110, o Caçador de Assassinos (Seis)

Detetive de Segunda Classe Corpo Frutado de Laranja 2576 palavras 2026-04-01 07:06:18

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— Podemos usar o banco de dados da delegacia? — Quando ouviu que não poderiam ir à usina nuclear, “Esqueleto” fez uma careta e perguntou ao comissário outra coisa: — Isso não é confidencial, certo? Precisamos para a investigação.

— Ah, isso não tem problema algum — respondeu o comissário, servindo-se de uma taça e sorrindo para “Esqueleto” — Vocês podem acessar o banco de dados a qualquer momento e obter qualquer informação relacionada ao caso.

— Também precisamos de alguns mapas do “Amendoim”, pode ser? — perguntou Hell, servindo uma bebida para o chefe ao seu lado e voltando-se para o comissário.

— Sem problema, sem problema — o comissário respondeu, notando que todos já estavam com as taças cheias. Levantou a sua e brindou junto com Lei Yan e os demais.

Lei Yan e sua equipe estavam com fome, algo constante para eles, especialmente Lei Yan, que recentemente teve o estômago completamente esvaziado (mais tarde, “Pumzinho” quase caiu na gargalhada ao saber disso, dizendo que Lei Yan talvez tenha vomitado até o conteúdo do intestino grosso). Assim, depois de um gole de vinho, as palavras protocolares foram ditas, e a equipe, liderada por Lei Yan, começou a devorar a comida com voracidade. Como o prato estava muito bem preparado, eles comeram como se não houvesse amanhã. O comissário, vendo o entusiasmo deles, também se deixou contagiar e comeu com apetite. Ninguém parecia interessado em conversar enquanto comia.

Em pouco tempo, a mesa estava cheia de bolinhos saltando quase pela garganta, sinal de que comeram bem. Então, pediram alguns petiscos de amendoim para acompanhar o vinho e começaram a conversar sobre o caso.

— Nenhuma prova física, digitais ou DNA foram deixados para trás — disse o comissário, tomando um gole de cerveja e perguntando a Lei Yan e aos outros — Vocês acham que o assassino é profissional?

— Só a técnica é profissional — respondeu Lei Yan — Mas, com base nas evidências que temos, ele não é um assassino de profissão.

— Como assim? — perguntou o comissário, pousando o copo.

— Embora ele mate de forma calma — “Esqueleto” tomou um gole da cerveja amarga e franziu a testa — a motivação é irracional.

— Um assassino profissional não mataria tantas pessoas só por idolatria — Hell falou com base em sua experiência, bebendo ao mesmo tempo — Eles são frios, geralmente matam por dinheiro ou para eliminar obstáculos, não pessoas sem relação.

— E se alguém o contratou para isso? — perguntou o comissário, servindo-se de cerveja e ponderando.

— Até onde sei, nenhum assassino profissional aceitaria um trabalho de serial killer — respondeu Lei Yan, dando de ombros — Matar uma pessoa já é arriscado, imagine três.

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— Você disse que a pessoa A foi morta enquanto passeava com o cachorro? — “Esqueleto” perguntou ao comissário.

— A representa o produtor, certo? — o comissário, depois de pensar um pouco, respondeu, com a cabeça um pouco lenta por estar digerindo a comida — Acho que esqueci se foi A ou C quem passeava com o cachorro. Vou conferir depois nos arquivos. Mas o que você quer saber?

— Quero saber se esse A ou C (não importa quem) só passeava com o cachorro de vez em quando ou era um hábito frequente — explicou “Esqueleto” — Vocês investigaram isso? É costume deles?

— Sim, é um hábito — o comissário assentiu, olhando para Lei Yan e depois para “Esqueleto” — Conversei com os familiares. O outro também vai todo terça-feira ao mesmo lugar para fazer massagem, também um hábito.

— O assassino conhece esses hábitos. Podemos deduzir que ele também conhece os de B. Por isso, ele se disfarçou de entregador para enganar e abrir a porta — “Esqueleto” analisou o que o comissário disse — Isso indica que ele segue as vítimas regularmente, calculou o tempo e o local. Não há testemunhas confiáveis, certo? — olhou para o comissário.

