Capítulo Setenta e Nove: O Início da Conspiração

Vamos nos encontrar pessoalmente Beije a irmã. 2556 palavras 2026-03-04 14:59:52

Ao sair do trabalho, enviei uma mensagem para que Neve pegasse um táxi para casa; eu tinha um jantar de negócios para comparecer.

O Diretor Sun, afinal, é meu superior. Embora não trabalhe no mesmo departamento, enquanto o velho Zheng estava na chefia, ele costumava nos entregar a ele para tarefas pesadas, então somos velhos conhecidos. Penso que, afinal, somos colegas sob o mesmo teto, nos encontramos o tempo todo; não há razão para criar desavenças, por isso aceitei um pedido seu que não parecia exagerado.

— Quanto tempo vai levar para eles chegarem? — perguntei, olhando pela janela o céu escurecendo e pensando em Neve em casa, já cansado daquela espera.

O Diretor Sun olhou para o relógio e, com um sorriso conciliador, respondeu:
— Estão chegando. O pessoal da empresa deles sai meia hora depois da nossa.

Assenti, resignado, e comecei a conversar com ele sobre assuntos cotidianos.

Sun tem seus contatos, todos líderes de outros setores, e queria convidar alguns para jantar, ver se conseguia que alguns funcionários viessem ajudá-lo. Essa amizade entre chefias de empresas é comum; quando eu e Raquel estávamos em Shandong, o velho Wu nos emprestou para Jinã como se fôssemos ferramentas!

Mas Sun temia não ser influente o suficiente e quis que eu o acompanhasse. Não era necessário, e eu não me interessava por essas artimanhas.

Logo, um grupo de líderes vestindo ternos chegou ao jantar. O primeiro era um homem gordo, de aparência um tanto vulgar, chamado Tio Li. Os demais eram diretores de promoção de diferentes empresas, com cargos variados.

Tio Li não era tão velho; parecia ter pouco mais de quarenta anos. Seu corpo era roliço, e ao andar, seu abdômen balançava de um lado para o outro, lembrando o velho Wu.

— Lu... oh, Gerente Lu — disse Sun, talvez por descuido ou intenção, corrigindo-se apressadamente ao apresentar:
— Gerente Lu, este é o gerente de marketing da empresa Yueda: Tio Li.

Após as apresentações, apertamos as mãos. A dele, oleosa, me causou uma sensação desconfortável.

Depois de troca de cumprimentos, todos se sentaram para comer. Repeti várias vezes que estava dirigindo e não beberia. Como eu era apenas gerente de RH, não me deram muita atenção.

Com o álcool fluindo, Sun finalmente abordou o assunto principal. Explicou a Tio Li sua situação e pediu ajuda.

Tio Li não parecia muito disposto, mascando um palito e respondendo com desdém:
— Também estamos com falta de pessoal antes do feriado de Primeiro de Maio! Por que não trouxe seu gerente geral? Assim poderíamos dar um conselho direto.

O tom de Tio Li era claramente de desprezo. No fundo, achava que só estavam ali chefes de departamentos, sentindo-se negligenciado.

Sun então explicou:
— Tio Li, você talvez não saiba! Nossa empresa está passando por uma reforma estrutural, não temos mais gerente geral.

O rosto de Tio Li relaxou, olhando para nós, meio incrédulo:
— Sério? Então, quem dirige agora? Como funciona?

Sun levantou-se e apontou para mim:
— O poder de supervisão está todo nas mãos do departamento de RH.

Todos finalmente me olharam com surpresa:
— Gerente Lu, tão jovem e já no comando?

Tio Li, perspicaz, tinha seu próprio entendimento das relações sociais. Sorriu, ergueu o copo em minha direção:
— Realmente subestimei você, Gerente Lu, me desculpe.

Respondi rapidamente, dispensando formalidades.

