetos, mas agora, com apenas algumas centenas deles, concluíam facilmente uma obra de cinquenta quilômetros quadrados.
Seu trabalho chamou a atenção do Rei Inseto, que comentou: “Devemos construir algas capazes de absorver dióxido de carbono e produzir oxigênio.”
“E oferecer abrigos seguros para os aventureiros humanos — pelo menos com uma fonte de água.”
Como se diz, enquanto uns só falam, outros fazem o trabalho pesado. O plano das algas era viável; o ambiente fresco e úmido do subterrâneo era ideal para seu crescimento. Já a instalação de fontes de água e abrigos causava dores de cabeça em Silva e sua equipe.
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Publicado. Hoje me esforcei... vamos dizer que para o terceiro turno da noite.