— Certo — o comissário confirmou com um aceno — Embora só testemunhas casuais tenham visto, ele conseguiu se esconder à vista de todos. Isso mostra que é uma pessoa extremamente cautelosa e astuta. Vai ser difícil capturá-lo.

— Sabemos que é difícil, um sujeito escorregadio como uma enguia — disse o comissário, dando de ombros e fazendo uma careta enquanto fitava a taça — Por isso reportamos ao rei. Precisamos dos melhores detetives como vocês para resolver esse caso — elogiou Lei Yan e seus companheiros, deixando-os um pouco tímidos.

— Agradecemos o elogio. Faremos o nosso melhor — respondeu Lei Yan, tomando um grande gole de cerveja para acalmar a ansiedade que sentia (ser elogiado como detetive é comum, como não ficar nervoso?), e sorriu para o comissário, explicando sobre o perfil do assassino — Pelas evidências coletadas e pela psicologia criminal, o assassino que procuram deve ser um assassino de nível quatro.

— Nível quatro? — O comissário, animado ao ouvir a classificação, ajeitou a postura, serviu mais vinho para Lei Yan e perguntou curioso — O que significa?

— Assassinos são classificados em quatro níveis. O primeiro é o político — explicou Lei Yan, agradecendo com um aceno e prosseguindo — Como o assassino de Lincoln. O segundo são os narcisistas que matam para ganhar reconhecimento — contou, mostrando dois dedos — O terceiro são os psicopatas, que deixam cenas de crime horríveis. — Tomou um gole de cerveja e continuou — O quarto nível é o dos semi-psicóticos ou psicóticos intermitentes, que sofrem de graves transtornos mentais, como delírios frequentes.

— Uma vez que a categoria é definida — “Esqueleto” completou — fica mais fácil encontrar o assassino.

— Antes que o encontremos, o que ele fará? — o comissário perguntou seriamente.

— Procurar a próxima vítima — respondeu Lei Yan com convicção.

— Temos alguma forma de impedir isso? — o comissário, sentindo uma dor de cabeça ao imaginar o assassino sob pressão continuando a matar, perguntou com desânimo.

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— Por enquanto, não — respondeu Lei Yan, com pesar — Mas se protegermos Maggie, o assassino vai acabar cometendo um erro.

— Por que tem tanta certeza? — o comissário sorriu enquanto servia mais vinho para Lei Yan e perguntou.

— Porque ele tem delírios, que são intensas manifestações emocionais — Lei Yan brindou com o comissário — Eventualmente, ele perderá o controle dos seus sentimentos. Vamos investigar e esperar, acho que logo ele vai cometer um erro.

— Haha, então — o comissário levantou a taça para todos — brindemos para que o assassino cometa um erro logo! — Lei Yan e os demais levantaram suas taças, brindando com o comissário.

— Qual a programação para esta noite? — o comissário, já quase terminando o vinho, olhou para o relógio e perguntou a Lei Yan.

— Aqui ninguém se conhece — Lei Yan respondeu, terminando a última taça e dando um arroto satisfeito — O plano é voltar, cozinhar cabeça de porco e dormir! — A equipe de Lei Yan riu com ele.

— Eu, porém, tenho um compromisso à noite — o comissário levantou-se, chamando o garçom para pagar a conta e disse a Lei Yan — Vocês estão livres, que tal virem comigo?

— Ah, não, não podemos beber mais — Lei Yan suspeitou que haveria outra rodada, embora soubesse que todos gostariam de ir, recusou para não atrapalhar o trabalho do dia seguinte — Beber demais deixa a cabeça pesada pela manhã, não consigo pensar direito.

— Haha, não é para beber — o comissário pagou a conta e saiu com o grupo, olhando para Lei Yan com um sorriso — É uma exposição de arte, refinada. O artista e o dono da galeria são amigos de Maggie. Sem segundas intenções, que tal um passeio para relaxar?