Tio Li era direto, não gostava de rodeios ou esconder segredos. Perguntou sem hesitação:
— Gerente Lu, quem está acima de você deve ser alguém extraordinário, para lhe entregar tanto poder.

Senti um desconforto imediato; pensei comigo: cheguei aqui por mérito próprio.

Desviei com algumas palavras elogiosas, lembrando sempre dos conselhos do velho Wu: cautela e discrição.

Depois, não foi preciso mais negociações. Embriagado, Tio Li se despediu:
— Gerente Lu, esse jantar foi ótimo! Então... vou lhe dar esse voto de confiança, está decidido?

Na hora, não dei muita importância, achando que não me dizia respeito.

Ao chegar em casa, Neve já havia dormido. Com receio de que eu tivesse bebido demais, deixou iogurte e uma sopa quente na mesa.

Bebi a sopa e senti o coração aquecer. Entrei no quarto dela, beijei sua testa adormecida e fui descansar.

Na manhã seguinte, ao abrir os olhos, vi Neve debruçada na beirada da cama, me olhando fixamente.

— Lu Xia, você não bebeu ontem à noite, né? — perguntou, com uma voz travessa.

Balancei a cabeça:
— Estava dirigindo, como beberia?

— Muito bem! — disse Neve, apertando meu nariz com carinho. — Levanta, vou te premiar com um café da manhã delicioso.

Depois de me lavar, vi na mesa doces finos e leite quente; a felicidade me invadiu.

— Você acordou cedo? Deve ter dado trabalho preparar tudo isso — comentei.

Neve sorriu:
— Se você se preocupa comigo, então coma bastante!

Saímos juntos para o trabalho sob o orvalho da manhã, ouvindo música animada no carro, ambos cheios de energia.

Cantamos juntos, com as nuvens brilhando no céu; cada brisa que entrava trazia o perfume das flores.

Cheguei à empresa, marquei o ponto e fui ao meu posto, iniciando mais um dia de trabalho. Então Liu apareceu, batendo à porta, trazendo papéis para eu assinar.

Depois de terminar minhas tarefas, lembrei do jantar da noite anterior e perguntei a Liu se conhecia Tio Li.

Liu adorava fofocas, mas só dentro do próprio círculo. Balançou a cabeça:
— Acho que já ouvi esse nome. Quer que eu investigue?

— Deixa pra lá, só estava perguntando mesmo.

Depois de Liu sair, abri o projeto de promoção do Diretor Sun, mas não vi nada de errado, então deixei de lado. Nesse momento, a Princesa mimada me enviou uma mensagem:

— Lu Xia, você vai me dar uma resposta definitiva? No feriado do Primeiro de Maio, sem você, não sei como sobreviver!

— Melhor economizar suas forças! Não teremos folga nesse feriado.

— Sério? — ela duvidou. — Como assim? Está brincando comigo?

— Pergunte ao seu pai.

A Princesa ficou quieta por um tempo, mas não por muito.

— Lu Xia, você realmente não terá férias?

— Não.

— Então... ótimo! — respondeu animada.

Senti um pressentimento ruim, minha pálpebra direita tremia sem parar. Como não respondi por um tempo, ela mandou um áudio:

— Lu Xia, decidi ir a Hefei no feriado te visitar. Mas estou sem dinheiro, me manda um pouco!

— Pra quê? Não venha. — recusei instintivamente, talvez movido pelo desejo de sobreviver.

Mas a Princesa, com seu jeito mimado, insistiu sem parar.

— Ei! Aquele lugar que você me mostrou, aquela ilha ou montanha, quero muito conhecer!

— Não tenho tempo pra te acompanhar.

— Não precisa, só me manda dinheiro, não preciso te ver.

— ...

No fim, acabei transferindo cinco mil para ela, pedindo que não deixasse o Diretor Xu saber.

Depois, sentado, pensei: estou tão pobre assim? Sendo extorquido por uma Princesa mimada! E ainda não posso sair, nem reclamar. É mesmo injusto!